"Estávamos em Global School. Era tudo ou nada agora."
O novo ano no colégio interno traz novas figurinhas para o quadro de alunos da prestigiada instituição. Mais de 200 jovens administrados por seis padrinhos e um autoritário diretor impopular...
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Demorou mais ou menos umas sete horas até a festa de Halloween começar, e nós conseguimos a esperada brecha para agir conforme o planejado. Ah sim, olá. Acho que não preciso me apresentar, não é? Sejam bem-vindos e se acomodem para escutar o restante dessa história. Talvez a partir de agora as coisas passem a acontecer com mais agilidade.
— Certo. – falou Brasil com uma voz aparentemente embargada (há boatos que ele tinha chorado, talvez vergonha pela situação, mas ninguém podia afirmar nada). — Todo mundo já 'tá arrumado e pronto pra começar. O Quebra-Cabeças de Global School, como chama nosso alemãozinho.
— Só não entendo porque eu é quem preciso servir de ponte nessa joça. – reclamou Argentina, de braços cruzados. — Não fui eu que levei o tiro?
— Já não melhorou não, amigo?
O hispânico olhou para o brasileiro com um olhar fulminante. Depois disparou: — Você acha o quê? OMS é um médico, não realiza milagres! Por Dios, hermano!
— Ai, morde, criatura! – resmungou o brasileiro, virando os olhos. — Tá precisando regular a sua pressão, senão vai acabar caindo duro a qualquer hora!
— Ah, serra la boca, bolu...
— Ah, então seria melhor que fôssemos logo na sala da M. Europa. – interrompi, na tentativa de impedir qualquer briga. Argentina bufou ao olhar para o amigo e cruzou os braços. — O que Alemanha mandou fazer agora, Conde Drácula?
O Brasil ficava um pouco engraçado com o rosto emburrado de vampiro, a face parda repleta de um pó branco e dentes postiços na boca. De fato, ele parecia um cadáver ambulante. Eu estava com um traje esverdeado e cheio de remendas soltas, tentando me assemelhar a um Poltergeist. Bélgica tinha o corpo coberto por faixas de gaze, enquanto Tina tinha colocado duas asas de anjo nas costas.
— O poste mandou que a gente pegasse a chave com M. Europa. Ele convenceu ela de que ela precisava de ajuda com alguma coisa por lá. Como, eu não faço ideia.
— Onde ela está? – perguntou Bélgica, após amarrar um pedaço da gaze que tinha se desprendido.
— Na sala do diretor ONU, com ele e os outros mestres. Acho que estão decidindo algo importante para os próximos dias. Não sei. Mas depois da treta que houve com a Madame e o Sr. Oceania no Auditório, com certeza o clima lá tá horrível.
— Duvido nada que ela tenha enfiado uma caneta na carótida dele de uma vez. – exclamou Bélgica, parecendo animado. Às vezes eu ficava com medo dele, talvez pela extrema falta de filtro. Em seguida, afrouxou o corpo, suspirando. — Talvez NATO também esteja lá, eu espero.
— O que você é dele, Bell? Nunca entendi. – indagou Argentina, fazendo meu amigo rubrar e tremular os lábios, hesitante.
— Bem, é... eu o considero como um irmão, mas... é, é isso.