"Estávamos em Global School. Era tudo ou nada agora."
O novo ano no colégio interno traz novas figurinhas para o quadro de alunos da prestigiada instituição. Mais de 200 jovens administrados por seis padrinhos e um autoritário diretor impopular...
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— Foi o que disseram, eu juro! Os mestres estão tendo suas máscaras arrancadas aos poucos! Será que isso prejudicará nosso desempenho? Ah, tenho certeza que sim, gente!
— Calma, bem. – pediu Tailândia, dando um leve toque na namorada. — Não é bem assim. Ouviu o que a Hungria falou? Apenas M. África se pronunciou, não dá nem metade de uma coluna.
— Mas nem precisa também. Todos já sabem, a péssima administração que Global School vem tendo. Poxa vida, nesses primeiros meses de ano letivo, quantas outras desventuras tem acontecido por aqui? Revoada de tiros, roubo de dinheiro, os mestres se rivalizando, e agora um sequestro! Um sequestro, Tai.
— Ah, de qualquer jeito, bem. Vamos esperar nossa deixa para ver se algo sai no Bloco Extra Nacional. Hungria ainda não chegou, Islândia também.
Eu estava tão concentrado nos meus trabalhos que mal notei quando o casal entrou, já com esse assunto na boca. Por Dios, como os jornalistas eram rápidos em fuxicar! Se bem que eu não podia falar muita coisa, fazia pior. Há um tempo eu havia sido aceito pela editora-chefe para produzir uma coluna. Não obtive muito êxito, mas então o responsável pela arte final do jornal, Granada, pediu para sair. A Hungria então resolveu me colocar como substituto. Foi assim que descobri um talento nunca antes imaginado.
— Ahí, pareja. – levantei da minha mesa com um copo de café na mão. — Do que vocês estão falando exatamente?
Tailândia parecia não querer responder, mas Bangladesh o atropelou nos pensamentos — como sempre fazia: — Estamos falando do próximo número do jornal. Esses acontecimentos de 31 de outubro não param de ser comentados, seja nas salas quanto na Global Library. Temos pouca informação até agora, o corpo docente não quis se pronunciar direito. Sabemos apenas que os ninjas encontrados mortos na sala de M. Europa eram soldados desertores da Patrulha. O próprio OTAN confirmou isso. O coitado inclusive está uma pilha de nervos. Tadinho, ele e Bélgica são irmãos muito próximos. Espero que tudo fique bem. O que você acha disso, Americano?
— Bem, é... só sei que os outros alunos devem estar apavorados com isso, né? Rússia, Holanda e Brasil. O hermano disse que foi nocauteado depois de tentar lutar. Se eu estivesse lá ainda, nem sei o que teria acontecido a mim...
Fomos interrompidos no momento em que outras figuras adentraram na Sala Jornalística, fazendo tocar a sineta acima da porta. Era nossa líder, Hungria, seguida de Islândia, com sua inseparável câmera fotográfica e seu gorro, e França, com um sorriso demente de orelha a orelha. A movimentação chamou atenção até mesmo de Camboja, que imprimia alguns testes na impressora.
— Bem, pessoal, a jovem Europeia escondeu as mãos atrás do corpo e suspirou contente: — tenho orgulho de dizer que nosso aclamado diretor emitiu uma nota em relação aos conflitos. Está publicado no site do internato. Tenho aqui um papel com a nota escrita. Nosso trabalho vai se dar em maior parte em cima disso, pelo menos no que tange ao sequestro de Bell. Cada um sabe o que fazer. Argentina, lê em voz alta para nós.