Azriel apareceu em algum momento, levando Attor embora. Rhysand havia dito que ele cuidaria de tudo. Antes de sair, ela pode jurar que viu o encantador de sombras lhe dar um olhar preocupado.
Ela ainda tremia sob o olhar preocupado de Feyre, enquanto ela tentava parar o sangramento em seu braço. Elain estava estática.
"Ella, está tudo. Tudo bem. Já acabou" disse Feyre, tentando acalmá-la. "Olha para mim" pediu, Elain encarou a irmã. "Respire. Inspira e expira. Inspira e expira" Elain tentou acompanhar a irmã.
Ela lentamente parou de tremer, mas ainda estava um pouco tensa.
"Consegue andar?" Perguntou Feyre suavemente.
"A-acho que sim"
Elain tentou se levantar, mas as pernas falharam. Ela ainda estava um pouco em pânico. Ficar perto da morte sempre a deixava assim.
"Rhys" pediu Feyre. Ele acenou.
Ele caminhou a passos suaves até Elain. Se abaixando diante dela devagar. "Com sua licença" pediu. Elain acenou.
Com cuidado os braços de Rhysand passaram por Elain, a pegando. Estava com as pernas fracas pelo medo. Rhysand iria carregá-la até em casa. Feyre segurou em sua mão durante todo o caminho, Elain ainda estava em estado de choque.
Foi um alvoroço quando chegou em casa. Nestha surtou quando viu seu estado, e Feyre ainda estava morrendo de preocupação, quase não partiu junto dos machos feericos. Elain teve que convencê-la a ir, mesmo que ainda um pouco em choque.
Nestha foi sozinha a cidade enviar a carta enquanto ela ficou em casa de repouso. Quando voltou trouxe um médico Junto com ela, para tratar devidamente da ferida em seu braço.
A noite deitada em sua cama, Elain não podia deixar de relembrar a situação que ocorreu pela manhã.
O medo que sentiu. O choque que veio depois. Naquele momento que Elain percebeu como aquele mundo podia ser perigoso, tanto quanto era belo.
Um mundo com magia podia ser tão belo quanto perigoso. Havia tantas criaturas belas e encantadoras quanto mortíferas e horrendas. A morte estava sempre à espreita tanto quanto a vida perseverava em todo lugar.
Ela estava com medo. Apavorada. Principalmente por que agora as coisas ficariam mais difíceis, cada vez mais difíceis. Depois de hoje sua fixa finalmente havia caído.
Elain se moveu suavemente até o espelho, encarando seu reflexo ali.
Alguns de fora talvez pudessem achar que ela era muito diferente da Elain da obra original, mas isso era um erro. A verdade era que ela era muito parecida com aquela Elain. Em aparência, em gostos, e até em personalidade. Embora em alguns pontos elas fossem realmente diferentes, o que causava detrimento entre ela e a Elain do enredo original, em essência, elas ainda eram a mesma.
Elain gostava de flores, de como elas eram belas e delicadas, de como uma coisa tão simples poderia tantos significados. Gostava do bom cheiro das flores, de como suas pétalas eram suaves ao toque. Se pudesse teria um grande jardim para si, onde ela plantaria todas as suas flores favoritas e todas as que achasse belas. Trabalharia no solo ela mesma em cada uma delas. Por que gostava do solo, da sensação que plantar a dava. Como se ela estivesse criando vida.
Elain gostava da ideia de levar uma vida tranquila, com algumas regalias, onde ela poderia estar rodeada das pessoas que amava, sem preocupações como guerras ou batalhas. Ela não gostava de derramamento de sangue.
Ela gostava de se sentar a tarde para tomar chá, acompanha de um livro ou de uma conversar interessante. Gostava de passear por bosques ou colinas verdes. Amava piqueniques. De coisas engraçadas, mas não estúpidas. Gostava de cores claras e tecidos suaves. De cheiros agradáveis e comida saborosa.
Gostava da paz e da tranquilidade que ela proporcionava. Gostava do amor e da felicidade que apenas momentos em família poderiam proporcionar. Gostava da comodidade de uma rotina simples e familiar.
Gostava da ideia de se casar com um homem – ou macho – que amasse e a amasse da mesma forma, que cuidasse delas e estivesse disposto a protegê-la – não que não pudesse se proteger ou que fosse fraca, longe disso, mas era boa a sensação de saber que havia alguém para fazer isso por ela. Gostava da ideia de ser mãe – mesmo que não ansiasse desesperadamente por isso – , ter um filho ou dois, ou talvez encher uma casa de crianças, com risos alegres infantis e um amor genuíno e puro que apenas criança podiam proporcionar.
Gostava da ideia de ter uma vida tranquilo em casa, criando os filhos. Ela gostava da ideia de trabalhar ter uma profissão a qual se dedicar, mas também não era contra a ter a vida tranquila de dona de casa. Elain admirava as mulheres que eram independentes em suas profissões indo atrás de seus sonhos, tanto quanto as esforçadas donas de casa, admirava ainda mais aquelas que conseguiam conciliar os dois, não era algo todos podiam fazer.
Ela não gostava de conflitos, ou brigas, e ainda mais de derramamento de sangue. Embora não fosse contra o uso de espadas ou apreender a usar armas – era até mesmo algo que considerava interessante, a arte da esgrima – , preferia não ter a necessidade de usá-la.
Ela não era corajosa como Feyre, mas estava disposta a enfrentar seus medos por aqueles que ela amava. Ela não era imponente como Nestha, mas estava a passar por todos se isso signicasse proteger sua família. Ela não era forte como suas irmãs, mas estava mais do que disposta a lutar por aqueles que amava.
Elain não era tão diferente da Elain do enredo original, mas ela não teria o mesmo destino. Ela não havia colaborado para ter o mesmo destino incerto que a original. Aquela era sua história. Sua vida. E Elain lutaria por ela.
Ela não sabia o que o futuro a aguardava, não tanta certeza. Mas não permitiria que as pessoas que amava sofresse. Ela protegeria sua família.
A todo custo.
Sempre e para sempre.
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Rebirth Court
Fiksi PenggemarElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
