Capítulo 6

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Elain suspirou pelo que achava ser a enésima vez.

Por que um chão era tão difícil de limpar?!

Tudo bem que aquele lugar não era usado a anos, mas ainda sim..

Fazia um dias desde que Elain e sua família haviam se mudado para o chalé no vilarejo pobre. E as dificuldades já estavam aparecendo.

No dia seguinte a invasão de sua antiga casa, eles começaram a jornada para o chalé. Seu pai ficou visivelmente surpreso ao ver as coisas que ela havia escondido, e quando ele a questionou sobre Elain deu a ele a resposta que ensaiou por dias.

"Quando percebi que os negócios e iam mal e o senhor não me deu ouvidos, soube que tinha que me preparar para o pior" respondeu friamente.

Seu pai teve a decência de parecer envergonhado ao lembrar que ele poderia ter evitado tudo aquilo, caso tivesse a ouvido. Ele ainda tentou convencê-la de que eles podiam usar os bens preciosas que ela havia guardado para conseguir voltar aos negócios, mas ela negou com palavras duras.

"Nós não temos mais nada, isso é tudo o que nos resta, não vou arriscar perder tudo. Guardaremos para grandes necessidade futuras, dado a situação em que estamos as coisas não serão fáceis, ao menos temos que ter algo para nos assegurar"

E depois de reunir as poucas coisas que sobraram na casa, eles patiram para o velho chalé que morariam pelos próximos anos.

O chalé era velho, não caindo aos pedaços - não ainda pelo menos -, era pequeno com dois quartos, sala, cozinha e um pequeno banheiro. Ficava na floresta, não muito longe do vilarejo, e a alguns metros passava um riacho. Ele estava imundo, coberto de boeira e teias de aranha de cima a baixo, a pouca mobília estava tão suja quanto o chão, as paredes e o teto. O que restava a eles era limpar.

Seu pai estava com a perna quebrada, não seria de nenhuma ajuda. Então restava a ela e as irmãs a fazer o serviço. E teriam que ser rápidas se quisessem dormir aquecidas aquela noite.

"Certo, Nestha você tem mais força então buscará a água no riacho, Feyre, você busca madeira na floresta, não vá muito longe, e eu vou começar a vasculhar o teto e as paredes, temos que ser rápidas já passa do meio-dia e temos até o entardecer para fazer tudo, ou senão dormiremos essa noite entre a sujeira e no frio" ditou.

"Ok!" Respondeu Feyre, seus olhos brilhando de determinação, como se dissessem que fariam um bom trabalho. Elain sorriu.

Adorável; Elain.

"Espera, por que você dita as tarefas?" Perguntou Nestha desgostosa.

"Você sabia o que fazer?" Perguntou. Nestha ficou desconcertada.

"Eu..bom" tentou responder falhamente.

"Ahaha, é claro que ela não sabia o que fazer" disse Feyre, seu tom era de provocação, seu olhar diretamente em Nestha "Mimadinha!".

"Ora, sua pirralha!.." rugiu Nestha.

"Ok, ok, sem brigas! Temos muito o que fazer e não podemos perder tempo. Vamos, ao trabalho!" Interviu Elain antes que a discussão evoluesse para uma briga, onde as duas rolariam pelo chão sujo do chalé enquanto tentam arrancar os cabelos uma da outra.

Cada uma se ocupou em comprir sua tarefa.

Depois de um tempo Elain perdeu a quantidade de pó que engoliu, vasculhar não era uma tarefa fácil. Nestha se juntou a ela depois de buscar água, e Feyre fez o mesmo depois de juntar madeira o suficiente. Elas limpariam mais rápidas juntas.

Nestha fez o trabalho tranquilamente.

Pelo menos pelas duas primeiras horas, antes de começar a reclamar, Feyre sendo a boa pestinha que podia ser a provocava a chamando de 'mimadinha', 'fresca' e 'vossa graça, Lady esnobe'. E sobrava para ela garantir que elas não voasse na garganta uma da outra.

Foi um dia longo de trabalho.

Depois de limparem o teto e as paredes, lavaram bem o chão. Limparam os móveis e organizaram a mudança.

Acenderam a lareira e por fim descansaram.

Havia sido um longo dia, um longo e cansativo dia, mas pelo menos havia válido a pena. O chalé estava habitável e eles estariam aquecidos.

Jantaram pão e sobras de comida trazidas mansão, era pouco, mas havia sido uma ótima refeição para aquela noite.

Elain sabia que os verdadeiros desafios começariam no dia seguinte, mas naquele momento, a única coisa que ela queria era descansar.

Deixaria para pensar nos problemas no dia seguinte. E apenas dormiria tranquilamente aquela noite. Enquanto ainda podia.

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