Duas semanas haviam se passado desde o acidente, e embora a perna de S/N ainda estivesse engessada, ela já se movia melhor — cada pequeno progresso era uma vitória. A manhã começou com o som da notificação do celular. Ainda deitada, ela pegou o aparelho e sorriu ao ler a mensagem:
Mensagem:
Sua casa está pronta para visitação. Pode vir quando quiser.
O coração de S/N bateu mais rápido. A ansiedade se misturava à felicidade — finalmente veria a casa que comprou para ela e Tom. Empolgada, saiu saltitando do quarto até o cômodo onde Tom dormia ainda espalhado na cama. Ela pulou em cima dele, fazendo o rapaz despertar com um riso rouco.
— Amor! — disse ela, vibrando — Nossa casa tá pronta! Vamos ver?
Tom a abraçou apertado, ainda com os olhos pesados de sono. Mas bastou ver aquele brilho nos olhos dela para se levantar, beijar sua testa e responder:
— Então vamos ver o nosso futuro.
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Ao chegarem em frente à casa nova, S/N parou por um segundo apenas para admirar. O sol refletia na fachada clara e moderna. Era exatamente como ela sonhou: espaçosa, aconchegante e cheia de possibilidades.
Mal haviam saído do carro, quando duas garotas se aproximaram. Tinham olhares curiosos e sorrisos maliciosos.
— Oi! São vocês que compraram a casa? — perguntou uma, com um olhar direto demais para Tom.
— Somos sim — respondeu ele educadamente.
— Nossa, ela é linda... e vocês devem ser bem ricos, né? — comentou a outra, lançando um sorriso atrevido para ele.
— A beleza é dela. A casa é nossa — disse Tom, puxando S/N pela cintura.
S/N, por sua vez, percebeu as segundas intenções. Não era ciúmes infundado. A forma como as duas o olhavam... aquilo não era só curiosidade.
— Ele é bem gato mesmo — soltou uma delas. — Você tem sorte.
S/N sorriu, mas seu tom foi afiado:
— Tenho mesmo. E ele também tem. Agora, com licença... temos um lar para visitar.
Tom riu baixo, achando graça do ciúmes disfarçado dela. Mas por dentro, adorava ver que era desejado apenas por ela — e mais ainda, que ela se importava.
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Dentro da casa, S/N guiava Tom como se fosse um tour VIP.
— Essa é nossa sala... onde vamos rir, brigar, fazer as pazes — ela comentou sorrindo.
— E transar no sofá — completou ele, com um sorriso safado.
— Óbvio — ela respondeu no mesmo tom.
Na cozinha, Tom olhou para o balcão e não conseguiu evitar:
— Já consigo me imaginar te sentando aqui, tirando sua blusa com a boca...
S/N bateu no ombro dele, rindo:
— Você não tem jeito. Mas talvez eu goste disso.
No quarto, ele passou os dedos pela parede, observando a vista da janela.
— A nossa cama vai bem ali. E a gente vai fazer amor até amanhecer... — murmurou, abraçando-a por trás.
Ela sorriu, encostando a cabeça em seu peito.
— Só preciso me recuperar por completo, aí você vai ver o que é fogo, Kaulitz.
— Eu espero por isso. E espero fazer você feliz, todos os dias.
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Após conhecerem o quintal, sentaram-se no balanço que S/N mandou instalar especialmente para relaxar nos fins de tarde. Ali, Tom segurou a mão dela.
— Você pensou em cada detalhe... tá tudo perfeito.
— Eu só pensei na gente — respondeu ela, sincera. — Em como merecemos algo nosso, onde ninguém possa nos machucar mais.
— Quer chamar os meninos pra conhecer? — ele sugeriu.
— Quero sim. Mas antes... — ela sorriu — vamos relaxar no nosso sofá?
Ele não respondeu. Apenas a pegou no colo e a levou para a sala, sentando-se com ela no colo. O beijo foi lento, carinhoso. Mas como sempre com eles, não demorou a esquentar. Em poucos minutos, estavam entregues um ao outro como sempre acontecia: intensamente.
Tom a despia com reverência, como se redescobrisse cada parte do corpo dela. Mesmo com a perna imobilizada, ele fazia tudo com cuidado e desejo, beijando, acariciando, ouvindo cada suspiro e gemido. Ela o puxava mais para perto, completamente entregue.
Naquela casa, naquele sofá, naquele momento... era como se o mundo não existisse.
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Depois, ainda na banheira, Tom soltou uma ideia:
— Sabe... pensei numa coisa. A gente vai fazer vários shows pela Alemanha nas próximas semanas. E eu queria saber se você toparia cantar com a gente em um deles. Que tal se apresentar como convidada especial?
S/N arregalou os olhos, surpresa.
— Você fala sério?
— Totalmente. Você é talentosa. E vai brilhar.
Ela mordeu o lábio, pensativa, com um leve brilho no olhar. Aquilo era um sonho se desenhando.
— Vamos falar com os meninos.
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Mais tarde, enquanto Tom saiu para comprar bebidas para a pequena comemoração, S/N começou a sentir um mal-estar. Um enjoo insistente a levou correndo ao banheiro. O vômito veio rápido. Ela tentou ignorar, achando que era nervosismo ou estômago vazio. Mas uma dúvida plantou-se na mente.
Foi Mia quem chegou primeiro. Abraçaram-se e foram para o quintal.
— Amiga... preciso te contar uma coisa — disse S/N, baixando a voz. — Eu tô vomitando desde ontem. E... não usamos camisinha nas últimas vezes.
— Você acha que pode estar grávida? — Mia perguntou, séria.
S/N assentiu com um sorriso nervoso. — Eu quero ter um filho do Tom... mas agora? Não sei se é o momento.
— A gente vai fazer um teste. E vamos manter isso entre nós até ter certeza.
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Mais tarde...
Com a casa cheia de amigos, música tocando e sorrisos por todo lado, S/N manteve-se distante do álcool, o que não passou despercebido por Tom. Ele estranhou, mas respeitou.
Quando finalmente ficaram a sós no quarto, ela contou:
— Tom, acho que tô grávida.
O mundo dele parou por um segundo. Mas a primeira reação foi abraçá-la.
— A gente vai passar por isso juntos. E qualquer que seja sua decisão, eu vou estar aqui.
Ela sorriu, com lágrimas nos olhos.
— Eu te amo tanto, Tom. Obrigada por me dar paz no meio do caos.
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No dia seguinte, com o teste nas mãos, ela saiu do banheiro. Tom a esperava, ansioso.
— Amor... deu positivo.
Ele sorriu, beijando sua testa.
— Então vamos viver esse novo capítulo. Juntos.
Mas S/N ainda sentia o peso da dúvida.
— Eu preciso de um tempo pra pensar. É uma vida. Uma escolha grande demais pra tomar em segundos.
Tom assentiu. — Eu tô com você. Em qualquer caminho.
E assim, mais uma vez, o amor deles teria que sobreviver às incertezas.
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🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitz
FanfictionS/N, uma garota de 16 anos apaixonada por música, leva uma vida simples, mas cheia de sonhos. Fã incondicional da banda Tokio Hotel, ela se inspira no som, na atitude e principalmente no guitarrista Tom Kaulitz, por quem nutre um amor platônico prof...
