Elain segurou seus pequenos joelhos, enquanto dava arfares tentando regular a respiração. Estava frustada, só havia corrido até o fim do longo corredor e já estava cansada e arfante. Ela estava tentando adquirir mais resistência em sua pequenas e gordinhas pernas de bebê, enquanto fugia da ama. Sua frustração se dava pelo fato de ter uma resistência tão baixa, crianças da idade dela não deveriam ser super energéticas?
Quase dois 2 anos haviam se passado desde que renasceu no universo de acotar, e a protagonista Feyre havia nascido a poucos meses. Dentro de um mês Elain faria 2 anos.
Sua mãe, Mara Archeron - ou Lady Archeron, como preferia ser chamada -, assim como era descrito no livro, não ligava muito para Feyre. Feyre passava a maior parte do tempo sendo cuidada por sua ama de leite, sua mãe raramente estava com ela, nem mesmo perante as visitas sua mãe se esforçava para manter o decoro de boa mãe para Feyre. Era lamentável ver como uma mãe não se importava a mínima com a filha, apenas pelo fato de ser mulher.
Sua mãe também não se importava com ela. Embora estivesse começando a ter interesse com forme ela crescia para se tornar uma grande beleza, algo que ela poderia usar para conseguir uma quantia vantajosa. Se Elain supussese corretamente, ela logo começaria a colocá-la em aulas também.
Dentre as três irmãs, Nestha era aquele que passava mais tempo com a mãe. Não por que Mara Archeron fosse carinhosa com sua primogênita, não. Mas sendo a filha mais velha - e com a abstenção de um filho homem - Nestha era a herdeira dos Archeron. Sua mãe estava longe de ser gentil com Nestha, ela estava sempre exigindo o melhor da filha mais velha - fria e rigorosamente -, desde que Nestha havia começado os estudos um ano atrás.
Nos últimos tempos Elain esteve pensando no faria, nas opções que tinha. Usaria o conhecimento que tinha para mudar o futuro, ou deixaria ele seguir o rumo da história original. Ela não sabia o que fazer, e sendo sincera, tinha medo das consequências das possíveis mudanças - o temido efeito borboleta.
O pior de tudo não era sua indecisão sobre o futuro, mas suas memórias sobre ele. Ela não lembrava com perfeição sobre o enredo original de acotar, ela sabia dos acontecimentos de uma forma simples e generalizada, mas não lembrava dos detalhes, como fatos pequeno e diálogos, por exemplo. Isso a assustava, caso ela optasse por realmente mudar o futuro, como ela o faria com tão poco? Ela sabia que o enredo original já estava comprometido só com simples fato de ela estar ali. Claro, sempre existiu uma Elain, mas não uma como ela, com memórias de uma outra vida e com o possibilidade de mudar o futuro - mesmo que apenas parcialmente. Suas dúvidas estavam a matando, mas no momento escolheu deixar isso de lado, ela ainda tinha tempo - pelo menos ela esperava que sim.
Uma voz soou ao longe do corredor, e Elain foi rápida em reconhecer como voz de sua ama. Se ela quisesse chegar a seu destino tinha que sair dali, e rápido.
Pondo sua perninhas para correr, Elain virou um corredor, e depois outro, outro, e outro.
Céus! Por que casas em estilo vitoriano eram tão grandes?! Tudo bem que era uma mansão, mas os cômodos tinhas mesmo que ficar tão longes um do outro?!
Quando finalmente chegou a seu destino, Elain agradeceu a Mãe pela porta estar aberta. Por sorte não havia nenhuma ama ou serva por perto. Entrar no quarto que estava isento de adultos foi fácil, o difícil foi se equilibrar para cair, como Nestha havia conseguido fazer aquilo na idade dela? Mas no fim o esforço valeu a pena, olhar para o rostinho de bebê de Feyre era uma ótima recompensa para todo aquele esforço.
Feyre estava dormindo, e era muito pequena para brincar com ela, mas Elain se contetava em ficar a observando. Feyre seria uma grande beleza, ela já podia dizer, mesmo tão jovem ela já mostrava ser bela, bem diferente dos outros bebês da idade dela, com suas caras de joelho. Ela entendia por que aquele Grão-Senhor idoso e centenário - e com problema de joelho - se apaixonara por ela, nem mesmo podia culpa o lixo loiro de farmácia por ficar obcecado. Feyre cresceria para se tornar magnífica.
Mas entristecia Elain saber que aquela bebezinha diante dela, passaria por tanto. Pela fome, pela dor, pelo sofrimento, pela morte e por grandes decepções e obstáculos, para poder só enfim ter a felicidade e conhecer o amor, para então ser tirada dele pela morte novamente. E embora tenha sido trazida de volta, o fato de que ela teria que sofrer de novo, morrer de novo, para poder continuar com aquela felicidade e com o filho que, assim como ela, mesmo tão pequeno teria que passar por algo tão marcante, quanto morrer. O filho que ela provavelmente já amava muito antes de nascer, e que faria de tudo por ele. A vida de mãe de Feyre não foi algo muito explorado na história, mas Elain sabia que seria uma mãe incrível, uma mãe muito melhor do que a delas mesmas.
Olhando ali para aquele rostinho fofo e pequeno da bebê Feyre, Elain tomou sua decisão.
Ela não sabia se poderia mudar toda a história, mas ela faria o possível para mudar mesmo que um pouco o destino trágico que aguardava a ela e as suas irmã, principalmente Feyre.
Ela iria proteger e cuidar de sua família. E que a Mãe a ajudasse, por que ela sabia que não seria uma tarefa fácil.
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Rebirth Court
FanfictionElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
