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𝑨𝑳𝑬𝑿𝑨𝑵𝑫𝑬𝑹 𝑪𝑶𝑳𝑳𝑰𝑵

Solto o ar quente que estava em meus pulmões; Dando o último chute depositado em sua barriga contraída, por causa dos chutes anteriores. Ethan se encontra desacordado, com suas calças abaixo do joelho, acompanhado com sua cueca. Meus lábios formam um sorriso de canto; carregado de ódio e malícia. Minha mão vai em direção ao meu bolso direito, retirando meu celular guardado. Abro a câmera e posicionei em Ethan — Largado no chão, com o nariz quebrado e banhado de sangue, desmaiado e nu. — Era possível escutar dois “click” o que me fez sorrir largo, e satisfeito.

— Pra você aprender a ser homem de verdade, pau no cu. — Comento, olhando a foto que eu acabará de tirar, falando sozinho pois Ethan se encontrava desacordado.

Cuspi em cima do mesmo enquanto colocava o celular uma outra vez no bolso.

Meu coração dispara ao lembrar dela; Stella.

Me viro rapidamente, indo em sua direção. Ela estava desmaiada no chão. Meus olhos vasculharam seu corpo; o vestido rasgado na parte do peitoral, mas estavam cobertos por conta da sua mão. Seu short e sua calcinha estavam paradas em seu calcanhar. Meu coração levemente se apertou, não desejo isso pra ninguém, espero que eu tenha te salvado do pior.

Tirei a minha jaqueta preta, e enrolei por cima dos seus ombros, deixando coberto a parte rasgada que deixava visível seus seios. Balancei seu ombro, delicadamente, tentando despertar a mesma. Engoli seco, com a tentativa falha.

Vou ter que tirá-la daqui desacordada mesmo.

Direcionei minha mão no seu calcanhar, tirando a calcinha e apenas mantendo o short. Não querendo ver nada íntimo, fechei meus olhos e com minhas mãos tento puxar o short para cima, passando pelas suas pernas. Era mais difícil do que pensei, mas era de se imaginar, ainda mais quando eu não podia abrir meus olhos e quando ela está desacordada, mas tudo para que ela não se sentisse desconfortável comigo depois. Ela já não gosta muito de mim.

Com um tempo os shorts subiram até o seu quadril, tentei ao máximo não tocar em sua pele, e tentei arrumar do jeito que pude. Abri os olhos, satisfeito. Respirei fundo, me levantando.

— Vou tirar você daqui, loirinha.

Me agachei rapidamente, meus olhos percorreram em seu rosto pálido e sereno, mas com uma expressão de fragilidade, me deixando com um puta nó na garganta. Com cuidado, deslizei uma mão sob seus ombros e a outra sob suas pernas, levantando-a suavemente. Ela era leve em meus braços, igual uma pena. Não me causaria cansaço rapidamente. Saio logo em seguida pela porta do banheiro, descendo os degraus até o último. No primeiro andar — Onde ocorria a festa.— pude sentir os olhares de muita gente em mim, e enxergava uma boa parte me encarando, curiosos. Por uns rápidos segundos, procurei por Akira, mas não o encontrei. Não importava nada agora, preciso levá-la pra casa.

Sai para fora daquela casa, que estava mais para um casarão extenso, sentindo meus tímpanos agradecer infinitamente, pela paz que estava do lado de fora. Fui caminhando um tanto rápido para mais longe que pudesse. Infelizmente, a única carona que eu tinha era de Akira, mas eu não encontrei ele na festa. Então, vou ter que ser concebido com algum milagre, e uns dos bons. Até porque a casa dos Collin's é bem longe daqui.

E de instantâneo, observo de longe um táxi vindo pela estrada.

— Foi mais rápido do que imaginei. — Pensei alto, com um sorriso aliviado e um tanto irônico com a coincidência.

Não tinha como eu estender os braços, então eu estendi o que me restou; A perna. E que homem que o taxista entendeu, porque logo o veículo veio desacelerando e parado bem a frente de mim.

𝐎𝐬 𝐐𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐈𝐫𝐦𝐚̃𝐨𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora