2009. Michael Jackson é um pai solteiro que se dedica inteiramente aos seus filhos e carreira. Paola Kendrick, é uma mãe solteira que desistiu do amor após a vida cheia de traições ao lado de seu falecido marido. Após um encontro divertido no parque...
Paola Kendrick Pista de Pouso Particular Kendrick, Los Angeles 23 de junho de 2009, 23:11
Acredito fielmente que a gentileza sempre será a melhor resposta para o que quer que seja. Educo meu filho para ser um lorde, para ser respeitoso e um homem excepcional. Tudo o que quero é que Stephan não seja completamente como o pai, mas, que tenha os melhores lados de Thomy. Meu maior medo é que ele puxe completamente o pai. Thomy era um homem incrível, seria perfeito se não fosse por sua falta de fidelidade.
— Senhora Kendrick! É um prazer a ter na cidade! — o motorista de Daniel diz descontraidamente assim que me aproximo do SUV branco. Ele tem a mesma altura que eu, é elegante e bem bonito. Sua pele amarelada e seus olhos escuros ficam ainda mais belos sob a luz azulada da pista.
— E é um prazer estar na cidade Dae-Ho! — digo com um sorriso nos lábios. Vou até ele e aperto a mão que ele me estende. Ainda segurando minha mão, ele me guia até o lado do passageiro e abre a porta para mim. Entro e coloco o cinto. Dae-Ho fecha a porta e da a volta. Vai até o banco do motorista e também coloca seu cinto — Você me leva lá e eu pago um táxi de volta pra você! Eu vou ficar com o carro! — digo enquanto ando em direção ao lado do passageiro.
— Como a senhora quiser! — ele fala ao entrar no carro assim que entro. Dae-Ho trabalha com Daniel há anos. Ele é a pessoa de confiança de Daniel e ele realmente é uma pessoa incrível.
Staples Center, Los Angeles 24 de junho de 2009, 00:09
— POIS É! ELE FEZ UMA TEMPESTADE DIZENDO QUE NÓS DOIS ERAMOS LOUCOS! — falo entre gargalhadas para Dae-Ho que ri escandalosamente. Ele já conhece John e sabe o quanto ele pode ser dramático.
— Eu já tive o prazer de trabalhar com o senhor Jackson, ele é uma boa pessoa! — Dae-Ho leva o restante do seu hambúrguer até a boca. Passamos em uma lanchonete antes de chegar aqui. A companhia de Dae-Ho é maravilhosa e me deixou bem mais tranquila quanto a tudo — Fique tranquila, sem dúvida vão ser bons amigos!
— Você acha mesmo? — pergunto enquanto limpo meus dedos com um guardanapo — Seja lá no que isso dê, espero que seja algo bom! — tiro o cinto de segurança e abro a porta — Te vejo depois! — jogo dois beijinhos para ele e saio do carro.
O vento frio passa por entre meus cabelos. Eu não fiz nada demais. Nem me arrumei demais. Para ser sincera, estou bem simples. Camiseta, calça jeans e um colar que Stephan fez para mim há uns anos.
Respiro profundamente e começo a andar até a entrada do lugar que é enorme. Um homem alto e familiar está em pé logo perto da entrada, ao olhar em minha direção ele abre um sorriso. É um dos seguranças que acompanhou Michael até a minha casa.
Aperto meu passo e me aproximo dele. Com um abraço o cumprimento. Em seguida, ele me guia para dentro do lugar. Já consigo escutar uma música ao longe. Conforme vou me aproximando, a música vai ficando mais alta.
Cruzamos a entrada principal e lá está o palco. Tem muitas pessoas aqui e todos estão muito emocionados. A música alta está de ensurdecer. Michael está cantando relativamente baixo para o acompanhamento, mas, mesmo assim, é belo.
— Eu costumava sonhar Eu costumava olhar além das estrelas Agora eu não sei onde estamos Embora eu saiba que nós fomos longe — ele canta em cima de um elevador que está se movimentando acima de nossas cabeças. O sigo com o olhar até que o elevador o leva de volta ao palco. Ele corre pelo palco e algumas pessoas já estão lá apenas esperando por ele. Ele canta mais alguns versos e então se coloca entre as pessoas que estavam o esperando. Eles estão um do lado do outro e então, Michael finaliza a performance.
As luzes vão se abaixando gradativamente. Um silêncio se instaura. Após alguns segundos as luzes são completamente acesas e os aplausos e assobios são eufóricos. Aplaudo impressionada com tudo o que vi. Ele está ótimo!
— Muito obrigado! Deus os abençoe! Obrigado! — ele agradece ao microfone com um tom tão doce e calmo. Seu olhar se encontra ao meu enquanto ele agradece a todos. Um sorriso fofo surge em seu rosto.
— Obrigada por me ajudar! — falo ao segurança dele que se retira. Volto a olhar em direção ao palco. Michael está descendo as escadarias do lado direito. Lentamente e elegantemente anda em minha direção. Vez ou outra ele para falar com alguém.
— Você veio! — Michael fala em um tom animado enquanto se aproxima. Para em minha frente e simplesmente avança para um abraço repentino me apertando em seus braços. E antes que eu retribua ele se afasta — Vem! Vou te apresentar a todos! — segura minha mão e me puxa pelo lugar muito empolgado e sorridente.
02:52
Após conhecer os dançarinos, pessoal do figurino, produção em geral e o diretor, agora estamos aqui no meio de uma roda de oração. Estamos todos de mãos dadas e orando. Michael está liderando e falando lindas palavras. A oração se encerra e ele começa a falar sobre nosso planeta e o quanto é importante cuidarmos do nosso planeta. Ele é um ótimo orador, tem o dom da fala e sabe como prender quem for, eu estou impressionada.
Para todos os lados que se olha tem uma câmera apontada para nós. Michael me apresentou a todos apenas pelo meu nome. Não disse que eu era uma amiga ou colega, não especificou nada, porém, todos estão me olhando de um jeito meio que maliciosamente e com um certo humor. Como quando estamos no fundamental e descobrem que alguém gosta de você!
E não sou só eu que estou recebendo esses olhares que até chega a ser engraçado. Michael a todo tempo ri e parece estar um pouco tímido pelos olhares nele também. E essas risadinhas que ele dá tampando a boca só está deixando a todos bem desconfiados.
— Vejo vocês em Londres daqui a duas semanas. Espero que vocês tenham uma ótima madrugada, qualquer coisa só me ligar! — Michael fala com uma meiguice em sua voz, que cativa — Vamos Paola? — ele fala olhando diretamente para mim através de seus óculos escuros. Aceno positivamente e então, algumas pessoas da rodinha começam a cochichar entre si e abrir sorrisinhos.
— Mike! Paola! — um dos fotógrafos chama a nossa atenção. Michael está andando até mim enquanto cumprimenta algumas das pessoas. Abro um sorriso e olho diretamente para a lente da câmera.
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— Pensei em darmos um pulo em Los Olivos tenho uma propriedade lá, meus filhos estão com a minha mãe e você pode voltar para casa amanhã à tarde se quiser! — parece que ele já planejou tudo então, okay! Ainda sorrindo, aceno positivamente para Michael. Ele se aproxima um pouco mais me puxando pelo antebraço para perto dele e então, seu celular toca — Só um minuto — Michael tira o celular do bolso. Espio rapidamente... Yisa, quem é essa e por que esse nome me é familiar?