Capítulo 19

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O natal chegou e para Joanne não era uma data alegre, havia acontecido tantas coisas ruins naquele ano em sua vida que acabaram tirando o brilho das coisas boas. A entrada se Susan em sua vida era um motivo de alegria, ela via que o pai ficava mais feliz e descontraído desde que Susan começara a frequentar a casa quando ela estava presente. Os dois se davam muito bem e Joanne ficou feliz pelo pai ter encontrado uma pessoa legal como Susan e não estar mais sozinho. Eric viajara para New York para passar o natal com a família e só voltaria depois do ano novo. Esse também era outro assunto que ela esperava resolver no próximo ano, seu namoro com Eric, que estava morno e ela sentia que eles não iriam chegar a lugar algum desse jeito. Joanne, em parte sentia-se culpada, pois sabia que nunca o tinha amado, agira mais por impulso para tentar exorcizar James, mas não tivera sucesso.

Depois de pensar muito sobre o assunto, após a virada do ano, assim que Eric voltou de New York, ela marcou um encontro com ele para terminar a relação. Eric chegou ao apartamento de Joanne meia hora após sair do serviço, estava curioso para saber o que ela queria conversar com ele. Sabia que o namoro deles andava parado, pois tinham pouco tempo para se ver durante a semana e seus encontros se resumiam aos finais de semana. Sabia também que Joanne tinha planos de voltar a morar em Dundalk e isso aumentaria ainda mais a distância entre eles. Ao chegar ao prédio dela, tocou o interfone e em seguida ela abriu a porta para ele.

- Quem bom que você chegou Eric – ela o recebeu com um beijo no rosto.

- Vim assim que pude, você parecia ansiosa durante a ligação – ele falou depois que ela fechou a porta.

- Acho que o que eu vou falar não será nenhuma surpresa para você. Nosso namoro foi legal no início, mas depois a relação não evoluiu. Várias coisas interferiram nisso, mas basicamente acredito que o que faltou foi amor – Jô falou para ele e percebeu que Eric não parecia surpreso com as palavras dela.

- Não posso deixar de concordar com você Joanne, sinto um imenso carinho por você, gosto de sua companhia, mas infelizmente sei que não nos amamos. Uma relação precisa mais do que podemos oferecer um ao outro e como eu não tenho planos de sair de Baltimore, isso irá dificultar mais ainda nossa relação – Eric concordou e Joanne viu que, de certa forma, ele parecia aliviado por ela ter tomado a iniciativa de terminar o namoro.

- Que bom que você concorda comigo Eric, queria terminar nossa relação de maneira tranquila – ela falou feliz por ele estar de acordo.

- Te desejo tudo de bom Joanne, muito sucesso na carreira e que encontre alguém que a ame como você merece!

- Obrigada Eric, lhe desejo o mesmo, que você seja muito feliz! – ela abriu a porta e depois se despediram com cordialidade, pareceu-lhe óbvio que Eric estivesse interessado em outra pessoa.Joanne não se sentiu ofendida por isso, pois também nunca conseguira esquecer James, que sempre foi um fantasma presente no namoro dela com Eric.

O início da primavera foi marcado pelo casamento do pai com Susan e Joanne se sentiu alegre, pois ao menos alguém da família tinha motivos para ser feliz. Susan fez questão que ela fosse sua madrinha  e Joanne aceitou com satisfação, pois gostava muito dela e sabia que o casamento faria bem ao pai. Eles resolveram casar em uma cerimônia simples, apenas os familiares e alguns amigos mais próximos foram convidados. Foi construído um pequeno altar no jardim da casa de Willian, onde ocorreu o casamento e após a cerimônia, todos os convidados se sentaram pelas mesas próximas ao buffet. Cada um pode se servir livremente do que quisesse comer, o ambiente era descontraído todos felizes pela união do casal.

- Estou tão feliz pelo seu casamento pai, sei que vocês serão muito felizes juntos – ela falou enquanto dava um abraço carinhoso no pai.

