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(Bill on)

O beijo de Mia ainda pairava nos meus lábios mesmo depois de ela se afastar lentamente. O silêncio entre nós dizia mais do que qualquer palavra. Ela chorava baixinho, mas agora, era de alívio. Eu enxuguei uma lágrima do rosto dela com o polegar e sorri.

— Não precisa chorar, princesa... está tudo bem agora, viu?

— Eu... eu tinha tanto medo de te perder, Bill. Não queria me afastar, não queria que fosse desse jeito. Me perdoa por tudo, por desaparecer.

— Eu te perdoo, Mia. Sempre perdoaria. Porque nunca deixei de te amar. Nem por um segundo.

Ela ficou surpresa com minhas palavras, mas em vez de responder, apenas me abraçou mais uma vez. E naquele momento, tudo se encaixava. Como se o tempo tivesse parado para nós.

(Bill off)
(S/N on)

Notei que Beck estava encolhido no sofá da sala, adormecido de maneira estranha para alguém tão energético como ele. Me aproximei devagar, me agachei e passei a mão em seus cabelos. Ele nem se mexeu. Dei um beijo na testa dele com carinho. Tão sensível... igual ao pai.

Levantei os olhos e vi Emma e Alice conversando em um canto. Elas riam de algo que só as duas entendiam. Era bom ver que minha filha estava se conectando com a garota que estava entrando devagar na vida do meu filho.

Senti mãos quentes envolverem minha cintura. Tom me puxou de leve para perto, me fazendo encostar no peito dele.

— Está tudo bem, amor?

— Está sim. Só achei estranho o Beck dormindo aqui. Isso não é comum. Você acha que ele tá bem?

— Deve ter só capotado de cansaço. Mas... falando nele... a Emma precisa ir pra casa. O pai dela ligou pedindo. Você pode levá-la?

— Claro, amor. Eu levo sim. Já volto, ok?

Ele me deu alguns selinhos demorados e murmurou contra meus lábios:

— Te amo.

— Também te amo.

Fui até Emma, que já se despedia de Alice, e seguimos para o carro. Ela me passou o endereço e, durante o trajeto, fiquei em silêncio por um tempo, apenas observando o rosto tranquilo dela pela luz fraca da rua. Parecia uma garota forte, mas ainda carregava uma dor que o mundo não via.

Chegando, notei um homem esperando na porta. Alto, rosto cansado, mas olhos atentos.

— Quem é você? — perguntou com um tom protetor.

— Pai, essa é a S/N Kaulitz. Mãe do Beck.

— Ah... entendi. Obrigado por trazer a Emma. Eu sou Miguel.

— O prazer é meu. Não deixaria sua filha ir sozinha essa hora, claro.

Ele assentiu com um sorriso discreto, então comentou:

— É raro conhecer uma mulher que realmente se importa.

— Emma é especial. Gosto muito dela. Você fez um bom trabalho, Miguel.

Emma, emocionada, me abraçou de surpresa. Retribuí com carinho, beijando sua testa.

— Boa noite, querida. Qualquer coisa... sabe onde me encontrar.

Voltei para o carro e, no caminho para casa, respirei fundo. Era tanto acontecendo ao mesmo tempo — a gravidez, a volta da Mia, o possível romance de Beck... mas meu coração estava em paz.

Assim que entrei em casa, Alice me esperava com olhos sonolentos e um cobertorzinho nos ombros.

— Mamãe... você pode me colocar na cama hoje?

Sorri, pegando sua mãozinha.

— Claro que sim, minha princesa.

Subimos juntas. Ela se enfiou sob as cobertas e deitei ao lado dela, fazendo carinho até seu rostinho adormecer. Dei um beijo suave em sua testa antes de fechar a porta devagar e voltar para o meu quarto.

Tom estava deitado, vestindo só um moletom, assistindo TV. Sorri ao ver aquele cenário tão nosso, tão íntimo. Me aproximei e beijei seus lábios.

Ele sorriu de volta e me puxou para o seu colo. Nos beijamos devagar, como se o tempo fosse só nosso.

— Vou tomar um banho, amor. Já volto.

Ele assentiu, e fui até o banheiro, tirando minhas roupas e deixando a água morna escorrer pelos ombros. Senti o cansaço sair do meu corpo. Depois de sete minutos, voltei enrolada na toalha.

Tom me olhou de cima a baixo, mordendo os lábios.

— Você é um safado, sabia? — disse, rindo.

— Sou mesmo. Olha só a mulher que eu tenho... seria um pecado não admirar.

Ele me puxou, tirando a toalha com desejo e carinho. Seu corpo sobre o meu, os toques, os beijos, tudo tinha a mesma intensidade de quando fizemos amor pela primeira vez. Era mais do que físico — era conexão, confiança, amor.

Ele me penetrou com desejo e ternura. Seus movimentos eram rápidos, firmes, mas nossos olhares se mantinham fixos um no outro. Meus gemidos abafados por sua mão e os sussurros dele ao meu ouvido aumentavam ainda mais o clima.

— Só você me deixa assim — ele murmurava, entre beijos e chupões no meu pescoço.

Depois de minutos intensos, chegamos juntos ao clímax. Ele se levantou para o banho e eu logo fui atrás.

Na água quente, o abracei por trás e beijei seu ombro. Ele sorriu e me virou, me encostando contra a parede com um olhar que dizia tudo sem palavras. Mas dessa vez, só ficou me olhando, e me deu um beijo na testa.

— Você é o amor da minha vida.

Terminamos o banho e voltamos para a cama. Vesti uma de suas camisetas largas e deitei em conchinha com ele.

— Dorme comigo assim, coladinho?

— Sempre — ele disse, beijando meu ombro.

E assim, dormimos.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora