Era um dia tranquilo de inverno. Já haviam fechado a loja, preparado pedidos, separado novas encomendas. Também já tinham tomado um bom banho, feito o jantar e se deliciado com os dotes culinários do jovem e alegre alfa. E agora, os três membros da família estavam aproveitando um momento bom na sala confortável, apreciando o final daquele dia.
Os dois adultos praticamente se derretiam com a visão daquele pequeno pacotinho de amor, ora emburrada, ora sorridente, vestindo um belo pijaminha de tigre que cobria todo seu corpinho, com direito a capuz com orelhinhas e um rabinho.
Hana agitava as mãozinhas rechonchudas e ria com muito gosto das caras e bocas que Yuji fazia, enquanto Megumi registrava o momento e sorria quase sonhador com aquela visão. Realmente, sua filha era a criatura mais fofa que já teria conhecido, assim como seu marido bobo que fazia gracinhas para ela.
Qualquer um que olhasse, diria que ela era uma pequena cópia do ômega, já que possuía os cabelos escuros e espetadinhos. Mas a cada dia que se passa, ele próprio enxergava as semelhanças entre ela e o alfa e isso o deixava muito satisfeito. Além disso, a pequena também possuía uma tonalidade diferente nos olhinhos, um âmbar claro que, para eles, era a mistura perfeita entre o azul e o castanho escuro dos dois (mesmo que isso não fizesse sentido algum, mas também não importava).
– O tamanho ficou tão perfeito que dá medo de perder logo. – Yuji disse para o outro, após um tempo de brincadeiras. – Ela cresce tão rápido...
Após essas palavras, o jovem alfa acarinhou o rostinho da pequena, que agarrou um de seus dedos com uma das mãozinhas e apertou, causando uma leve careta no rosto ensolarado.
– É, e parece mesmo que ela puxou a lógica maluca da sua força. – Riu Megumi, registrando também essa cena. – O pijama ficou realmente muito bom, mais um pouco e não serviria mais.
– Na... – A pequena balbuciou, como se quisesse participar da conversa.
– Já podemos pensar no próximo, então. – O alfa respondeu, em meio a mais gracinhas para a filha. – Que tal um lobinho?
– Bi!
– A gente pensa nisso quando esse ficar pequeno demais. Ainda temos tempo de usar.
– Tudo bem, amor. Você quem manda. – Yuji voltou-se para o seu moreno, deixando um beijinho em sua bochecha. – Papai Gumi...
Nesse momento, a pequena Hana olhava atentamente para os dois pais, acalmando um pouco sua agitação. Os cílios escuros e longos piscando sobre as bochechas gordinhas diversas vezes naquele espaço de tempo.
– Para de me chamar assim. – Megumi olhou para o lado oposto do cômodo, sentindo o rosto queimar levemente.
– Mas ela precisa saber como chamar a gente. – O outro insistiu.
– Ela nem sabe falar ainda, Yuji.
– "Papai Yuji". – O alfa corrigiu alegremente.
– Pá...
Silêncio.
– Pá...
Os dois olharam para a pequena, de olhos arregalados e brilhantes. Yuji pegou a câmera delicadamente das mãos do marido, começando a gravar.
– Você quer dizer alguma coisa, Hana? Papai tá aqui. – Incentivou, sorrindo para ela.
Hana agitou e ergueu os bracinhos, abrindo e fechando as mãozinhas na direção dos dois:
– Papá.
– Amorzinho, ela disse "papá". Papai. – O jovem alfa parecia prestes a chorar.
– Ela disse... – Megumi sentia seu coração aquecido diante daquele momento de descobertas. A primeira palavra... Mas, vendo que ela continuava agitada, dirigiu-se a sua filha: – Qual "papá" você quer, minha pequena? Qual "papá"?
– Papá! – Como se respondesse, Hana ergueu as mãozinhas na direção do ômega, pedindo colo com o sorriso mais lindo que conhecia (e que competia apenas com o de seu solzinho).
– Vem cá... – O moreno disse com um sorriso caloroso, pegando aquele pequeno tigre em seus braços.
Hana deu uma risadinha com as cócegas que o nariz de um dos seus pais fazia em sua bochecha e agitou os bracinhos outra vez, na direção do outro.
– Papá. – Repetiu.
– Ah, você quer o papai Yuji? – Megumi riu enquanto seu marido a pegava nos braços e ele recebia a câmera em troca.
Mas ela logo voltou-se para ele também:
– Papá! – Ela disse outra vez, ficando impaciente.
– Amorzinho, acho que ela quer nós dois.
E então, deixando a câmera de lado, ambos abraçaram ao mesmo tempo a filha, que agora voltava a dar gargalhadas com as gracinhas que eles faziam para ela.
E assim, Hana disse sua primeira palavra, vestindo um lindo pijaminha de tigre.
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Notas finais:
Oi, bolinhos
Finalmente consegui escrever uma das fofuras, mas vem mais por aí (e gostosuras muito totosas também, então aguardem 👀)
Ainda estou derretida com esse cap, vocês também? Adoraria ver como ficaria a pequena Hana pela visão de vocês, então se por acaso alguém fizer, marquem a tia Ichigo pq vou amar 🥺🥰
Até o próximo extra (simm ainda tenho outros planejados), e quem sabe em outra história 💕
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Refúgio
Fiksi PenggemarRefúgio é um local que abriga, protege, mantém longe dos problemas. Para Megumi, os braços de Yuji faziam tudo isso e também o aqueciam. Aqueciam seu corpo, seu coração, eram seu conforto e seu cantinho de felicidade. Para esses dois jovens apaixona...
