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O som estridente do celular despertou S/N com um sobressalto. Ainda sonolenta, ela se sentou na cama, esfregando os olhos enquanto procurava o aparelho sobre o criado-mudo. Tom, ao seu lado, também se ergueu devagar, os cabelos bagunçados e os olhos ainda semicerrados.

Tom – O que foi? Está tudo bem?

S/N – Não... não sei. Acho que... acho que alguém postou uma foto nossa na lanchonete.

Ela destravou o celular com as mãos trêmulas e encarou a tela. O coração acelerou enquanto os olhos percorriam os comentários abaixo de uma imagem que mostrava ela e Tom entrando juntos no local. Seu rosto quase não aparecia, mas o suficiente para algumas pessoas a reconhecerem.

S/N – Tom... Olha isso. Comentários horríveis. Estão me chamando de interesseira, de aproveitadora... até ameaças. Isso não é só um beijo. Elas estão me destruindo.

Tom se inclinou até ela, passando o braço ao redor de seus ombros, tentando acalmá-la com um carinho suave.

Tom – Ei, ei... respira, tá? Eu prometo que vou resolver isso. Eu te coloquei nesse furacão, e eu vou te tirar. Elas não têm o direito de fazer isso com você.

S/N – Eu sei que você não tem culpa. Nós dois quisemos aquele beijo... Mas parece que, por estar com você, eu perdi o direito até de existir em paz. Ser sua fã é uma coisa. Ser sua... sei lá, companhia íntima, é um campo de batalha.

Tom sorriu, tentando aliviar o clima.

Tom – Você é mais do que uma companhia, sabia? E sim, eu sou gostoso mesmo. Mas você também é uma deusa. A diferença é que você tem respeito pelas pessoas — coisa que essas fãs surtadas não têm.

Ele começou a distribuir beijos leves pelo pescoço dela, um de cada vez, com carinho e desejo contidos. Ela fechou os olhos e suspirou. Era como se, naquele instante, só existissem eles dois.

Tom – Vai lá tomar banho, gatinha. Eu tenho uma entrevista hoje com os meninos... e quero você comigo. Não quero te deixar sozinha agora, ainda mais depois disso tudo.

S/N – Você quer mesmo que eu vá?

Tom – Quero. Com tudo o que tenho.

Mais tarde...

S/N saía do banheiro com o cabelo ainda úmido, usando um cropped claro e uma calça jeans que abraçava suas curvas. Encontrou Tom na cozinha, distraído, preparando um café rápido. Aproximou-se dele devagar, beijando sua bochecha com delicadeza.

S/N – Bom dia de novo, Kaulitz.

Tom se virou e a olhou dos pés à cabeça, mordendo o lábio inferior com aquele sorriso safado de sempre.

Tom – Meu Deus... Você tá linda. Essa roupa... sua cintura. Isso é tortura?

S/N – Você vai se atrasar, roqueirinho.

Tom – É. Mas com você aqui, eu me atraso com gosto.

Logo Tom subia para se arrumar, e S/N ficou na cozinha. Andando pela casa, ela acabou encontrando um estúdio com instrumentos e, sem resistir, pegou uma das guitarras de Tom e começou a dedilhar acordes. A porta se abriu de repente.

Bill – Não acredito! Achei que fosse o Tom... Mas é você! E você toca mesmo!

Gustav – Isso foi incrível, S/N. Por que nunca contou pra gente?

S/N ficou vermelha, abaixando os olhos.

S/N – É uma longa história. Tom... nem sabe disso ainda.

Tom (aparecendo na porta) – Não sei do quê?

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora