Capítulo 18

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Muito obrigado pela longa vida que me concedeste, oh Grande Mãe! Mas você poderia ter adiado minha morte mais um pouco não acha? Rhysand cantou em seus pensamentos.

Elain ainda sorrindo de forma falsamente inocente - Rhysand praguejou consigo mesmo por se deixar enganar por sua face doce - provocou novamente.

"Então, Rhysand...?"

"Senhorita Elain... veja bem... o que aconteceu-" ele tentou explicar, falhando miserável.ente no processo.

"Vou lhe dizer o que aconteceu, Grão-Senhor" seu título parecia um insulto sendo pronunciado com tanto escárnio pelos lábios de Elain. "Você, um feerico velho e centenário, com a idade de no mínimo vinte e cinco vezes mais velho que minha doce e inocente irmãzinha" todos naquela sala sabiam que a última coisa que Feyre era, era inocente, mas ninguém teve coragem de contestar Elain, ou melhor, ninguém estava disposta a atrapalhar o show diante deles "E nem ao menos teve a decência de pedir a mão dela formalmente para nós. O certo seria pedir a nosso pai, mas na ausência dele, Nestha, ou até mesmo eu mesma estávamos aqui para Feyre, então diga-me, Grão-Senhor, o que o impediu de vir aqui, e ter a decência de cortejar adequadamente minha irmã?"

Rhysand engoliu em seco, ele precisava falar com cuidado, não poderia cometer o erro de falar a coisas errada. A cultura humana era diferente da feérica, coisas como cortejo e perdidos pela mãe de um indivíduo não era muito usados pelos feéricos - isso não significava que não era usado, apenas não era muito comum - , a cultura feerica era mais liberal, entretanto ainda dava o direito dos familiares e responsáveis, exigir Tradições como o cortejo como forma de honrar seu entes mais jovens. E em situações em que isso não era respeitado - mesmo que pudesse parecer antiquado, ainda era algo que os feéricos levavam a sério se fosse uma exigência para seus relacionamentos - poderia no mínimo a proibição de tal relacionamento, mas em muito casos podia terminar em morte.

Cada caso era um caso, e dependo do feérico ou feérica, a exigência do cortejo pela família não era importante, mas ali em terras humanas e com Feyre a seu lado mais rindo do que parecendo disposta a negar a exigência do cortejo, Rhysand sabia que deveria se explicar muito bem para as Archeron mais velhas, principalmente para aquela que o olhava como se pudesse matá-lo caso ele ousasse dizer a coisa errada.

"Lady Elain, veja bem-" tentou explicar antes de ser interrompido pela dita cuja.

"Agora eu sou Lady Elain?"

Rhysand ficou ainda mais pálido do já estava desde que aquela conversa havia começado. Seu olhar tentando encontrar com o de Feyre como se isso pudesse salvá-lo, apenas para encontrar sua parceira de cabeça baixa tentando muito não rir de sua deplorável situação, e acabar cometendo o infeliz errado de olhar para a Archeron mais velhas que o olhava tão irredutível quanto Elain.

Está noite você me paga Feyre, querida. Disse pelo laço. O riso de Feyre repercutiu por todo o laço.

Mal posso esperar para ser punida, meu Grão-Senhor. Rhysand teve que se esforçar muito para que seu cheiro não se espalhasse por toda a sala, embora a humanas presentes não pudessem sentir, seus irmãos e parceira sentiriam, e ele já tinha dado a ele motivo o suficiente para que eles zombassem dele mais tarde.

"Se tem algo para dizer, eu sugiro que fale agora, Rhysand" Elain disse, seu tom não dava espaços para outras opções.

Rhysand olhou bem para Elain e viu que não tinha escolha, mas entre confessar seu ardente amor por Feyre e o desaprovamento de sua cunhada, ele ficava com a primeira opção. Não era algo difícil - embora a dificuldade estivesse em convencer a pequena humana em frente a si, do que se declarar - , ele confessaria seu amor por Feyre para cada pessoa que visse na rua se pudesse - havia ganhado um tapa de Feyre quando tentou fazer isso.

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