Capítulo 17: Tatuagens e cicatrizes

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Neil não foi para Carolina do Sul logo após sua "formatura" em maio, ele esperou até o dia 10 de junho, já que essa seria a data programada para o começa do treinamento e então avisou Wymack que estava indo.

Ele não podia levar facas e armas de fogo em um voo comercial, infelizmente. E se sentia estranho sem o peso familiar delas.

Carregava apenas uma mala de rodinhas e achava que estava ótimo, Neil não gostava de viajar com muita bagagem e se ele precisasse de algo, poderia comprar em Palmetto State.

Neil desembarcou no aeroporto com facilidade, pegou sua mala e entrou em um dos taxi que estavam na frente do aeroporto.

Wymack havia dito que Neil deveria ir para o estádio Foxhole para esperar Matt chegar, porque aparentemente Neil não tinha permissão para entra na Fox Tower sem Matt.

O taxi parou na frente do estádio branco e laranja florescente que provavelmente poderia ser visto do espaço e Neil pagou o taxista pela viagem, então tirou a mala do porta malas e foi até o portão com senha. Wymack tinha lhe dito qual era a senha da vez, as portas internas estavam destrancados, o que indicava a presença de Wymack.

Neil pensou em passar no escritório de Wymack para comprimenta-lo, mas antes que pudesse dar mais um passo para o corredor, Abigail Winfield saiu de sua sala e foi em direção a Neil.

-Ah, olá! Você deve ser o Neil, pode me chamar de Abby, eu sou a enfermeira da equipe.

-Oi-Neil a comprimentou.

-Aproveite que já está aqui e venha até minha sala para a avaliação física-ela gesticulou para seu escritório.

Neil fez uma careta.

-Preciso mesmo?

-Sim, caso contrário você não poderá jogar. Vamos logo, tenho que fazer isso em todos hoje.

Neil deixou sua mala no Sala e seguiu Abby para sua sala, passando na frente da porta entreaberta do escritório de Wymack.

Os exames incluíam medir o pesa, a altura, verificar os reflexos e uma extração de sangue.

-Tire a camisa-disse Abby fazendo um gesto para onde Neil estava sentado na maca.

Neil ficou tenso e seu tom saiu mais ríspido que prentendia:-O que?

-Não consigo enxergar as marcas de agulhas através do algodão, Neil.

-Eu não uso drogas.

-Bom para você, continue assim. Mas preciso verificar.

Os dedos de Neil se agarraram protetoramente a barra da camiseta.

-Não.

Abby suspirou.

-Qual é o problema? Não há nada que você esteja tentando esconder que eu já não tenha visto antes.

-Espero que não.

-Vamos lá, Neil, se você está com medo de que eu diga algo aos outros, pode ficar despreocupado, o que acontece nessa sala continua a aqui, a menos que isso afete sua saúde física.

Neil trincou os dentes.

-Não faça perguntas, eu não quero falar sobre nada disso, ok?

-Ok-Abby concordou facilmente.-Mas saiba que sempre que precisar conversar eu ou Betsy, a psiquiatra da equipe, estaremos a sua disposição.

Neil quase bufou, provavelmente era Abby que teria uma longa conversa com Betsy depois que ele mostrasse o que estava sob a camisa.

-Espero que se lembre do seu sigilo profissional-ele disse, apenas para lembra-la.

Quando retirou sua camisa, ele fez questão de olhar atentamente para a expressão de Abby, ela não tinha conseguido esconder seu choque.

O torço de Neil estava coberto de cicatrizes, ele tinha uma marca de um ferro no ombro, onde havia sido atingido por seu pai quando não tinha ficado quieto o suficiente na visita do policial. E do outro lado havia a marca de uma katana com um pequeno "M" em seu cabo e correntes enroladas em volta de sua lâmina, marcado em seu ombro com ferro quente, aquela marcação era um lembrete de a quem ele pertencia. Em sua cravicula tinha uma marca de uma bala que tinha passado por seu colete Kelvar e que o deixou com medo de tirar seu colete por meses. Havia as cicatrizes que conseguiu no treinamento e aquelas causadas pelas lições de seu pai e de seus capangas, a pior de todas era uma faixa ao longo de sua barriga, onde a pele tinha sido totalmente retirada e agora a nova pele formava uma faixa mais clara que o resto. E por fim haviam aquelas cicatrizes conseguidas em missões, como a marca da bala em sua clavícula e alguns cortes de faca que conseguiu ao entrar em confronto corpo a corpo com outras pessoas.

Abby tinha uma mão trêmula sobre a boca e os olhos brilhantes com lágrimas não derramadas, Neil pensou que realmente tinha deixado a mulher traumatizada, e isso porque ela não viu as marcas de chicote e as tatuagens em suas costas. Ele estendeu os braços e chamou a atenção de Abby.

-E então? Está vendo alguma marca de agulha?

-O que...-Abby disse, ainda abalada.

-Está vendo ou não?

Abby fez um som com a garganta e então endureceu seu olhar, assumindo uma postura profissional.

-Não, sem marcas. Pode vestir a camisa.

Neil observou em silêncio enquanto Abby preenchia um papel.

-Pronto-ela disse jogando a caneta sobre a mesa.-Neil...

-Não-Neil a interrompeu novamente e pulou da maca, indo para a porta.

Ele não sentia vergonha daquelas cicatrizes há muito tempo, já tinha se acostumado a deixar um monte de gente vê-las, ele só não aguentava os olhares de pena e tristeza que sabia que veria nos olhos de Abby, porque ela não era do mesmo mundo que ele, onde ninguém se importava com esse tipo de merda.



Sobre Neil ter tatuagens, é o seguinte: na yakuza, a maioria dos membros tem o corpo quase ou coberto de tatuagens (eu acho), e os Moriyama são imigrantes da Yakuza, e portanto, eles seguem algumas tradições e valores, inclusive aqui o Ichirou tem os braços fechados com tatuagens coloridas.

Neil faz parte da Yakuza, então seria lógico se ele tivesse pelo menos algumas tatuagens e juntando isso a uma fanart que eu vi onde ele tem rosas vermelhas cobrindo toda a pele dos braços até os ombros tudo que eu pensei foi: 🥵. Brincadeira, o que eu pensei foi: caramba, eu tenho que escrever isso.

Guns, rackets and foxesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora