Estava acontecendo, o dia finalmente havia chegado!; Elain foi incapaz de conter sua alegria internamente.
Enquanto observava as pessoas correrem de um lado para o outro em agonia, gritando umas com as outras para se apressarem, com rostos vermelhos de tanto correr e ofegantes, Elain se perguntou se ela era uma má pessoa por estar feliz com aquilo. Ela não deixava transparecer é claro, mas não podia deixar de ficar feliz internamente.
Mara Archeron estava morrendo e não havia nada que os médicos e curandeiros pudessem fazer para evitar o destino terrível da matriarca família Archeron.
Elain estava feliz, feliz por finalmente se ver livre da mãe.
A cerca de um ano atrás, Lady Archeron começou a apresentar sinais de doença, mas por achar que não se tratava de nada grave, não procurou um médico. Por conta dos sintomas não serem precisos, os médicos demoraram a fazer o diagnóstico, e quando o fizeram, não tinham as ervas para fabricar os remédios necessários.
No enredo original, Lady Archeron deveria ter ficado doente um ano antes, assim, acabaria de morrer quando Feyre tivesse 8 anos. Mas ela havia um ano a mais para adoecer e agora, Feyre tinha 9.
Quando a doença de sua mãe apareceu, Elain fez Feyre prometer que não veria a mãe enquanto ela estivesse doente, usando o pretexto de que não queria que Feyre visse as más condições da mãe. A verdade é que Elain não queria que Feyre carregasse o fador de ter que cuidar da família sozinha novamente. No enredo original, a mãe, antes de morrer, faz Feyre prometer que cuidaria da família, e Elain não queria que ela acabasse se sobrecarregando com isso outra vez.
Quando a mãe não adoeceu na época prevista - aquela que estava escrito no enredo original - Elain se desesperou. Ela havia mudado tanto assim a história? Mas ela havia mudado apenas algumas coisas!
Quando Feyre alcançou a idade de estudar e sua mãe não moveu um dedo para proporcionar educação a filha mais nova, Elain por conta própria ensinar a irmã. Ela não era uma professora tão boa então havia levado algum tempo, mas agora Feyre sabia ler e escrever. Embora por conta disso, ela não iria ter mais aqueles momentos engraçados com o Grão-Senhor Noturno, pelo menos teria um motivo a menos para se encantar com o Texas longhorn.
Ela também ensentivava o dom de pintura de Feyre.
Outra coisas que ela tentou mudar foi Nestha, e o relacionamento dela com Feyre. Ainda não era dos melhores, e o jeito duro dela não havia desaparecido, mas estava melhor. Pelo menos ela achava.
Quando a mãe finalmente adoeceu, Elain não pode ficar mais aliviada.
Dentre os dois progenitores, o pai, era quem Elain amava. Seu pai embora um pouco ausente pelas muitas viagens de trabalho, era muito gentil, e o mais amoroso que conseguia. Ele não era muito próximo das outras duas filhas - não por falta de tentativas é claro -, Nestha se mantinha distante, e Feyre por pouco o ver, tinha pouca familiaridade com ele.
A doença da mãe se prolongou por um ano, e na noite passada tinha piorado subitamente. E todos sabiam. Mara Archeron não passaria daquela noite.
Talvez ela fosse realmente um ser humano horrível, e que merecia a morte tanto quanto a mãe, mas ela não podia deixar de ficar aliviada com a falência dela. Os últimos anos haviam sido horríveis, para dizer o mínimo. As vezes Elain sentia inveja da liberdade que Feyre tinha graças a indiferença da mãe em relação a ela, mas as vezes era impossível não desejar apenas ter a indiferença da mãe. Ela sabia que isso machucava Feyre, mas ela também sabia o quanto Feyre era sortuda por essa indiferença.
No momento, ela, as irmãs e o pai estavam esperando na sala de estar. Seu pai e Nestha já haviam ido ver a mãe, ainda faltando ela e Feyre para ver a mãe. Nestha e Feyre choravam, e seu pai parecia tentar ser forte pelas filhas. Embora não tivessem o melhor dos relacionamentos, Elain sabia que ele amava a esposa. Elain se contetava em derramar lágrimas de crocodilo o mais convincente que podia parecer.
Aquela seria a última vez que veriam a mãe, ela sabia. Ela não fazia questão em ver a mãe uma última vez, sendo bem sincera.
"Meu senhor" chamou a serva, a ama de sua mãe. Ela tinha lágrimas nos olhos e falava em tom choroso. Elain tinha que parabenizá-la por uma atuação tão boa, qualquer um que observasse bem o suficiente, saberia que as servas particulares de sua mãe a detestavam, principalmente aquela.
"Diga" concedeu a fala.
"A senhora está chamando as filhas mais novas" disse. Seu pai deu um olhar triste a elas.
"Vão " disse suave, talvez achando que isso acalmasse a tristeza no coração delas. Bom no de Feyre talvez.
Elain segurou a mão da irmã mais nova - que desde o começo se manteve agarrada a ela -, e se dirigiu as escada.
O quarto da mãe cheirava a insenso velho e morto, a algo desagradável de que Elain não soube identificar. Cheirava a doença e morte. Sua mãe pálida e magra demais, estava deitada na cama. Pós os olhos nelas assim que entraram na sala. Mesmo a beira da morte, o olhar duro e amargurado ainda estava lá.
Como o cadáver de um espírito vingativo, feio, desagradável e medonho; pensou Elain.
"Elain" chamou, sua voz fraca e rouca, falhando.
Elain foi até ela, Feyre tentou acompanhá-la, mas ela não permitiu. Elain se próximou o mínimo que podia. O quase cadáver a frente dela não pereceu contente disso.
"Mais perto" ordenou. Era impressionante como mesmo a beira da morte, a mulher a frente dela continuava irredutível. Elain se aproximou a contra gosto. Mesmo que mantesse a expressão passiva e entristecida, com os olhos e nariz vermelhos pelo choro - forçado -, estar ali era a última coisa que ela queria.
Quando estava perto o suficiente para ser tocada, sua mãe agarrou seu pulso a puxando para perto, para baixo. A mão magra quase esquelética e tão fria quanto a de cadáver a puxou até que seu ouvido estivesse perto o suficiente dos lábios secos e rachados.
"Você é a salvação dessa família, não me decepcione" sua voz mesmo nesse momento era voraz " prometa-me!" Exigiu.
"Eu prometo mãe" respondeu, seu tom condescente. Se afastou lentamente dela.
Sua mãe a soltou, estendendo a mão para Feyre. Feyre tinha um olhar receoso no rosto, mas se aproximou. Elain a segurou antes que ela chegasse perto.
"Ella?" Perguntou incerta. Elain deu um último olhar a mãe antes de se virar para Feyre. Um sorriso amoroso moldava seu rosto.
"Elain!" Sua mãe repreendeu. Sua tom falho, suas palavras firmes.
Elain segurou os ombros Feyre, seu rosto se abaixando próximo ao dela.
"Feyre, preste atenção, sim? Pessoas doentes tendem a delirar e falar loucuras, por isso, é melhor que voltemos agora, está bem?" Disse. Suas palavras soando o mais gentis que ela conseguia.
"Mas a mamãe quer falar comigo.." a voz de Feyre era baixa e um pouco chorosa. Elain sorriu docemente.
"A mamãe não está bem e suas palavras são confusas, o melhor que podemos fazer é deixá-la descansar agora. E também não quero que você tenha que ver algo tão desagradável, crianças como você só deveriam ver coisas boas. Então vamos voltar, ok" disse, seu tom doce e gentil nunca se alterando. Feyre assentiu.
"Ok, Ella" respondeu. Elain se endireitou, e segurando a mão da irmã, começou a conduzi-la para fora do quarto.
"Elain!" A voz de sua mãe soou em uma repreensão. Feyre tentou se virar, mas ela não permitiu.
Contínuou a andar para fora do quarto, sem olhar para trás. Quando a beira de passar pela porta a voz da mãe soou novamente.
" Elain!" Ainda mais fraca que a primeira vez.
Espero que chegue rápido ao inferno, mamãe; Elain.
Só quando já estavam longe do quarto Elain permitiu que uma lágrima genuína caísse. Mas não luto. De alívio.
A causa do sofrimento delas em anos havia acabado. Morrera.
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Rebirth Court
FanfictionElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
