Elain se sentia quente. Queimando. Febre consumindo seu corpo a deixando lenta delirante. A fazia ter sonhos lúcidos. Delirantes.
Feyre.
Era o sua mente buscava. Desesperadamente.
Culpa, aflição, dor, e mais culpa.
Culpa pelo destino inevitável que ela não pode impedir. Aflição por não saber o que fazer a seguir, pelo que ela não conseguia lembrar. Dor por saber que não poderia proteger Feyre, e pelas dores que ela teria que passar. E mais culpa por colocar Nestha em uma condição desfavorável. Ficando doente e dependente dela para cuidar. A fazendo gastar dinheiro com ela.
"Feyre!" O gemido trêmulo, fraco e delirante de Elain, soou pelo pequeno quarto.
Nestha estava começando a deixar que seu desespero tomasse conta de sua mente. Ela não sabia mais o que fazer, e as moedas reservas estavam acabando, e o médico não faria uma de graça.
Após a partida de Feyre sendo levada pela besta feérica, Nestha correu para a inconsciente Elain. Ela não acordou.
Pelas duas semanas que se seguiram após o rapto de Feyre - não havia outra forma de nomear sua partida forçada - Elain esteve doente, queimando em febre.
Suas pausas entre a lucides e a inconsciência ficavam cada vez mais curtas, dando espaços cada vez maiores para seus delírios causados pelas febre. Ela chamava o nome de Feyre, com dor, com medo, com desespero, como se ainda tentasse impedir que a besta feerica levasse a caçula mesma durante o sono.
Ela estava ficando cada vez mais desidratada, e pelas palavras desanimadoras que o último médico havia dito, Nestha estava começando a achar que perderia mais uma irmã. E ela não sabia se poderia suportar tal dor duas vezes.
Ela estava em muito tempo - mesmo que não gostasse de admitir, mesmo que negasse para si mesma - com medo.
Medo por si mesma. Por Feyre. Por Elain.
Por elas.
Medo do que o futuro guardava para elas.
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Um ano depois.
As folhas as balançavam com leve brisa da primavera. As flores desabrochando. Os pássaros cantando cânticos alegres.
Elain passou a odiar a primavera. Pelo menos o que ela significava. Ela preferia o outono, e os dias ensolarados.
Fazia um ano dês a partida de Feyre. Um ano desde que aquilo - aquele lixo nem se quer poderia ser nomeado de algo - havia a levado.
Depois de ser lançada a parede e desmaiar, passou dias doente, ardendo em febre, e quando acordou estava de volta a seu antigo quarto na Mansão Archeron.
Elain não sabia - não se lembrava - quanto tempo Feyre levará na obra original para voltar para casa e deixar a riqueza da tal tia doente. Mas desta vez, de acordo com Nestha, ela havia aparecido uma semana após ter sido levada. Ela não havia ficado muito tempo, menos de uma hora, disse Nestha, mas o que ela trouxe foi mais do o suficiente para encher o cofre da antiga Mansão.
Dizer que surtou após acordar em desespero, depois de passar dias doente beirando a lucidez poucas vezes, seria eufemismo. Seu quarto nunca esteve tão destruído quanto aquele dia. Apenas Nestha foi capaz de acalmá-la. Elain chorou nos braços dela até desmaiar novamente.
Pelos meses que se passará, Elain se manteve reclusa na Mansão. Pouco saia de casa e ocupava seu tempo em aulas para manter a mente ocupada.
Nos primeiros meses ela e Nestha haviam tentado achar formas de trazer Feyre de voltar. Elain leu mais livros do que poderia contar com os dedos das mãos e dos pés. Nestha até mesmo havia contratado mercenários para levá-la até a muralha, para tentar achar uma brecha, por menor que fosse. Ela não encontrou nada.
E depois de procuras incessantes por algo que pudesse ajudá-las, elas não haviam encontrado nada. Elain sabia é claro que elas não precisavam se preocupar tanto. Feyre teria Rhysand e a Corte Noturna afinal. Mas era irmã dela, sua pequena irmã caçula, que ela havia cuidado - criado - desde de início, não importava se ela sabia o futuro - ou parte dele - não, ela sempre se preocuparia. Com Feyre. Com Nestha. Com sua família.
O pai delas havia voltado para sua antiga rotina de viagens comerciais. Nenhuma surpresa é claro. Ele havia ficado triste quando soube sobre o ocorrido com Feyre, mas parecia se agarrar a esperança de ela ia ficar bem. Se aproximar em tempos de fatura era mais fácil que nós dias duros de seca, e Elain não podia negar que havia se aproximado um pouco mais do pai desde que haviam voltado para a Mansão. Não se podia dizer o mesmo sobre Nestha, ela parecia despreza-lo tanto quanto sempre.
Mas Elain diferente de Nestha, não tinha tantos ressentimentos contra o pai, principalmente sobre o se tratava da mãe delas. Por que diferente de Nestha, Elain se lembrava bem do sorriso caloroso e amoroso de seu pai quando ele a pegou no colo pela primeira vez, muito diferente do desprezo velado de sua mãe. Mas Elain não tentaria forçar Nestha a se aproximar do pai, se tal milagre ocorresse tinha ser algo que deveria partir dela.
Mas Elain não teve tanto tempo quanto gostaria para se afundar na miséria da culpa de ser uma péssima irmã mais velha. Afinal, Lorde Graysen Hateful era uma maldita pedra no sapato. Desde que havia se reintegrado na auta sociedade, o homem vinha perseguindo-a em tentativas de cortejo e sendo irritante pra casete.
Sua mão estava coçando para contratar um mercúrio para matá-lo durante sono, como ela havia feito com Tomás Mandray. Mas era inútil tentar, visto que o infeliz morava em Mansão cercada por um muro que mais parecia uma muralha. Seria dinheiro jogado fora.
Ah, Tomás Mandray. Depois de um início e fim rápido de um relacionamento com Nestha, onde Elain aconselhou sua irmã mais velha para prestar atenção nos sinais tóxicos e agressivos do homem, e Nestha ter terminado com ele que não havia aceitado muito bem, Elain contratou um mercenário com as poucas moedas que tinha guardadas na época, para que ele matasse os homens da família Mandray durante o sono. Foram dois lixos a menos no mundo. O filho e o pai dele.
Elain não via hora de dar um jeito naquele partife.
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Pelo tempo que se passava, Elain sabia que estava próximo o dia da mudança. Onde a vida delas tomaria um novo rumo.
Novas coisas para acontecer. Uma mais supriendente que a outra. Estava chegando dia.
Feyre logo estaria voltando para casa.
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Rebirth Court
FanfictionElain amava o universo de acotar, a história era incrível, e gostava mais ainda do fato de haver uma personagem de mesmo nome que ela. Um dia, em sua caminhada de volta para casa, Elain sofre um acidente. Ela achava que morreria, mas qual não é sua...