- Obrigada filha, você nem imagina como foi importante para mim a sua aprovação. Nós sempre nos damos bem e não queria que meu casamento interferisse em nossa relação – Willian estava feliz, pois as duas mulheres que amava haviam se dado bem e hoje eram amigas.

- Impossível não gostar de Susan, ela é uma pessoa generosa e honesta – Joanne elogiou a madrasta, muito diferente da mãe, que era dissimulada e egoísta.

- Aí vem ela, estávamos justamente falando de você! – Willian falou enquanto abraçava a esposa.

- Espero que bem, acabei de virar a sua madrasta e ainda não deu tempo para ser má! – Susan brincou enquanto dava um sorriso divertida.

- Não se preocupe minha querida, estávamos apenas falando bem de você – Willian falou enquanto dava um beijo no rosto dela.

- E então, onde vai ser a lua de mel?

- Vamos passar uma semana em uma cabana ao lado de um lago na floresta do Maine, Susan também gosta da natureza, então podemos fazer trilhas, nadar no lago, vai ser bem divertido – Willian falou enquanto olhava para a esposa com carinho

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- Vamos passar uma semana em uma cabana ao lado de um lago na floresta do Maine, Susan também gosta da natureza, então podemos fazer trilhas, nadar no lago, vai ser bem divertido – Willian falou enquanto olhava para a esposa com carinho.

- Acho que não vamos  sair da cabana – Susan falou com malícia enquanto olhava para o marido

- Estou vendo que estou sobrando... vou dar uma volta – Joanne falou e depois deixou o casal sozinho, enquanto ia conversar com outras pessoas.

Os noivos permaneceram na festa por mais uma hora e depois eles se prepararam para ir embora sobre a tradicional chuva de arroz enquanto os convidados ficavam ao redor do carro. Willian olhou para as várias latinhas penduradas na traseira do carro e reclamou em voz alta.

- Gente, já estou muito velho para esse tipo de brincadeira! – ele falou mostrando as latas e levou uma vaia da multidão enquanto sentava no banco do motorista.

Ele sai dirigindo enquanto Susan enfiou a cabeça para fora e ficou abanando para os convidados que permaneciam na calçada acompanhando a partida deles. Joanne e outras pessoas abanaram de volta enquanto o carro sumia no fim da rua.

- Enfim sós! – Willian exclamou aliviado por tudo ter terminado, agora só queria a tranquilidade de estar ao lado da esposa.

Joanne ficou para cuidar da limpeza e desmonte daestrutura após a festa, a arrumação durou até o inicio da noite. Depois elatrancou a casa do pai e voltou para seu apartamento em Baltimore. Assim queentrou em casa, sentiu a solidão bater forte em seu peito. Estava feliz pelocasamento do pai, não sentia ciúmes de Susan, mas era como se um pedaço delehouvesse sido tirado dela e tivesse sido dado para outra pessoa. Durantemuitos anos, parecia que seu mundo era o pai e o dele era ela, e isso pareciabastar a ambos. Agora Susan era a terceira pessoa dentro dessa relação e Joannesabia que devia procurar seu caminho, constituir sua própria família e serfeliz. Porém, essa era uma tarefa ingrata, com James gravado em seu peito,ocupando o lugar que ela gostaria que fosse de outra pessoa.

Ela foi até uma gaveta e de lá tirou o cartão de aniversário que James havia mandado para ela. Ficou olhando a pintura delicada, onde os dois andavam de bicicleta e seu olhos se encheram de lágrimas. A vida seria tão mais simples se pudéssemos desligar nossos sentimentos como se faz com uma lâmpada, ela pensou com tristeza. Gostaria de não sentir mais nada por ele, queria ser dona de seus sentimentos, mas infelizmente eles tinham vontade própria e a empurravam em direção a ele. Se ao menos Daphne não estivesse metida entre eles, talvez pudessem ter sido felizes juntos.  Porém, a presença dela parecia ser uma barreira intransponível para Joanne, como ela poderia esquecer tudo e perdoar?


Willian finalmente encontrou o amor!💕💕

Coitadinha da Joanne, será que algum dia ela conseguirá perdoar James?😭😭

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Coração DespedaçadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora