Isaac Hanson tinha uma carreira musical sólida e próspera, mas sentia-se incompleto. Até olhar nos olhos de Johnny, um pequeno fã, de 8 anos, que vive uma aventura para tentar descobrir como ser um músico de sucesso, assim como seus ídolos, os Hanso...
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Ele sentou-se em um sofá do hall de entrada do prédio e enxugou as lágrimas, depois penteou o cabelo com as mãos para esperar o filho descer.
No apartamento, Johnny desligou a TV que já ia ligar o vídeo game para jogar. E passou pelo aparador onde estava o porta retrato de sua mãe.
- Você viu isso mãe? Meu pai voltou. Eu achei que você queria que o Ike fosse meu pai. Será que ele vai gostar de mim? Será que o Ike vai achar ruim se eu chamar o Harry de pai? É melhor não chamar para não chatear o Ike. A tia Isis não gosta dele e eu fiquei com um pouco de medo ontem. Mas, eu quero conversar com ele. Tomara que ele seja legal né mãe. Porque se você escolheu ele pra ser meu pai, é porque ele era legal.
Johnny saiu do elevador e procurou com os olhos sua tia e foi até ela segurando em sua mão, pois sentiu-se tímido diante do homem que se apresentou como seu pai.
- Johnny, eu vou estar logo alí. – Disse Isis apontando para um banco perto do jardim de inverno.
Johnny ficou olhando para o homem, e ele foi fundo no olhar dele e deu um sorriso fino.
- Oi. Eu sou o Johnny, tipo o Johnny go da música.
– Sim, tipo Johnny B. Goode do Chuck Barry. Eu concordei de a Helen colocar esse nome por que era um nome que tinha na música preferida dela e também, porque eu curto muito Chuck Berry.
Johnny sorriu para Harry.
- Eu também gosto.
Harry se levantou do sofá e abaixou-se diante de Johnny e olhando nos olhos dele pediu um abraço.
- Meu filho, eu sei que fui uma pessoa horrível, por que eu estive longe todos esses anos, mas eu sempre te amei. Eu vi todos os erros que cometi e eu quero mudar. Eu não tenho o direito de te pedir que me perdoe. Mas, eu preciso tanto de um abraço seu. Tanto.
Ele abraçou Johnny e o menino o abraçou de volta deitando a cabeça no ombro do pai.
Harry chorou novamente, mas dessa vez o choro não foi forçado e suas lágrimas saíram por lembrar que ele nunca quis carregar seu filho no colo e agora ele tinha um abraço tão amoroso.
Os olhos de Johnny eram muito expressivos e demonstravam que apesar do medo que ele tinha do pai, também queria dar uma chance ele.
- Desculpe, desculpe. É que foram muitos anos esperando por esse momento.. – Ele se desculpava soltando Johnny e levantando para sentar no sofá.
Isis já havia sentado em outra poltrona à uns 10 metros deles, os observando em silêncio. Ela não conseguia se comover com as lágrimas de Harry. Mas, sentia aflição por Johnny ter que aprender a lidar com mais essa situação.
- Então, filho. Eu tomei coragem de vir porque te vi na televisão. Quando você começou a tocar eu senti alguma coisa muito forte, mas aí ouvi seu nome e tive certeza que era você. Johnny Bastos, o meu Johnny? Então eu vim. Eu estranhei que você usou o Bastos e não o Lewis. Por isso não tinha certeza se era você mesmo.