Joanne Monroe havia sido amiga de infância e vizinha de James Sinclair quando ele morava em Dundalk, uma pequena cidade perto de Baltimore. Na adolescência eles foram namorados, mas logo os pais de James se mudaram para San Francisco e James promete...
-Posso entender tudo isso que você me falou até agora, é como se você tivesse "vendido sua alma ao diabo" para alcançar tudo o que você queria – ela falou enquanto se levantava e fazia o gesto entre aspas com as mãos para ele, que olhava atentamente para ela.
- Você está esquecendo apenas um detalhe nessa sua explicação, aliás o principal, a mulher com quem você transava era minha mãe, está me ouvindo? Era minha mãe e como você quer que eu esqueça isso? – ela gritou olhando para ele com lágrimas nos olhos e James apenas baixou o olhar, pois não tinha como responder a essa pergunta...
- Como vou olhar para você sem imaginar você na cama com ela? Como vou beijar a sua boca, sabendo que com ela você beijou todo o corpo dela? Como vou olhar para seu pênis, sabendo que ele esteve dentro dela? – Joanne fazia as perguntas de maneira atabalhoada enquanto caminhava de um lado para o outro enquanto gesticulava com os braços e James viu que ela estava prestes a perder o controle.
- Você não imagina como eu me sinto idiota nesse momento. Fiquei esses anos todos recusando o envolvimento com outros homens, pois ficava esperando a volta do príncipe encantado, enquanto ele ficava aqui transando com minha mãe!! – Joanne gritou com raiva – Sabia que a idiota aqui ainda é virgem?? Fiquei esse tempo todo me guardando por nada, por uma mentira idiota – ela falou enquanto as lágrimas desciam pelo rosto.
James sentiu vontade de abraça-la e dizer que não tinha sido uma mentira da parte dele, mas depois achou melhor ficar quieto, pois tinha medo da reação que ela pudesse ter.
- Mas não se preocupe que isso logo vai acabar, irei transar com o primeiro cara que eu encontrar em Dundalk, vou tirar o atraso e fazer aquilo que você vem fazendo a anos – ela falou com ironia enquanto olhava para ele com raiva.
Quando ela saiu correndo pela praia, ele apenas observou-a se afastar sem esboçar nenhuma reação. Ele sabia que, naquele momento, Joanne estava dominada por todos os piores sentimentos que uma pessoa pode sentir e achou que o melhor era ela ficar sozinha e esfriar a cabeça. Ele se ergueu e depois subiu a escada de cabeça baixa, com as mãos no bolso em uma atitude de derrota. Ele compreendia o dilema dela, provavelmente se sentisse da mesma maneira se os papéis fossem trocados, por isso não julgava a atitude dela. O erro tinha sido dele, na ânsia de sair da merda em que se encontrava, havia aceitado essa relação com Daphne e ele era honesto o suficiente para admitir que ele nunca teria falado nada para Jô, se a situação fosse diferente. Agora era esperar para ver qual seria a atitude dela quando voltasse para a casa da mãe.
Joanne se afastou e ficou feliz por ele não ter ido atrás dela, estava com dificuldade de olhar para James sem ver a mãe junto dele, era como se eles fossem uma coisa só na cabeça dela. Ela pegou o celular e pensou em ligar para o pai e contar tudo, mas logo em seguida mudou de ideia e achou que o melhor seria voltar para casa. Assim ela ligou para a companhia aérea e teve a sorte de conseguir um lugar para Baltimore no voo das 22 horas. Mais calma depois de tomar essa decisão, Joanne resolveu passar o tempo andando pelas ruas próximas ao local onde se encontrava. Não comprou nada para o pai, pois não queria nenhuma lembrança daquele lugar, pelo contrário, queria esquecer tudo o que havia passado ali.
Joanne voltou para a casa da mãe somente perto das 20 horas, pois não queria falar com nenhum dos dois. Ela teria tempo apenas para pegar suas coisas e dirigir até o aeroporto para em seguida embarcar de volta para casa. Assim que ela entrou em casa, a mãe dela veio correndo com um olhar de preocupação no rosto.
