58, especial ashford

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Jett Ashford

— Fiquei surpreso com a sua mensagem. — Falei ao sentar na mesa da cafeteira.

— Eu precisava conversar. — Nick suspirou antes de me olhar. Seus olhos estavam sem o brilho que deixava qualquer pessoa apaixonada. O brilho que me deixa todo bobo por ele.

— Por que você e a Audrey sumiram ontem? — Perguntei me arrependendo no momento em que vi seus olhos se encherem de lágrimas. — Não precisa me falar, você sabe, mas eu estou aqui para ajudar. — Sorri fraco na intenção de confortá-lo.

— Minha mãe morreu. — Respondeu direto me fazendo arregalar os olhos.

Nick tinha me mandado uma mensagem hoje cedo, pedindo para encontrar ele em uma cafeteira no centro. Eu fiquei surpreso já que ontem não tinha conseguido falar com ele, mas agora fazia sentido.

— O que? — Perguntei baixo. — Achei que você não soubesse nada da sua mãe desde quando ela fugiu. — As palavras escaparam da minha boca e eu me senti péssimo por talvez ter sido indelicado.

— Mas faz um tempinho que nós voltamos a conversar... — Falou começando a explicar tudo o que havia acontecido.

Ao fim da história, eu estava muito surpreso. Sem saber o que falar, coloquei minha mão sobre a dele e apertei suavemente.

— Eu sinto muito. — Falei sincero

— Mas até que tem um lado bom nisso tudo... — Respondeu virando a mão, fazendo nossas palmas se tocarem. — Eu percebi que a vida é muito inesperada e passa muito rápido, por isso temos que fazer tudo o que temos vontade para não se arrepender depois. Concorda?

— Sim, eu acho — Respondi sem entender porque estávamos falando sobre aquilo.

— Jett você pode me achar maluco ou emocionado, mas eu preciso falar. — Meu coração errou uma batida enquanto ele me olhava atentamente. — Esses dias que a gente virou a noite conversando, que você me marcava em memes aleatórios ou que eu te ligava só para falar como as minhas aulas tinham sido péssimas... Esses dias foram os melhores para mim e eu... Nossa eu nunca me senti tão envergonhado em admitir uma coisa assim.

— Eu não estou te entendendo. — Admiti sorrindo envergonhado.

— Às vezes você é mais lerdo que o Vinnie. — Riu e eu arqueei a sobrancelha. — Que merda Ashford, eu estou tentando falar que estou apaixonado por você. — Exclamou e eu abri a boca surpreso. Meu coração agora ficou igual aquelas ginastas que correm, pulam, fazem mortais e piruetas.

— Eu... — Abri a boca, mas não consegui falar nada.

— Tudo bem se você não sentir o mesmo, mas eu precisava falar e se não é recíproco nós podemos continuar só ami... — Levantei da cadeira o interrompendo.

— Você fala muito. — Dei risada segurando seu rosto com as duas mãos o puxando para um beijo. — Eu também sou apaixonado por você. — Sussurrei ofegante quando nos afastamos minimamente e ele sorriu com os olhos fechados

— E agora? O que a gente faz? — Perguntou e eu dei de ombros.

— Agora você me beija para empatar o nosso placar. — Falei o fazendo rir antes de me beijar de novo.

 — Falei o fazendo rir antes de me beijar de novo

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