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A luz fraca da manhã atravessava a cortina fina da sala quando S/N acordou. O silêncio da casa era quebrado apenas pela respiração suave de Alice, adormecida no sofá com Puma aninhado ao seu lado. Tom ainda dormia, a expressão tranquila e serena — tão diferente do homem intenso que costumava ser à noite.

S/N sorriu discretamente, aproximando-se de Tom e depositando um beijo suave em sua testa. Com carinho, levantou-se e seguiu para o quarto. No banheiro, escovou os dentes e logo deixou as roupas de lado, sentindo a água quente cair sobre seu corpo no chuveiro. Era como lavar qualquer tensão da noite anterior.

Depois de alguns minutos, ela se vestiu com uma roupa confortável, soltou os cabelos e desceu. Tom já estava acordado, os olhos encontrando os dela com um sorriso preguiçoso. Ela apenas sorriu de volta e seguiu para a cozinha, começando a preparar o café da manhã — pães frescos, frutas, suco natural, e um carinho silencioso em cada detalhe.

Quando tudo estava pronto, voltou até Tom, deu alguns selinhos em seus lábios e foi até Alice, acordando a pequena com um carinho no rosto.

— Bom dia, princesa... — disse baixinho, passando os dedos pelo cabelo da filha. — Vamos acordar, tomar café?

— Queria dormir mais um pouquinho, mamãe...

— Bom dia, querida — disse Tom, se aproximando.

— Já vai dar dez horas, meu amor... — insistiu S/N, preocupada ao ver a filha com um tom de voz diferente.

Alice então resmungou baixinho, se encolhendo:

— Não tô me sentindo bem, mamãe...

Imediatamente, o instinto de mãe de S/N se acendeu. Colocou a mão na testa de Alice e sentiu o calor acima do normal.

— Amor, ela tá com febre...

Tom já estava se levantando.

— Vou pegar um remédio.

— Não quero remédio... — murmurou Alice, os olhos pesados.

— Tem que tomar, princesa. Depois você pode dormir, tá bom?

Pegando-a no colo com delicadeza, S/N a levou para a cozinha e a sentou em seu colo. Alimentou Alice devagar, enquanto Tom trouxe o remédio. Após tomar, Alice voltou a se deitar no sofá, e Tom a cobriu com cuidado.

— Ela vai ficar bem, meu amor. Ela é forte... como você. — Tom sussurrou, segurando S/N pela cintura.

Ela apenas assentiu, um pouco mais calma com o apoio dele. Sentaram-se juntos e tomaram café. Então Tom lançou a ideia:

— Tava pensando... o Natal tá chegando. Queria preparar uma festa especial esse ano. Quero que a Alice aproveite bastante. Que tal ela convidar os amiguinhos da escola?

Os olhos de S/N se iluminaram.

— Eu amei a ideia! Mas tem um detalhe... Não quero a professora dela nessa festa.

Tom assentiu sem hesitar.

— Justo. Essa mulher já passou dos limites. Vamos fazer tudo do jeitinho da nossa princesa, e com quem merece estar aqui.

Logo depois, os meninos chegaram com a Sophia e Lotte no colo. Bill foi direto ver Alice no sofá, que ainda estava encolhida, mas despertou ao ouvir a voz dele.

— Titio... você chegou?

Bill a pegou no colo e encheu de beijos. Porém, quando viu S/N com Lotte no colo, seus olhinhos se encheram de lágrimas.

— Mamãe tá me trocando por aquele bebê...

Todos ficaram em silêncio por um segundo, até sorrirem diante do ciúme doce. S/N foi imediatamente até Alice, pegou-a no colo e beijou seu rosto com carinho.

— Meu amor, ninguém vai tirar meu lugar de mãe, tá? Você é minha princesa, sempre será.

Alice sorriu entre lágrimas e logo já estava disputando com Bill quem comeria mais sorvete. A leveza voltou, e a conversa seguiu com todos animados para o Natal. S/N revelou a gravidez, e os olhos de Bill quase brilharam de emoção.

Mais tarde, Alice pediu para comprar presentes de Natal. S/N e Tom se aprontaram e decidiram ir com todos juntos ao shopping. Alice queria comprar uma boneca para sua amiga Michelle, e S/N aproveitou para dar uma lição de responsabilidade enquanto reforçava o orgulho que sentia pela filha.

Mas a paz durou pouco.

Na praça de alimentação, uma voz familiar cortou o ambiente.

— Oiê, tomzinho... que saudades de você — disse Martha, se aproximando com um sorriso malicioso.

Tom a olhou, confuso.

— Oi? Eu nem te conheço.

— Ah, para. Ficamos semana passada... lembra?

S/N imediatamente se levantou. Aquilo já tinha passado dos limites. Puxou Martha para longe, firme, encarando-a com fúria.

— Olha aqui. Fica longe do meu marido, da minha filha, da minha família.

— Seu marido? — Martha riu debochadamente. — Você se veste como uma adolescente. Nem parece mãe. E sua filha... pobrezinha. Mal educada.

A mão de S/N foi mais rápida que seus pensamentos. O tapa ecoou alto. Os meninos chegaram no momento em que Martha cambaleava para trás.

— Eu avisei. Agora, se toca daqui antes que perca muito mais do que a vergonha, Martha.

Tom a abraçou imediatamente, olhando para Martha com desprezo.

— Nunca mais se aproxime da minha família.

Depois do tumulto, voltaram à mesa. Alice, inocente e feliz, comia seu hambúrguer.

— Tá gostoso, filha?

— Tá sim, mamãe! Titio Bill disse que hambúrguer é melhor do que comida saudável!

Bill arregalou os olhos.

— Anjo! Não era pra contar isso!

Todos riram.

À noite, já em casa, Tom colocou Alice para dormir com carinho e subiu para o quarto. Encontrou S/N se trocando, a pele ainda úmida do banho. Ele se aproximou por trás, beijando seu pescoço lentamente.

— Você tá uma delícia, sabia?

— E você não precisa elogiar pra conseguir o que quer — ela respondeu com um sorriso provocador.

— Mas eu falo porque é verdade — ele disse, já tirando suas roupas e puxando-a para a cama.

O beijo foi quente, intenso, e rapidamente se transformou em desejo bruto. Tom a deitou, despiu-a lentamente, explorando seu corpo com as mãos e os lábios. Seus movimentos se tornavam mais firmes, mais intensos. A cama balançava em ritmo acelerado enquanto ele a virava de costas, segurando seus quadris com força e gemendo contra sua pele.

Quando terminaram, ofegantes, ele a puxou para perto.

— Você é minha mulher. E eu sou louco por você.

S/N, com o rosto encostado em seu peito, sussurrou:

— Promete que nunca vai me deixar?

— Prometo. Você é tudo pra mim. E quem tentar tirar isso, vai aprender do pior jeito que não se brinca com o que é meu.

Ela sorriu, sentindo-se protegida, amada... completa.

Eles se abraçaram. E com o barulho suave da respiração de Alice vindo do quarto ao lado, S/N dormiu em paz nos braços do homem que jurou amá-la até o fim.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora