Capítulo 27

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Elain se sentia grogue.

O corpo pesado e meio mole. Sua mente meio nublada e sua memória falha.

Ela se lembra de lutar. Lutar ao lado de Nestha quando sua casa foi invadida no meio da noite por soldado feerico muito feios liderados por um humano, noites depois da vinda de Feyre após o ataque a Velaris.

Se lembrar dos gritos de Nestha tentando chegar até ela. Se lembra da sensação fria de um líquido queimando em sua garganta contra a sua vontade, se lembra de engasgar com esse mesmo líquido quando tentou cuspi-lo e não conseguiu.

Se lembra da sensação de uma longa viagem. De dias de viagem. Mas nenhuma lembrança real do ato.

Se lembra da sensação de ser arrastada momentos antes e só então ser jogada no chão naquele grande salão em meio a feericos, com sua irmãs e os amigos jogados em um lado do salão, com Azriel sangrando com Freixo apunhalado em seu peito, Cassian com as asas em fragalhos, um feerico loiro e outro ruivo com apenas um olho e uma grande cicatriz no outro do lado do rosto – Lucien – , com o que ela reconhecia agora, o rei de Hybern. Sua mente finalmente clareando.

Ela e Nestha haviam sido sequestradas, levadas usando apenas camisolas finas de seda e renda – que agora estavam sujas e rasgadas – para serem, servirem como nada mais do que cobaias, amostras paras rainhas, que elas podiam alcançar o que tanto almejavam. Beleza eterna. Vida imortal.

As rainhas estavam alguns passos adiante.

Feyre olhava para elas com horror. Medo. Como se não pudesse acreditar que seu pior pesado estava se tornando real.

Lucien do outro lado do salão parecia tão supreso quanto sua irmã e os amigos dela com sua presença ali. E Elain sabia, que era por ele não sabia, do que Ianthe havia feito, que ele não sabia que aquela vigora havia as entregado ao rei.

E não, Elain não estava prestando atenção a Tamlim ou se importava o suficiente para notar como sua expressão se parecia.

Nestha ao lado dela, a alguns passos de distância, tentava, lutava para chegar até ela. Das duas, os cabelos de Nestha eram os mais embaraçados, suas roupas as mais rasgadas. Ela havia sido a que mais havia lutado entre as duas, a que mais havia esperneando e dado trabalho aos guardas.

Elain estava dopada demais – com o que quer que seja que os guardas haviam a forçado beber – para tentar o suficiente para se equiparar com Nestha.

Diante de todos eles, a frente do salão, perto do trono do rei, o Caldeirão. E embora fosse humana, Elain quase podia sentir o poder que irradiava dele.

Morte e Vida. Bem e mal. Crueldade e misericórdia. Poder. Imensidão. Algo parecido mais muito mais forte, poderoso e pungente do que havia sentido vindo do Livro dos Sopros. Aquele livro não era nada comparado ao Caldeirão.

O que aquele artefato significava. O que ele era. O que podia fazer. Inimaginável. Muito além do que a mente de qualquer um deles podia tentar imaginar.

"Coloque a mais bonita primeiro" ela ouviu o rei dizer.

Movimentação do lado de Feyre movendo momentaneamente a atenção do dele. "Por favor, evite ter ideias burras Rhysand" ele sorriu para Feyre "se algum de vocês interferir, o encantador de sombras morre. Uma pena quanto as asas do outro troglodita" o rei fez uma reverência debochada para ela e Nestha " senhoras, a eternidade as espera. Provém para suas Majestades que o Caldeirão é seguro para... indivíduos com força de vontade"

Os soldado começaram a empurrá-la em direção ao Caldeirão. Nestha começou a se debater contra os guardas que a seguravam.

"Pare" ela ouviu Tamlim dizer.

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