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ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ 🩰  ་༘࿐ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ 🩰  ་༘࿐

𝑺𝑻𝑬𝑳𝑳𝑨 𝑴𝑨𝑬𝑽𝑬

— Preciso de você. — Matt fala outra vez, mais baixo do que antes.

Minha testa se franze devagar, como se eu ainda estivesse processando o peso na voz dele.

— O que foi? — Me levanto, já preocupada, sentindo um aperto estranho no peito.

— Ele está aqui.

Meus olhos se fixam no rosto dele. Há algo diferente ali. Não é só nervosismo. É medo. Cru, mal escondido. A voz sai arranhada, quase falha.

E meu coração acelera.

— Ele está aqui, Stella. — Ele repete, insistente. Como se temesse que eu não estivesse entendendo a gravidade.

Olho para trás, instintivamente. Samuel não estava mais lá. Muito menos a senhora Anastácia.

— O que está acontecendo? — penso em voz alta, tentando ligar pontos que ainda não existem.

— Meu Deus, ele está aqui, Stella! Alexander está aqui. — Ele vocifera, o tom carregado de medo e impaciência.

— Não, não. Eu sei. Eu entendi. — Tento organizar as palavras, mas elas se embolam na pressa.

Meus olhos voltam a percorrer a festa. Rosto por rosto. Luzes piscando. Risadas. Conversas altas. Nenhum outro Collin’s.

Ninguém além dele.

— Onde eles estão? — Pergunto, ainda procurando qualquer sinal dos outros irmãos.

Ele passa a mão pelo cabelo com impaciência, respirando de forma irregular.

— Ele estava na entrada da festa. Não chegou a me ver. — Responde rápido demais.

Demoro um segundo para entender. Ele nem percebe que confundiu minha pergunta. O nervosismo embaralhou tudo — “eles” virou “ele”. A mente dele claramente só consegue focar em uma única pessoa.

Alexander.

— Ok… — Respiro fundo e volto a encará-lo. — Ok. Só se acalme.

Ele inspira e expira rápido demais. Os ombros estão rígidos, tensos. Os braços imóveis ao lado do corpo, como se estivessem travados.

— Eu não sei o porquê estou tão nervoso. — Ele diz, mas os dedos ainda estão levemente fechados, denunciando o contrário.

— Está tudo bem, Matt. — Seguro as duas mãos dele, que antes estavam em punhos, e as aperto contra as minhas. Estão frias. — Está tudo bem.

— Quero ir pra casa. Não quero ficar nem mais um minuto aqui. Não quero vê-lo. Eu não quero, Stella. — Ele fala rápido demais, a voz trêmula e arranhada.

— Matt, acalme-se. — Digo, tentando manter firmeza. Os olhos dele estão fixos em algum ponto distante, como se a mente estivesse longe dali. — Ei, MATT! — Ergo a voz, chamando sua atenção.

Ele pisca, como se tivesse sido puxado de volta.

— Desculpa. Me desculpa… por tudo.

Meu peito aperta.

— Você precisa relaxar, ok? — Coloco as mãos no rosto dele, forçando-o gentilmente a me olhar. — Está tudo bem. Eu estou aqui.

— Não. Não está nada bem. — Ele responde, finalmente me encarando. Os olhos brilham, cheios de lágrimas acumuladas.

𝐎𝐬 𝐐𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐈𝐫𝐦𝐚̃𝐨𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora