Antes de começar, queria pedir para vocês amarem muito essa música, é a minha favorita deles
Deidara
As noites que tivemos que simplesmente sumiram
E há lágrimas que vamos chorar
É o preço que pagamos quando se trata do amor
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Por causa da minha saúde fraca eu fiquei vinte e um dias internado numa UTI no meu primeiro ano de vida, minha imunidade baixa e a falta de experiência dos meus pais resultaram em um quadro de pneumonia. Minha mãe me contou o quão ansiosa e preocupada ela ficou naqueles dias, sem comer e dormir. Ela ia em casa por poucas horas, apenas para tomar um banho e retornava apressada para ficar ao meu lado do hospital, não importasse o quanto meu pai garantisse que ligaria se algo mudasse.
Depois, minhas visitas ao hospital se tornaram mais frequentes na minha infância, e mesmo que na fase adulta tenham diminuído bem, eu ainda ia aos hospitais de tempos em tempos.
Acho que me acostumei com as paredes brancas ou cinzas, o ar gelado e o ambiente pesado. Eu não me incomodava com as enfermeiras mal humoradas ou com as crianças chorando, nem com as chegadas tempestuosas de casos de emergência.
Desde que me mudei para Konoha, eu fui ao hospital duas vezes - uma com uma intoxicação alimentar depois que Obito e eu comemos em um restaurante grego duvidoso. Esta é a segunda vez que venho a esse hospital.
Essa é a primeira vez que estou sentindo medo por estar em um hospital.
Quando Naruto e Itachi foram ao nosso apartamento, eu estava sujo de tinta, com o coração cheio de esperanças para mostrar o quadro finalizado para Obito, eu tinha esperanças que seu olhar perspicaz iria entender os sentimentos que eu queria lhe transmitir, mas não achava as palavras certas. Naruto precisou me convencer a tomar banho, foi ele quem escolheu as roupas que estou usando agora, por sorte o moletom que ele pegou pertence a Obito e é grande o bastante para esconder minhas mãos trêmulas.
-Aqui, Dei, por aqui.
Naruto me incentivou a segui-lo, usando o mesmo tom de voz que usamos ao falar com um filhote assustado e arredio. Talvez eu estivesse tão deplorável quanto, não me importava. Itachi ficou para conversar com o médico e eu segui Naruto pelo corredor movimentado e frio do hospital. Eu parei alguns passos antes da porta onde Naruto parou e ele olhou para mim com pena.
-Você deseja esperar um pouco? Está tudo bem, tome o seu tempo.
Obito nunca hesitou antes de correr para me ajudar, nunca deixou de estar ao meu lado, mesmo no começo quando eu tentei o afastar com meu mau humor. Ele sempre esteve comigo, não era justo que eu me acovardasse agora.
-Tudo bem - Naruto percebeu quando me decidi e deu dois tapinhas em meu ombro quando passei por ele - Estarei aqui fora caso precise de algo.
-Obrigado.
Meus passos estavam pesados, sentia que havia pesos em minhas pernas e eu tremi pelo frio da sala. Obito não estava acordado, tinha um tubo branco em sua boca ligado a um aparelho ao lado da sua cama, sua pele bronzeada estava pálida, doentia.
Isso não podia ser verdade, não tinha como ser. Sua mão, sempre tão gentil quando tocava em mim, estava fria. Eu apertei os olhos, o som das máquinas calmos e divergentes do quão dolorosamente meu coração estava batendo, e desejei com todas as forças que fosse apenas um pesadelo. Mas eu não estava sonhando dessa vez, era real. Obito estava lutando por sua vida e eu nada podia fazer para o ajudar.
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O Vazio das Chamas
FanfictionUm incendiário. Um perfilador. Um sobrevivente. Um agressor. Deidara, um universitário tentando lidar com o vazio que as chamas deixaram. Obito, um perfilador em busca de um sentido a amais para a sua vida. Sasori, um residente em cardiologia sem co...
