𝐇𝐎𝐉𝐄 𝐄𝐌 𝐃𝐈𝐀...
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ᴇsᴛᴀᴅᴏs ᴜɴɪᴅᴏs, ᴄᴀᴍʙʀɪᴅɢᴇ
15 ᴅᴇ ᴅᴇᴢ / 08:49 ᴀᴍ
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𝗧𝗘𝗟𝗟𝗔 𝗠𝗔𝗘𝗩𝗘.
Depois que os meninos saíram do meu quarto, me levantei da cama.
Hoje era o aniversário da minha segunda mãe, Natasha. Normalmente, nada de festão — a Sra. Collin sempre dizia que já não tinha idade para isso. Mas, dessa vez, seria diferente. Um festão de verdade.
Há meses ela comentava que queria uma festa grande, daquelas dignas de virar fofoca por alguns dias. Dizia que queria se sentir adolescente outra vez. E eu fiquei feliz por ela. Esperei por esse dia com ansiedade — ignorando completamente o detalhe de que eu não fazia a mínima ideia do que vestir.
O filho mais velho dela, Alexander, tinha entrado de férias da faculdade e, por insistência da mãe, estaria presente.
Alexander não vinha para Cambridge havia muito tempo. E quando digo muito, quero dizer desde que saiu daqui.
As mensagens dele se resumiam a um “E aí, cara? Tô vivo.” — sempre para Jasper, o único irmão com quem ainda mantinha contato. Jasper e Natasha eram praticamente os únicos elos restantes. E mesmo assim, raros.
Ele simplesmente desapareceu das nossas vidas.
Lembro de Natasha ligando, preocupada, para um professor amigo próximo, só para confirmar se Alexander ainda frequentava as aulas. Às vezes a resposta não era boa. Mas, na maioria delas, ele estava presente. E vivo.
Aos dezesseis anos, Alexander foi enviado para um internato.
O motivo? Eu. Pelo menos, na visão dele.
Natasha e minha mãe, Ellie, eram melhores amigas desde o berço. A Sra. Collin sempre me contava histórias do ensino médio, dizia que eu era parecida com minha mãe — no rosto, no jeito. Eu queria poder confirmar, mas mal conheço a personalidade real dela.
Minha mãe vive pulando de país em país por causa do trabalho. Quando liga, é para pedir desculpas pela ausência, contar sobre o novo lugar ou garantir que vai mandar dinheiro suficiente para eu não depender totalmente dos Collins. Uma vez, me ligou animada dizendo que tinha se apaixonado pela França e prometeu me levar um dia. Meu coração quase saiu pela boca. Mesmo longe, ela tentava.
Saio dos pensamentos ao desligar o chuveiro. A água escorrendo pelas minhas costas cessa, me arrancando um grunhido involuntário. Enrolo a toalha no corpo e espio o corredor antes de sair — nenhum sinal de presença masculina.
Corro até o quarto e fecho a porta atrás de mim.
Pego as roupas íntimas e me visto sem pressa. Passo desodorante e deixo o perfume leve na pele — na clavícula, nos pulsos e atrás da orelha. Escolho o vestido branco de tecido leve, quase etéreo. As alças finas se apoiam delicadamente sobre os ombros, e o decote em V é suave, sem exageros, moldando o busto com naturalidade. A cintura marcada logo abaixo do peito permite que o tecido caia solto, formando camadas fluidas que se movimentam a cada passo.
Calço uma sandália simples, de tiras baixas.
Solto o cabelo loiro preso e observo os fios escorrerem livres até a altura do meu cotovelo, ainda levemente úmidos nas pontas.
O peso familiar sobre as costas me acalma. Passo os dedos entre as mechas, ajeitando sem pensar demais.
— Falta alguma coisa — murmuro
Vou até a mesa e pego os brincos dourados pequenos, colocando-os rapidamente. Em seguida, passo a corrente dourada pelo pescoço e prendo o fecho. Simples, delicado, do jeito que eu gosto. Dou uma última olhada no espelho. Agora sim.
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𝐎𝐬 𝐐𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐈𝐫𝐦𝐚̃𝐨𝐬
Roman d'amourStella convive na casa dos Collin's desde quando nasceu, por causa da sua mãe, Ellie Maeve, que é amiga de longa data da Sr. Collin, a Natasha. Stella Maeve, uma garota de 17 anos, tem uma história longa na casa dos Collin's. A mesma convive desde...