- Graças de Deus que você voltou, estávamos preocupados que algo de grave pudesse ter acontecido – Daphne falou com ansiedade e Joanne viu que ela estava nervosa e logo atrás viu a figura alta de James que a olhava em silêncio.
- Desculpe a preocupação que causei a vocês, mas estava apenas dando uma volta pela vizinhança e acabei jantando em um restaurante muito agradável. Enquanto jantava, surgiu uma emergência e preciso voltar logo para Baltimore, inclusive já tenho um lugar reservado no voo das 22 horas – Joanne falou com indiferença e percebeu que a mãe ficou triste com a notícia, mas que viu que aquilo era só uma desculpa para ela ir embora.
- Que pena, achei que você ficaria pelo menos até amanhã – ela falou enquanto lamentava a partida da filha.
- Quem sabe em outra ocasião eu fique por mais tempo – ela falou sem esconder a falta de intenção de voltar aquela casa.
- Eu vou leva-la até o aeroporto – James se ofereceu, mas logo foi rechaçado por ela.
- Não precisa, vim com o carro alugado e vou devolvê-lo antes de embarcar. Já vou arrumar minhas coisas, pois não posso perder o voo – ela falou em um tom de voz dela não deixava duvidas de que ela não queria a companhia dele, enquanto se dirigia até o quarto.
Em poucos minutos ela guardou tudo na mala e voltou para a sala para encontra-los sentados no sofá.
- Foi um prazer conhecer a senhora e rever James – Joanne falou e depois se dirigiu até a porta para sair.
- Adorei vê-la depois de tantos anos, volte logo filha – a mãe dela falou e Joanne se arrepiou toda ao ouvir a mãe chama-la de filha, pois essa mulher a muito tempo tinha perdido o direito de chama-la assim.
James ficou parado ao lado de Daphne sem falar nada e Joanne apenas olhou para ele com um olhar de acusação, antes de se virar e entrar no carro. Como o aeroporto era perto, ela logo chegou ao local e foi devolver o carro que havia alugado. Depois ela foi fazer o check in do voo e como ainda faltava um bom tempo para embarcar, ela resolveu tomar uma xícara de café.
James havia dito para Daphne que iria dar uma volta, mas resolveu seguir até o aeroporto para ver Joanne embarcar. Assim que ele entrou no terminal, ele a procurou em todos os lugares até encontra-la sentada em uma cafeteria. Resolveu ficar ali apenas olhando para ela de longe e a admirando em silêncio, Joanne havia superado todas as suas expectativas e havia se transformado em uma linda mulher.
Havia sido muito duro para ele ouvir ela falar com nojo da relação íntima que ele tivera com Daphne. Também fora duro ouvir ela falar que entregaria a virgindade para qualquer um, depois de ter-se guardado para ele. James tinha sérias dúvidas se ainda valeria a pena lutar pelo amor de sua Jô, ou se seria melhor esquecer sua promessa e deixá-la ir para sempre.
Ele já estava quase desistindo, quando ele viu aquele figura formosa e atraente se levantar, os cabelos sedosos balançando enquanto ela se dirigia ao local do embarque e sumia da vista dele. James acompanhou o movimento do avião correndo na pista até alçar voo e sumir rapidamente de sua visão.
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- Vou lutar pelo seu amor Jô, não vou desistir do nosso sonho, nem quebrar a promessa que lhe fiz, um dia ainda voltarei para busca-la – James murmurou suas palavras ao vento e depois voltou para o carro.
James entrou em casa e logo viu Daphne que o aguardava e pelo olhar dela, ela sabia que ele havia ido até o aeroporto.
- Ela já embarcou? – ela perguntou e ele apenas confirmou com um aceno da cabeça e depois foi até o bar se servir de um copo de vinho e voltou para sentar-se perto dela.
- Agora me diga Daphne, porque você abandonou sua filha e nunca mais voltou para vê-la durante 20 anos? – James perguntou de maneira seca, esse era um assunto que o estava incomodando desde o momento em que ele soubera que sua Jô era filha dela.
Será que algum dia Joanne conseguirá perdoa-lo??💔💔
Ou será que o amor de James conseguirá quebrar as barreiras erguidas por ela?💗💗