Capítulo vinte e oito

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Camila Silva

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Camila Silva

Assim que vejo o carro deles sair, pego as minhas coisas e guardo na bolsa. Visto o meu blazer novamente, coloco no rosto a minha cara de inabalável, passando pela minha secretária apenas avisando que encerramos o dia de hoje, descendo até a garagem. Eu preciso ir para a minha casa, para o local que me sinto segura, principalmente, para perto dos meus filhos.

Abro a porta de trás da Velar, colocando ali alguns dos desenhos que trouxe para terminar em casa. Deixo a minha bolsa ali, assumindo o banco do motorista, coloco na rádio uma música e vou ouvindo, curtindo a minha própria companhia. Quando curtimos estar sozinhos, aprendemos a valorizar a nossa própria companhia, é quando estamos prontos para entrar em um relacionamento. Assim, quando iniciarmos em um relacionamento novo, não aceitaremos menos do que ser tratadas da forma com a qual sabemos que merecemos.

Eu mesma estou pronta, só não iniciei porque não me sinto pronta. Meus filhos estão em uma fase tão boa, não quero apresentar ninguém a eles, não quero me comprometer em nenhum relacionamento. A minha atenção, nesse momento, está sendo apenas esses dois. Está bom do jeito que tá, não mudaria nada se eu pudesse.

Fico com eles, aproveitei muito cada momento, afinal o tempo passa em um piscar de olhos. Quando quero eu saio para aproveitar a noite, a minha liberdade como solteira, tenho casos de uma noite e pronto. Não quero relacionamentos, no momento, meu coração está fechado para sentir qualquer coisa por alguém que não seja a minha família.

Estaciono o carro, peguei as minhas coisas e já subo para o meu apartamento. Quando entrei, a primeira coisa que vi foram os meus filhos sentados no sofá, assistindo um desenho ao lado de Lucas. Meu irmão é mesmo o melhor tio da vida. Eles assistiam " Alvin e os esquilos" onde eu não sabia quem estava mais entretido, se era Lucas ou as crianças.

__ Cheguei família.--- Me pronuncio da porta, apoiando algumas coisas na mesa de jantar.

__ Oie mamãe.--- Os gêmeos falam juntos, se apoiando nas costas do sofá para me encarar.

__ Oie titia.--- Ana fica na mesma posição dos primos.

Sorrio para os três, aproximando deles. Beijei a testa de cada um, até mesmo do meu irmão que nesse momento parecia ser mais uma criança do que adulto.

__ Chegou bonita?--- Lua fala vindo da cozinha, se sentando no sofá também.

__ cheguei gatona.--- Respondo do mesmo jeito, tirando um sorriso dela.--- Me ajuda a levar essas coisas lá em cima?

__ Claro.--- Concorda com um sorriso, se levantando para me ajudar.

__ A mãe só vai tomar um banho, já volto. Fiquem aqui com o tio de vocês.--- Falo com as crianças que concordam, voltando a atenção para o desenho.

Sorrio para a minha irmã, ajudo ela a pegar as coisas e subimos com tudo. O meu quarto é o último do corredor, a única suíte que tem aqui. Quando comprei a casa, já havia separado esse quarto para ser o meu e ninguém falou nada, na verdade nem esquentaram.

Sua Por ContratoOnde histórias criam vida. Descubra agora