Capítulo 24

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As rainhas mortais eram uma mistura de idade, cor, altura e temperamento. A mais velha usava um vestido de lã bordado de um profundo azul, tinha pele marrom, olhos inteligentes e frios, não andava curvada, apesar das pesadas rugas que lhe sulcavam o rosto.

As duas que pareciam de meia idade, eram opostas, mas que pareciam um comportamento uma da outra. Uma negra, uma clara. Uma de rosto doce, a outra esculpida em granizo. Uma sorrindo, e a outra franzindo a testa. Até mesmo usavam vestidos em preto e branco – e pareciam se mover em uma pergunta e uma resposta a outra. Elain se perguntava se seus reinos era aliados, ou se os anéis de prata combinando que usavam as unia de uma outra forma.

E por fim as duas rainhas mais jovem... uma poucos anos mais velha que ela e sua irmãs, de cabelos e olhos pretos, esperteza cautelosa escorrendo cada poro enquanto ela os avaliava. 

E a última rainha, aquela que falou primeiro, era a mais bela – a única bela entre as rainhas. Ela não deveria ter mais de trinta anos. Os cabelos selvagemente crespos eram tão dourados quanto os de Morrigan, e os olhos eram do mais puro âmbar. Até mesmo a pele marrom e coberta de sardas parecia salpicada de ouro. O corpo era firme onde ela provavelmente descobrirá que os homens consideravam uma distração, suave onde mostrava graciosidade. Um leão em pele humana.

"Saudações" falou Rhysand, permanecendo imóvel conforme os guardas de rosto impassível das rainhas, nos observavam, observavam o cômodo, enquanto as rainhas nos avaliavam.

A sala de estar era enorme o bastante para que com um acenar da rainha dourada levasse os guardas a se afastar se posicionando as paredes, as portas.

Rhysand deu um passo adiante, e todas as rainhas inspiraram como se estivessem se preparando. Os guardas tolamente, e o mais casual que podiam, levavam as mãos ao cabo de suas espadas, como se tivessem chance contra qualquer um dos feericos ali.

Tolos. Todos eles.

Cassian e Azriel faziam papel de meros guardas naquele dia, distrações.

Rhysand deu um acenar de cabeça levemente e falou as rainhas reunidas:

"Somos gratos terem aceitado convite" ele ergueu uma sobrancelha "onde está a sexta?"

A rainha idosa, com o vestido azul pesado e exuberante, apenas respondeu. "Ela não está bem, e não pode fazer a viagem" mentira. "Você é a emissária" disse observando Feyre. Não era uma pergunta.

Feyre erijeceu as costa. "Sim, sou Feyre"

Um olhar súbito para Rhysand. "E você deve ser o Grão-Senhor que nos escreveu uma carta tão interessante depois que as primeiras foram ignoradas"

"Eu sou. E essa é minha prima Morrigan"

Morrigan caminhos até eles, seu vestido carmesim fluía com um vento fantasma. A rainha dourada a olhou de cima a baixo, cada passo de Morrigan, cada fôlego. Uma ameaça. Por beleza, poder e domínio. Morrigan fez uma reverência ao lado de Feyre.

"Faz muito tempo desde que conheço uma rainha mortal"

A rainha vestida de preto levou a mão branca como a lua a altura do ventre. "Morrigan... a Morrigan da guerra" de novo não era uma pergunta.

Todos pararam, como se sentissem surpresa. E um pouco de espanto e medo.

Morrigan fez outra reverência.

"Por favor... sentem-se" ela indicou as que ela e Nestha tinham disposto mais cedo  a uma distância confortável uma da outra. Todas bem separadas para que os guardas pudessem se colocar ao lado das rainhas caso achassem necessário.

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