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O quarto estava silencioso, apenas o som distante do vento contra a janela preenchia o espaço. Ainda meio sonolenta, S/N se mexeu na cama, puxando o lençol mais para perto do rosto. Foi então que um barulho suave a despertou por completo. Abriu os olhos devagar... e ali estava ele.

Tom.

Entrava no quarto com um sorriso calmo no rosto e um buquê enorme de flores nos braços. O olhar dele estava carregado de algo que ia além das palavras — era arrependimento, desejo e amor, tudo junto.

Ela se levantou rapidamente e foi até ele, o abraçando com força. Era como se estivesse reencontrando um pedaço de si mesma.

— Eu te amo muito, — ele sussurrou contra o cabelo dela. — Não quero me separar. Podemos resolver isso, juntos.

S/N afastou-se só o suficiente para olhar nos olhos dele, com os lábios entreabertos.

— Eu também te amo, Tom. Não quero te perder. Claro que podemos... Se você estiver disposto, eu também estou.

O beijo veio intenso. Não havia pressa. Era um pedido de desculpas, uma entrega... um reinício.

Quando se afastaram, Tom estendeu o buquê com um sorriso torto.

— Fico feliz que gostou. Queria te lembrar de como é ser amada. E você é, por mim, todos os dias.

S/N acariciou o rosto dele, emocionada.

Depois de um banho quente e uma troca rápida de roupa, ela desceu para encontrar Tom na lanchonete. Mas assim que seus olhos focaram nele, algo apertou em seu peito.

Ele estava conversando com uma mulher loira — linda, elegante e claramente com intenções.

Ela se aproximou com calma, mas firmeza. Segurou a mão de Tom sem hesitar, e os olhos da mulher a encararam com certo desprezo.

Tom percebeu.

— Amor, essa é a Heidi Klum. Você deve conhecer, né?

S/N forçou um sorriso educado.

— Sim. Claro que conheço. Um prazer te conhecer pessoalmente.

Heidi sorriu de volta, com sarcasmo evidente.

— O prazer é meu. Só não sabia que o Tom era... casado.

— Pse, né? E muito bem casado, — respondeu S/N com um sorriso afiado.

— Um homem desses não devia estar casado. É um desperdício, sinceramente.

S/N permaneceu firme.

— É mesmo? Pois eu acho que estou saindo no lucro. Ele é tudo o que eu pedi a Deus. E, veja, você já tem seus filhos e dois ex-maridos, né? Então... acho que sua cota já foi bem preenchida.

Heidi tentou manter o sorriso, mas estava claramente incomodada.

— Tom não precisava se prender assim. Ele costumava ser mais... livre.

Tom se afastou um passo, sério.

— Heidi, chega. Respeita minha esposa. Eu tô com ela porque a amo. Hoje, vou descansar e aproveitar minha noite ao lado da mulher da minha vida. E, sinceramente, não sei nem por que você tá insistindo nisso.

— Ah, Tom... Você mudou. — revirou os olhos. — Mas ok. Aproveita seu "casamento perfeito".

Antes que ela saísse, S/N ainda completou:

— E agradeça por ele ter mudado. Porque se fosse o Tom de antes, talvez você nem tivesse a ousadia de se aproximar.

Heidi bufou e saiu.

Tom virou para S/N com um sorriso e a abraçou por trás, dando um beijo em seu pescoço e uma leve apertada em sua cintura.

— Você é foda, sabia? Não tem outra pra mim. Nunca vai ter.

Ela sorriu, sentindo aquele calor conhecido percorrer seu corpo.

— E nem pra mim, Tom. Você é o meu tudo.

Logo os meninos apareceram, e S/N foi recebê-los com um sorriso.

— Vocês se acertaram, né? — disse Georg, sorrindo. — Já estava na hora!

— Sim, — Tom confirmou, segurando a mão de S/N. — Ela é minha vida. Não quero passar um dia longe dela.

— A gente percebe o quanto vocês se amam. Dá gosto de ver. — disse Gustav.

Bill puxou S/N para perto.

— Você é a única que consegue fazer esse idiota mudar. E olha que não é fácil.

Todos riram, e o clima aliviou completamente. Foram até a lanchonete, pediram seus lanches e se sentaram juntos.

Tom, discreto, passou a mão pela coxa de S/N, alisando e apertando devagar. Ela sorriu de canto e, em resposta, subiu a mão pela perna dele também, provocando. Ele mordeu os lábios e sussurrou:

— Me espera no quarto. Agora.

💋 Cena quente e intensa

O quarto parecia ainda mais escuro, mais íntimo. Tom a pegou no colo assim que a porta se fechou, colando seus lábios com fome nos dela. Os beijos desceram para o pescoço, ombro, clavícula... enquanto ele a despia com calma e precisão.

S/N já estava nua quando ele a deitou na cama, como se fosse feita de porcelana. Tom a olhou, sorrindo com aquele brilho malicioso nos olhos.

— Você é minha. Toda minha.

Ele desceu os beijos, explorando cada parte do corpo dela com a boca até chegar entre suas pernas. Os gemidos de S/N ecoaram abafados pelo travesseiro. Ela segurava os cabelos dele, puxando, enquanto ele a chupava com intensidade e precisão.

Logo ele subiu, e ela mesma tirou a roupa dele com pressa. O desejo era mútuo, urgente. Ele vestiu a camisinha e deitou por cima dela, beijando seu pescoço com paixão.

Entrou devagar, gemendo junto com ela.

Os movimentos foram se intensificando, o corpo dele colado ao dela, a respiração quente em seu ouvido. Ele apertava seus seios, mordia seus lábios, dizia o quanto a amava enquanto ia mais fundo.

Parou por um momento... e a virou de bruços.

Ela gemeu alto quando sentiu ele entrando de novo por trás, agora mais forte, mais rápido. As estocadas profundas misturadas com os tapas em sua bunda a deixaram no limite.

— Você é perfeita, — ele murmurava, apertando sua cintura.

Até que ambos chegaram juntos ao ápice.

Ofegantes, suados, colados um ao outro, Tom saiu, tirou a camisinha e foi jogar fora. Voltou, se deitou ao lado dela e a puxou para seus braços.

Cobriu os dois com o lençol e ficou passando a mão nas costas dela com carinho, enquanto a respiração deles se acalmava.

— Eu te amo, princesa. — ele disse baixinho.

— Eu também te amo, meu amor.

Adormeceram assim, juntos, inteiros.
Pela primeira vez em muito tempo... em paz.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora