O celular caiu da minha mão. Por um segundo, o mundo girou ao meu redor. A voz da colega de Alice ainda ecoava na minha mente:
"Ela disse que era sua amiga..."
Mas eu não tinha pedido para ninguém pegar minha filha.
Corri de volta para o carro com as mãos tremendo. Abri a porta traseira e olhei Beck, ainda dormindo, pálido e frágil, coberto por uma mantinha. Meu coração estava dividido entre a calma que eu precisava manter por ele... e o desespero crescendo como uma tempestade dentro de mim.
Peguei o celular de novo e tentei ligar para o Tom. Mais uma vez, ele não atendeu.
— Atende, Tom, pelo amor de Deus... — murmurei, com a voz embargada, as lágrimas começando a descer antes que eu pudesse segurar.
Liguei para o número da Alice novamente. Só chamava. E caiu.
Tentei mais uma vez. Nada.
Senti minhas pernas fraquejarem. Encostei a testa no volante, respirando fundo, tentando não entrar em pânico.
Não. Agora não. Minha filha precisa de mim lúcida.
Peguei meu celular e disquei para a polícia.
Expliquei tudo, a escola, a descrição de Alice, da suposta mulher que a levou. Prometeram enviar uma viatura para investigar as câmeras da escola.
Assim que desliguei, o telefone tocou.
Era Tom.
{Ligação on}
— Amor... o que foi? Você me ligou várias vezes—
— Tom, levaram a Alice! — gritei, com a voz embargada de choro. — Uma mulher foi na escola e pegou ela, dizendo que era minha amiga! Eu não autorizei nada! E ninguém viu quem era! Ela sumiu, Tom! A nossa filha sumiu!
— O quê?! — a voz dele falhou. — Meu Deus... onde você tá? Eu tô indo agora! Me manda a localização! A gente vai achar ela, você tá me ouvindo? Vai dar tudo certo, amor. Fica calma. Eu tô indo!
{Ligação off}
Tom desligou e eu fiquei ali no carro por alguns segundos, tentando manter a calma. Beck dormia no banco de trás, alheio ao caos.
Lembrei que a escola tinha câmeras. Desci do carro e fui direto até a direção. Expliquei tudo novamente, implorando para que me deixassem ver as imagens.
E então eu vi.
Ali, nas gravações, Alice aparecia saindo tranquila, segurando a mão de uma mulher de cabelo loiro preso, óculos escuros e um sorriso forçado.
Heidi.
Meu estômago virou. Senti como se o chão tivesse sumido dos meus pés.
— Ela... ela disse que era sua amiga, disse a diretora, chocada.
— Essa mulher está tentando destruir minha família! — gritei, com a voz falha. — Vocês não têm noção do perigo que minha filha tá correndo!
Peguei meu celular e liguei para Bill. Precisava de ajuda.
{Ligação on}
— S/N? Tá tudo bem?
— Levaram a Alice, Bill. A Heidi pegou minha filha na escola.
— O quê?! — ele disse, já alterado. — A gente tá indo aí agora. Eu vou avisar Georg e Gustav. Ninguém vai deixar isso barato. A gente vai encontrar a Alice. Eu prometo.
{Ligação off}
Voltei ao carro com o coração despedaçado. Beck abriu os olhos lentamente, percebendo meu rosto tenso e inchado de lágrimas.
— Mamãe...? Cadê a Alice?
Meus olhos se encheram de novo. Respirei fundo.
— Ela... foi com alguém, meu amor. Mas o papai e eu vamos buscá-la, ok? Vai ficar tudo bem. Prometo.
Ele assentiu, com os olhos cansados, e voltou a encostar a cabeça na manta. Uma lágrima escorreu do meu queixo até o volante.
"Você mexeu com a pessoa errada, Heidi."
Tom chegou minutos depois, freando o carro bruscamente. Saiu correndo até mim e me envolveu num abraço apertado.
— Vamos trazer ela de volta — ele disse, firme. — Se for a Heidi mesmo... ela passou de todos os limites.
A raiva no olhar dele dizia tudo. E se ela achava que podia brincar com a gente, ela estava prestes a descobrir o quanto havia mexido com os pais errados.
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🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitz
FanfictionS/N, uma garota de 16 anos apaixonada por música, leva uma vida simples, mas cheia de sonhos. Fã incondicional da banda Tokio Hotel, ela se inspira no som, na atitude e principalmente no guitarrista Tom Kaulitz, por quem nutre um amor platônico prof...
