O cheiro de maçã, canela e o cheiro amadeirado de Carvalho ainda estava preso ao olfato de Elain, mesmo que já tivesse horas desde que Lucien se fora do recinto.
Enterrada em meio aos lençóis de ceda, no centro do confortável colchão de sua cama, Elain deixou sua mente vagar pelo encontro que tivera a tarde.
Com seu parceiro.
Ele era belo. Ela sabia.
Mas agora que não havia medo ou outras preocupações ao redor, seu olhar pode se focar corretamente nele.
E ele continuava sendo o macho mais belo que já vira.
Ele belo. Forte. E havia aquele ar seduzente em volta dele - meio libertino - que a atraia como um imã para ele. Elain se perguntava se poderia seduzi-la tanto quanto sua imaginação a fazia pensar.
Ele fora respeitoso. Cuidadoso.
E ela estava mais do agradecida e agraciada com isso.
Ele era educado - ela também sabia - e sabia agradar uma mulher.
E Elain não pode deixar de se perguntar de que formas ele poderia fazer isso, agradar alguém. E seus pensamentos não puderam de deixar de se tornarem pecaminosos. A fazendo se perguntar como ele podia agradar em lugares mais quente. Na cama.
Aquele laço dentro dela, pulsando em suas costelas, estava tão forte como nunca. Como ela nunca sentirá durante todo aquele mês.
Ela ainda podia sentir toque quente da mão grande e calejada dele na dela.
Ainda podia sentir o calor e a euforia que aquele pequeno toque causará dentro dela. E ela se perguntou de ele também sentirá.
Se ele sentia o mesmo que ela.
Elain ainda não entendia todas as reações e sensações que podia sentir por Lucien. Seja pelo laço ou não. Mas era bom.
Ela gostava.
O toque suave de um bater de porta chamou sua atenção, o pequeno rangido da porta se abrindo revelou alguém entrando.
O leve toque do cheiro de Pera e lilás, revelou a Elain quem era antes mesmo que a cabeça de Feyre se espreitasse pela porta.
"Oi" a voz de Feyre soou calma, quase tímida.
"Oi" Elain lhe dirigiu um sorriso."Entra"
Feyre foi rápida em se acomodar na cama ao lado dela. Deitadas em frente uma a outra, seus rostos próximos. Se Nestha estivesse com elas, seria como nós dias na cabana, nos pouco dias bons, em que elas se reunião deitadas umas nas outras em busca de calor trocando confidências.
"Você ficou bonita. Ainda mais bonita" Feyre disse. Seus olhos muito diferentes dos Elain, grudados nos da irmã.
"Acho que não preciso dizer o mesmo de você, se seu parceiro for tão eloquente em elogiá-la quanto ele consigo mesmo" Elain respondeu divertida.
Feyre riu. "Ele é. Embora nunca despense ou perca a chance de se alto elogiar sempre que pode" as duas riram.
Feyre assumiu um pouco mais de seriedade na face. "Nós vamos jantar... discutir sobre-"
"Sobre a muralha. Eu sei"
Um suspiro escapou dos lábios de Feyre. "É claro que sabe"
"Você está com medo Feyre, e eu entendo. Você está com medo e não entende, mas está tudo bem. Nós vamos passar por isso. Como passamos por tudo" Elain assegurou.
"Você jura?"
"Sim. Embora algumas coisas estejam fora do meu controle, vou fazer de tudo para que sim"
"Não sei gosto disso"
"O que?"
"Você tendo que fazer tudo, não precisa ter que fazer sacrifícios por nós"
"Não preciso. Mas não há nada que eu não faça por aqueles que amo" Feyre segurou os lençóis com força. "Mas não se preocupe, não pretendo deixá-los no escuro e fazer tudo sozinha. Vou precisar de ajuda afinal. Pelo menos aquilo que eu posso contar"
Feyre sorriu. Um pouco de alívio. "Ótimo"
Feyre levou os dedos até o cabelos de Elain em uma pequena caricia. "Rhys me disse que você não saiu de casa. Tem treinado com Cassian, mas não vai a outros lugares que não seja seu quarto, a cozinha ou ao ringue de treinamento. Que você foi apenas uma vez a biblioteca..." ela começou devagar.
"Feyre..." Elain respondeu com pesar.
Feyre continuou. "Eu tenho uma casa... na cidade. A um jardim lá para cuidar, se você quiser"
Elain sorriu pequeno meio triste, em uma tentativa de esconder uma fração de tristeza. "Não está apenas tentando conseguir meus serviços de graça está?"
Feyre riu. "Como você adivinhou?" Mas seu rosto assumiu preocupado de novo. "Sei que é difícil, mas não quero que fique apenas presa, infurnada dentro de casa. Não faz bem. Saia um pouco, mesmo que seja por alguns minutos" ela quase estava implorando.
"Tudo bem. Eu vou. Vou cuidar do jardim"
Feyre sorriu, esperança e alívio em suas feições. "Mesmo?"
Elain acentiu. "Sento falta de cuidar de um jardim"
Feyre a abraçou, não se aguentando em euforia.
"Isso é ótimo!"
Elas apenas se encaram por um minuto.
Feyre então parecia querer falar sobre algo. Entrar um uma conversa. Elain se perguntou quanto sua irmã ainda segurava sua curiosidade.
Não muito. Ela contastou pelo que se seguiu.
"E então... como foi com Lucien?"
"Foi bom" Elain disse simplesmente.
"Só isso?" Ela insistiu.
"Foi agradável. Ele é um bom macho"
"Só um bom macho?"
"E é bonito"
"Bonito, em?" Feyre provocou.
"Oh, não seja boba" Elain riu. "Ele é bonito. Você sabe disso"
"Acha que vocês dois vão se dar bem?"
As visões que ela teve do futuro flutuaram pela mente de Elain. Ela sorriu. "Nós vamos"
Feyre se aguçara para aquele sorriso. "Você já sabe, não é"
Elain riu. "Oh, Feyre!"
Feyre apenas sorriu mais provocativa. Maliciosa. "Morrigan me contou algumas coisas sobre os macho outonais. Você quer saber o que? Ela me disse, como eles são quentes. Como tem fogo nas veias..." se aproximou, seu lábios perto das orelhas aguçada de Elain. "E como fodem como se tivessem mesmo"
A face de se pigmentou de vermelho. "Feyre!"
Um travesseiro fofo e macio fora lançado na caçula. Feyre apenas riu. Gargalhou.
"Apenas se prepare, irmã. Talvez um dia, quem sabe, você não esteja sujeita a esse fogo?"
"Feyre!"
Mas a Grã-Senhora apenas continuou a provocar. "Mas você já sabe disso, não é? Você já sabe, e você gosta!"
"Feyre!" Gemeu uma Exclamou de vergonha.
Feyre riu.
Mas Elain realmente gostava.
Ela apenas tinha medo do quanto realmente gostaria.
Por que imaginava - sabia - que seria muito.
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Rebirth Court
FanfictionElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
