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S/N acordou com beijos suaves espalhados em seu rosto. Piscou os olhos devagar, sentindo o toque familiar e quente de Tom. Quando finalmente o viu, sorriu com doçura. Lá fora, o céu cinza e o som da chuva contra a janela anunciavam um dia nublado e silencioso.

— Amor... está na hora de eu ir — disse Tom, com a voz baixa e carregada de pesar.

S/N sentou-se na cama devagar, como se seu corpo estivesse tentando adiar o momento inevitável.

— Já? Ah, amor... eu ainda não estou pronta pra ficar sem você. Eu...

Tom se aproximou, segurando o rosto dela com carinho. A puxou para um abraço apertado e depositou um beijo demorado em sua testa. Após um momento de silêncio, ela se levantou e caminhou até o banheiro. Escovou os dentes e lavou o rosto com água fria na tentativa de se manter firme. Ao descer com Tom, encontrou os meninos já esperando. Com o coração apertado, deu um beijo carinhoso na bochecha de cada um deles.

— Ei, princesa — disse Tom, percebendo o olhar triste da esposa —, não fica assim... vai passar rápido. Eu te amo muito.

— Não vai passar rápido... vou sentir sua falta todos os dias. Eu também te amo, muito.

Nesse instante, Alice correu até o pai com o ursinho favorito em mãos. Tom a pegou no colo, emocionado.

— Vou sentir saudades, papai. Trouxe meu ursinho pra você lembrar de mim.

— Eu também, meu amor... muito obrigado. Papai nunca vai esquecer de você. E olha, vou trazer presente, tá?

— Não precisa de presente, papai. Meu presente é ver você e os titios voltando pra casa.

Os meninos sorriram, tocados com a doçura dela.

— Vamos voltar sim, sempre — garantiu Bill, dando um beijo na bochecha de Alice.

— E vamos trazer doces! — brincou Gustav, animado.

— Promete? — perguntou ela, de olhos brilhando.

— Prometemos — responderam os três ao mesmo tempo.

Tom voltou-se para S/N, que já tentava conter as lágrimas. Ele a envolveu num abraço apertado, e ela não conseguiu mais segurar. Chorou baixinho em seu peito.

— Mamãe... não chora, por favor — pediu Alice, abraçando a perna dela.

S/N respirou fundo, abaixou-se e a pegou no colo. Tom deu um último beijo nelas, entrou no carro com os meninos e partiu. Ela fechou a porta lentamente, com o coração despedaçado.

Assim que entrou, ouviu o choro de Beck no quarto. Colocou Alice no chão e correu até ele, pegando-o no colo com delicadeza.

— Oi, meu neném... já sentiu saudades do papai?

Alice seguiu a mãe até o quarto, como uma sombra protetora. S/N sorriu ao notar a filha tão presente.

— Querida, pode encher a banheira? Vou dar banho no seu irmão. Depois é sua vez, tá bom?

— Tá bom, mamãe.

Enquanto Alice ia ao banheiro, S/N tirava as roupinhas de Beck. Notou que ele tinha feito cocô, então o limpou com cuidado, pegou a fralda suja e foi ao banheiro, descartando-a. Com a ajuda da filha, deu banho nele. Beck, tranquilo, sorriu ao sentir a água morna.

Minutos depois, ela o vestia, passava o talquinho e ajeitava a chupeta. Colocou-o na cadeirinha e voltou-se para Alice.

— Agora é a sua vez, meu amor.

S/N lhe deu banho enquanto lavava os cabelos da filha com carinho. E, surpreendendo-a, Alice começou a cantar "Pain of Love", do Tokio Hotel, com uma doçura encantadora.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora