"Se continuar andando assim vai acabar fazendo um buraco no chão" o resmungo de Nestha soou.
"Ela ainda não voltou! Ela já deveria ter voltado! Por que ela ainda não voltou?!" Exclamou Elain em angústia.
Nestha suspirou, se erguendo do sofá, suas mãos agarrado os ombros de Elain a fazendo para de andar de um lado para o outro compulsivamente.
"Ela vai voltar, ela sempre volta" disse, seus olhos firmes nos de Elain, não permitindo que ela duvidasse.
"E se ela não voltar?" Sua voz cheia de angústia.
"É de Feyre que estamos falando, ela sempre volta" disse, suas mãos finalmente soltando Elain. "Depois de tantos anos você já deveria ter se acostumado, não?"
"Nunca vou me acostumar com nossa irmã tendo que passar horas a fio no meio da floresta, correndo o risco de se machucar, ou pior ser machucada, por que sou inútil e não consigo por algo decente a mesa!" Exclamou. A feição de Nestha se fechou.
"Elain!" Sua voz soava repreendedora. "Você não é inútil! Mesmo que Feyre tenha que se arriscar na floresta, não poderíamos ter chegado aqui sem você, você trabalhou por anos naquela espelunca para que tivéssemos ao mínimo algo para comer, e fez mais coisas por nós do que nós por você, então não diga que é inútil!" Disse firme.
Elain se encolheu constrangida, envergonhada, elas estavam discutindo por aquilo de novo, suas irmãs sempre estavam brigando com ela quando ela acabava falando sobre seus sentimentos sobre si mesma, que era errado que ela pensa-se sobre si daquela forma.
Acontece que quanto mais os anos passavam mais o sentimento de inutilidade preenchia Elain. Ela sentia que não estava fazendo o suficiente.
"Desculpe" sua voz sou baixa e fraca. Sua fronte baixa.
Os olhou de Nestha brilharam em dor.
"Não tem que se desculpar" disse suspirando.
Elain voltou seu olhar para a fresta da janela, soltando seu próprio suspiro. Feyre havia ido caçar e ainda não havia voltado, ela estava atrasada, já era tarde. E Elain estava ao ponto de correr para a floresta, em meio a neve infernal do inverno daquele ano, para procurar a irmã. E teria feito se Nestha não tivesse a segurado, e a impedido de ir. Por que 1, Elain estava resfriada a semanas e tinha uma péssima imunidade, 2 ela era péssima andando na neve, e 3 elas não faziam ideia de onde Feyre estava.
Elain se encontrava em constante angústia desde que Feyre havia feito dezenove anos, o dia estava cada vez mais perto, e Elain não podia deixar de se sentir angustiada. O início do enredo original estava chegando e ela não sabia o que fazer.
Muitas coisas haviam mudado naqueles três anos.
No ano seguinte ao aniversário de dezesseis anos de Feyre ela havia sido demitida da padaria, a pobreza do vilarejo estava crescendo e isso estava afetando todos os negócios, e ela foi consequentemente despedida.
Então, ela havia se dedicado a produzir uma horta que pudesse prover a ela tudo que ela não precisa comprar, mas o rigoroso inverno daquele ano havia destruído todo seu trabalho duro.
As joias e o dinheiro que havia guardado antes da falência também já tinha acabado, e o dinheiro que havia economizado de seu emprego era o que havia a sustentado nos últimos três anos, mas ele também acabou. Não tendo mais que trabalhar, passava o maior tempo em casa, e enquanto Feyre permanecia na caçada, ela e Nestha dividiam as tarefas de casa.
Nestha cortava lenha e mantia a lareira acessa e por sua vez a casa aquecida. Se Elain era a que lavava a roupa, Nestha a estendia. Elain fazia a comida, e Nestha lavava a louça, para que ela arrumasse depois. Elain limpava a casa, e Nestha dobrava e guardava as roupas limpas. Elain remendava as roupas e Nestha arrumava os quartos. Se uma fazia uma coisa, a outra fazia outro. O pai delas as vezes mal conseguia se manter de pé por conta da perna, então passava a maior parte do tempo no próprio quarto ou em um canto da sala.
E sem dinheiro e com a horta perdida, e com a caça ficando cada vez mais escassa, elas vinham passando fome a semanas.
O retumbar da porta soou pela velha cabana, a corrente do ar frio do inverno fez Elian estremecer.
Feyre havia voltado.
E Elain não exitou em correr para ela a agarrando em abraço apertado, sem se importar com o sangue que a cobria.
"Ella!" Feyre exclamou ao ser segurada com a pouca força que Elian possuía, principalmente doente.
"Eu fiquei preocupada!" Exclamou Elain ainda agarrada a irmã mais nova. Feyre soltou um pequeno riso.
"Você não deveria estar na cama?" Elain não respondeu, Feyre se dirigiu a Nestha desta vez "Ela não deveria estar na cama?"
Nestha bufou.
"Ela é teimosa, você sabe" disse.
"Maldita teimosia Archeron" ambas murmuraram.
Elain finalmente se desprendeu de Feyre. Suas pequenas mãos segurando o rosto bonito, mas magro, de Feyre.
"Você voltou tarde" acusou.
Perante os olhos doces, mas preocupados de sua irmã mais velha, Feyre apenas pode suspirar em culpa.
"Desculpe" pediu.
Elain soltou seu próprio suspiro. O olhar de Feyre brilhou derrepente.
"Vai gostar do que trouxe" disse.
"É mesmo? E o que conseguiu?" Perguntou, a ansiedade visível em sua voz. Feyre apontou para as carcaças jaziam no chão desde que Elain a agarrara. "Boa carne para a semana!" Exclamou.
Elain sorriu, a fome assolando seu estômago presente mais do que nunca.
Mas quando o olhar de Elain se dirigiu a carcaça, as carcaças, o sorriso de Elian morreu.
Junto da carcaça da corça que seria seu jantar, está a pele de lobo. A pele grande e cinzenta de lobo. A garganta de Elain se fechou, a espinha gelou, as mãos tremeram, o estômago embrulhou, revirou.
As vozes de suas irmãs conversando sobre a pele de lobo, como Feyre a havia conseguido e o que faria com ela, soavam longe demais de seus ouvidos para serem compreendidas.
Seus olhos, sua mente e pavor estavam sobre a pele cinza, que outrora pertenceram a um lobo.
A bile lhe subiu o estômago para a garganta.
Seus joelhos tocaram o chão com força quando ela se inclinou, o vomito atingindo o chão, machucando seu estômago e garganta.
"Ella!" "Elain!"
Os gritos de Feyre e Nestha soaram por todo cômodo. Suas mãos sendo rápidas em agarrar Elain para que ela não caísse em seu próprio vômito, quando uma nova onda de vômito atingiu.
Seu corpo, tremia e doía, as vozes preocupadas de suas irmãs soavam abafada, mas naquele momento nada mais conseguia entrar na mente de Elain.
Seu coração se apertava cada vez mais a cada instante.
Havia chegado o momento.
A história havia começado
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Rebirth Court
FanfictionElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
