Neil não foi para Carolina do Sul logo após sua "formatura" em maio, ele esperou até o dia 10 de junho, já que essa seria a data programada para o começa do treinamento e então avisou Wymack que estava indo.
Ele não podia levar facas e armas de fogo em um voo comercial, infelizmente. E se sentia estranho sem o peso familiar delas.
Carregava apenas uma mala de rodinhas e achava que estava ótimo, Neil não gostava de viajar com muita bagagem e se ele precisasse de algo, poderia comprar em Palmetto State.
Neil desembarcou no aeroporto com facilidade, pegou sua mala e entrou em um dos taxi que estavam na frente do aeroporto.
Wymack havia dito que Neil deveria ir para o estádio Foxhole para esperar Matt chegar, porque aparentemente Neil não tinha permissão para entra na Fox Tower sem Matt.
O taxi parou na frente do estádio branco e laranja florescente que provavelmente poderia ser visto do espaço e Neil pagou o taxista pela viagem, então tirou a mala do porta malas e foi até o portão com senha. Wymack tinha lhe dito qual era a senha da vez, as portas internas estavam destrancados, o que indicava a presença de Wymack.
Neil pensou em passar no escritório de Wymack para comprimenta-lo, mas antes que pudesse dar mais um passo para o corredor, Abigail Winfield saiu de sua sala e foi em direção a Neil.
-Ah, olá! Você deve ser o Neil, pode me chamar de Abby, eu sou a enfermeira da equipe.
-Oi-Neil a comprimentou.
-Aproveite que já está aqui e venha até minha sala para a avaliação física-ela gesticulou para seu escritório.
Neil fez uma careta.
-Preciso mesmo?
-Sim, caso contrário você não poderá jogar. Vamos logo, tenho que fazer isso em todos hoje.
Neil deixou sua mala no Sala e seguiu Abby para sua sala, passando na frente da porta entreaberta do escritório de Wymack.
Os exames incluíam medir o pesa, a altura, verificar os reflexos e uma extração de sangue.
-Tire a camisa-disse Abby fazendo um gesto para onde Neil estava sentado na maca.
Neil ficou tenso e seu tom saiu mais ríspido que prentendia:-O que?
-Não consigo enxergar as marcas de agulhas através do algodão, Neil.
-Eu não uso drogas.
-Bom para você, continue assim. Mas preciso verificar.
Os dedos de Neil se agarraram protetoramente a barra da camiseta.
-Não.
Abby suspirou.
-Qual é o problema? Não há nada que você esteja tentando esconder que eu já não tenha visto antes.
-Espero que não.
-Vamos lá, Neil, se você está com medo de que eu diga algo aos outros, pode ficar despreocupado, o que acontece nessa sala continua a aqui, a menos que isso afete sua saúde física.
Neil trincou os dentes.
-Não faça perguntas, eu não quero falar sobre nada disso, ok?
-Ok-Abby concordou facilmente.-Mas saiba que sempre que precisar conversar eu ou Betsy, a psiquiatra da equipe, estaremos a sua disposição.
Neil quase bufou, provavelmente era Abby que teria uma longa conversa com Betsy depois que ele mostrasse o que estava sob a camisa.
-Espero que se lembre do seu sigilo profissional-ele disse, apenas para lembra-la.
Quando retirou sua camisa, ele fez questão de olhar atentamente para a expressão de Abby, ela não tinha conseguido esconder seu choque.
O torço de Neil estava coberto de cicatrizes, ele tinha uma marca de um ferro no ombro, onde havia sido atingido por seu pai quando não tinha ficado quieto o suficiente na visita do policial. E do outro lado havia a marca de uma katana com um pequeno "M" em seu cabo e correntes enroladas em volta de sua lâmina, marcado em seu ombro com ferro quente, aquela marcação era um lembrete de a quem ele pertencia. Em sua cravicula tinha uma marca de uma bala que tinha passado por seu colete Kelvar e que o deixou com medo de tirar seu colete por meses. Havia as cicatrizes que conseguiu no treinamento e aquelas causadas pelas lições de seu pai e de seus capangas, a pior de todas era uma faixa ao longo de sua barriga, onde a pele tinha sido totalmente retirada e agora a nova pele formava uma faixa mais clara que o resto. E por fim haviam aquelas cicatrizes conseguidas em missões, como a marca da bala em sua clavícula e alguns cortes de faca que conseguiu ao entrar em confronto corpo a corpo com outras pessoas.
Abby tinha uma mão trêmula sobre a boca e os olhos brilhantes com lágrimas não derramadas, Neil pensou que realmente tinha deixado a mulher traumatizada, e isso porque ela não viu as marcas de chicote e as tatuagens em suas costas. Ele estendeu os braços e chamou a atenção de Abby.
-E então? Está vendo alguma marca de agulha?
-O que...-Abby disse, ainda abalada.
-Está vendo ou não?
Abby fez um som com a garganta e então endureceu seu olhar, assumindo uma postura profissional.
-Não, sem marcas. Pode vestir a camisa.
Neil observou em silêncio enquanto Abby preenchia um papel.
-Pronto-ela disse jogando a caneta sobre a mesa.-Neil...
-Não-Neil a interrompeu novamente e pulou da maca, indo para a porta.
Ele não sentia vergonha daquelas cicatrizes há muito tempo, já tinha se acostumado a deixar um monte de gente vê-las, ele só não aguentava os olhares de pena e tristeza que sabia que veria nos olhos de Abby, porque ela não era do mesmo mundo que ele, onde ninguém se importava com esse tipo de merda.
✨
Sobre Neil ter tatuagens, é o seguinte: na yakuza, a maioria dos membros tem o corpo quase ou coberto de tatuagens (eu acho), e os Moriyama são imigrantes da Yakuza, e portanto, eles seguem algumas tradições e valores, inclusive aqui o Ichirou tem os braços fechados com tatuagens coloridas.
Neil faz parte da Yakuza, então seria lógico se ele tivesse pelo menos algumas tatuagens e juntando isso a uma fanart que eu vi onde ele tem rosas vermelhas cobrindo toda a pele dos braços até os ombros tudo que eu pensei foi: 🥵. Brincadeira, o que eu pensei foi: caramba, eu tenho que escrever isso.
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Guns, rackets and foxes
FanfictionMary não consegue ir longe na fuga com Nathaniel e morre pelas mãos do pessoal de Nathan. Nathaniel é levado de volta e entregue ao ramo principal, eventualmente se tornando Neil. Quando Kevin o chama para se juntar às Raposas naquele ano, ele aceit...
