Cap.39: In The Night.

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Atlanta - GA

P.O.V  Angel 18:08 p.m.

Chegamos na casa de campo do Jeremy em alguns minutos. Alguns minutos porque o meu querido namorado simplesmente veio voando naquele carro. Se fosse eu dirigindo no caso, levaríamos vinte minutos a meia hora.

Ambos descemos do carro e encaramos a mansão a nossa frente. Primeiro andar, garagem e muito vidro como paredes.

— Uau.

— Que casa esquisita. — Disse o Justin e abriu a porta traseira do seu carro. — As paredes de vidro.

— São películas blackout ou opacas. Elas bloqueiam totalmente a luz e a visão, como se fossem painéis. Os raios UV são bloqueados também, em 99. Esse é o lado bom. — Expliquei e ele concordou me olhando. — Quem está do lado de fora não vê quem está dentro. — Comentei. — Mas acho que não me adaptaria a morar numa casa assim... Iria me sentir exposta. — Ele passou por mim com algumas sacolas em mãos e franzi as sobrancelhas. — O que são essas sacolas?

— Comida. Se importa de pegar minha bolsa?

— Não. Imagina. — Então ele abriu a casa e fui pegar nossas bolsas no carro.

Quando entrei na casa fiquei impressionada com a estrutura. Ela era linda, não tinha móveis, pelo menos a sala estava vazia, mas a estrutura era impressionante. O vidro por fora tinha a película preta e por dentro já era diferente, conseguia se ver todo o terreno por ali em volta. A cidade estava logo a frente, um pouquinho longe. As luzes um pouco mais abaixo do meu campo de visão faziam parecer uma galáxia de tão linda a imagem.

Andei um pouco mais e vi uma escada logo na parede a esquerda perto da porta que dava acesso direto pra cozinha. As subir devagar e cheguei no primeiro andar, dando de cara com um largo quarto.

— Nossa... — Coloquei as malas no chão e me aproximei da parede que também era de vidro e tinha uma grande janela, tendo uma imagem mais ampla da paisagem diante de mim.

Quando observei melhor o cômodo pude notar uma espécie de colchão e travesseiros. Estavam ensacados, deviam ser novos. Arqueei uma sobrancelha e encontrei o banheiro, abrindo um sorriso enorme quando me deparei com aquele paraíso. O Jeremy deve ter gastado uma grana e tanto naquela casa.

— Angel? — Ouço o eco da voz do Justin me chamar e volto pro quarto, vendo ele acabando de subir as escadas. — Gostou da casa?

— É muito linda. Olha esse banheiro, Justin. É maravilhoso. — Ele deu um sorriso e também observou. — Deve ser o máximo acordar com essa visão. — Me referi a parede de vidro pro horizonte e ele chegou atrás de mim, me agarrando em volta da cintura.

— Pois você verá. A gente vai dormir aqui. — Então se aproximou do colchão e começou a tirar os sacos.

— Posso saber como isso veio parar aqui? — Perguntei e me aproximei pra ajudar. — Você disse que não tinha nada.

— É, eu disse, mas é pra isso que você tem um Chaz Somers na sua vida. — Enruguei a testa e em seguida ele riu, o que me fez rir também. — O Chaz cuidou disso, eu pedi pra ele providenciar uma cama, colchão de ar, alguma coisa confortável pra gente dormir aqui hoje.

— O Chaz é um amor.

— É, é um amor sim. — Brincou e colocamos o colchão no meio do quarto, mais próximo da parede de vidro. — Até travesseiros ele providenciou.  Na minha bolsa tem um lençol, pega pra mim.

— Ok. — Então arrumamos logo o nosso cantinho de dormir e depois descemos pra conhecer o restante da casa.

— Eu trouxe comida pronta. Se importa de comer fria? — Arqueei uma sobrancelha e ele riu. — A menos que queira que eu faça um fogo só pra esquentarmos.

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