"Estávamos em Global School. Era tudo ou nada agora."
O novo ano no colégio interno traz novas figurinhas para o quadro de alunos da prestigiada instituição. Mais de 200 jovens administrados por seis padrinhos e um autoritário diretor impopular...
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A escuridão que eu via foi rapidamente substituída pela luz exterior, que vinha da luz do Sol no lado de fora. A vista era deslumbrante: Itália vestida com um vestido de tecido fino, rodando de leve a barra. A vestimenta era vermelho-vinho com algumas manchas brancas e linhas amarelas. OK que eu não achava ele bonito, mas na Itália qualquer coisa dava certo.
— Hum, está bem então... dá uma giradinha, isso! Deixa eu ver. Olha, ruim não ficou nem vai. Mas, que tal tentar escolher outra? Sabe, uma mais... que te deixe tenebrosa, mas nem tanto. Assim, um...
— Biene, eu já entendi. – ela interrompeu, sorridente. — Queria ver o que achava. Só isso. Acho que é melhor ir de Mortícia mesmo.
— Sim, pelamor! – fiz movimento de reza. — Vai combinar com a minha roupitcha de Conde Drácula, ah se vai!
— Mas que tem a ver um com o outro, ragazzo?
— Oche, nada. Mas e daí? Já se passaram semanas e até agora você não se decidiu como quer ir para a festa de Halloween. Ora quer uma coisa, ora quer outra. Se eu já não estava animado, agora estou menos ainda. Na dúvida vai de Mortícia.
Olhei para a pilha de tecido que havia na cama dela: vestidos longos iguais a aquele, calças jeans, saias rodadas, sobretudos, moletons, tudo de mais chique que eu pudesse imaginar. Itália era bem entendida de moda, pelo visto. Busquei puxar dali uma larga saia negra. Perfeita.
— Acho que essa roupa é melhor. E então?
Pelo jeito como ela pegou, desvairada, depois buscou uma combinação e se encarou na frente do espelho, ela tinha aprovado. Os olhos pareciam brilhar. Quem diria que eu seria de ajuda nesse ramo?
— Ainda bem que tenho você como colega. – ela sorriu novamente. Não consegui olhar nos olhos dela de vergonha mesmo, provavelmente eu tinha ficado vermelho como um tomate.
— Ah... - ronquei a garganta. — Se você diz... Bem, eu acho que daqui a pouco preciso ir. Hoje é um dia cheio, pelo jeito. Os Escandinavos relataram um problema na Global Library; o grêmio, que pelo jeito é escravo do pessoal, quem vai ter que resolver. A festa é mais tarde e precisamos conferir se está tudo bem arrumado. Ainda preciso preparar minha roupa pro Drácula.
— Bom, isso não é problema. Mostra que está ficando responsável por aqui.
— Responsável, eu? Ah, não, infelizmente acho que não sou bom o suficiente pra ser chamado disso. Ainda tenho muitos defeitos. Mas que bom que você pensa isso de mim, ainda assim.
— Eu daria tudo para ser você. Sua vida parece mais emocionante!
— Emocionante? – pensei em Alemanha e todo o rolo com ele. — Ah, que nada, é mais do mesmo. Marasmo todo dia. Confesso que 'tô ficando atoladinho... Ah, saco, agora que eu 'tô vendo aqui no celular, o tanto de torpedo que o Tina me mandou. Tadinho, se tivesse como ele andar rápido, já teria vindo aqui me chamar.