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S/N on

Ao abrir a porta de casa, fui surpreendida por uma presença masculina sentada ao lado da minha mãe. Ela sorriu nervosa ao me ver.

— Mãe, quem é esse? — perguntei, confusa.

Ela respirou fundo antes de responder.

— Filha... a gente precisa conversar. Eu sei que devia ter falado antes, mas... bom, esse é o Max. A gente tá junto há quase dois meses.

Meus olhos se fixaram nos dois, e percebi que minha mãe estava realmente feliz. Era visível em seu rosto.

— Mãe, se ele te trata bem, como você merece... fico feliz por você — sorri, sincera.

Ela veio até mim e me abraçou, emocionada.

— Obrigada, filha. Você é incrível.

Max se aproximou e estendeu a mão.

— É um prazer te conhecer, S/N. Sua mãe fala muito de você.

— O prazer é meu, Max. Desde que trate minha mãe como uma rainha, vamos nos dar bem. Senão... aí o problema vai ser grande — brinquei.

Rimos, quebrando o gelo.

Mas a calmaria durou pouco.

Na manhã seguinte, desci para a cozinha e quase deixei a xícara cair ao ver uma garota loira sentada à mesa com eles.

— Quem é essa? — perguntei, cruzando os braços.

— Essa é a Mayla, filha do Max. Ela veio passar uns dias aqui — respondeu minha mãe, animada.

Mayla sorriu, forçando simpatia.

— Oi, prazer! Já ouvi falar muito de você.

— O prazer é todo seu — falei seca.

— E você vai sair com o Tom? — ela perguntou casualmente.

— Vou sim — respondi, já desconfiada.

— Tom Kaulitz? — ela riu. — A gente já namorou. Ele era ótimo comigo... muita química, sabe?

Meus olhos se estreitaram.

— Bom saber. Mas hoje ele é meu namorado, e a química tá ótima também. Explosiva, aliás.

— Fica tranquila, não vou atrapalhar — disse, rindo. Mas o olhar dela dizia o contrário.

A vontade de pular em cima dela era real.

Mal tive tempo de respirar e a campainha tocou. Abri e lá estava ele — Tom, meu refúgio.

— Bom dia, princesa — ele disse, com aquele sorriso que só ele sabia dar.

Nos beijamos e ele me puxou pela cintura. Aquele beijo era o mundo inteiro pra mim... até Mayla tossir alto atrás de nós.

— Garota, você nunca beijou na vida não? — zombou ela.

— Me deixa, tô beijando o MEU namorado — rosnei.

Tom olhou para ela, surpreso.

— O que você tá fazendo aqui, Mayla?

— Filha do namorado da minha mãe — falei rápido. — Acha isso louco? Pois é, bem-vindo à novela da minha vida.

Fomos ao shopping com ela a tiracolo. A presença dela era um incômodo constante. A cada momento, ela dava um jeito de se aproximar de Tom, provocando meu ciúme.

No fliperama, ela se enfiava entre nós como uma praga.

— Lembra quando a gente jogava isso, Tom? Era tão divertido — dizia com um sorriso malicioso.

Tom recusou, firme.

— Não, Mayla. Acabou faz tempo.

Aquilo me deu um alívio momentâneo, mas eu já estava por um fio.

Bill, que tudo observava, chegou perto de mim.

— Ela quer guerra, mas tá mexendo com a pessoa errada — ele disse.

Sorri, agradecida. Bill era meu aliado.

Na volta, explodi. Virei pra ela e soltei:

— Você teve o Tom, e perdeu. Aceita. Agora se afasta antes que eu esqueça que sou civilizada.

Ela me olhou assustada. E pior — calou.

Em casa, minha mãe me olhou confusa.

— Cadê a Mayla?

— Que volte sozinha — respondi seca. — E reza pra ela não cruzar mais meu caminho desse jeito.

Mais tarde...

Na madrugada, acordei com ruídos vindos do quarto de hóspedes. Curiosa, fui verificar. Quando abri a porta, o que vi me fez congelar: Tom estava ali. Com Mayla.

Ela o agarrava.

Fechei a porta, sentindo o coração despedaçar. Corri pro meu quarto, me trancando.

Tom veio atrás, batendo na porta.

— S/N, por favor, abre. Não é o que você tá pensando.

Abri, silenciosa. Ele entrou, desesperado.

— Ela me chamou pra conversar. Eu juro, não queria te magoar. Ela me agarrou, foi tudo de surpresa.

Olhei pra ele, sentindo uma mistura de dor e amor.

— Poderia ter me avisado que ia conversar com ela, Tom. Isso me machucou.

Ele se aproximou, arrependido.

— Me desculpa, princesa. Eu amo você. Me diga o que posso fazer.

Respirei fundo.

— Quero doces. Tô com vontade. Vai buscar pra mim?

Ele riu, aliviado.

— Achei que fosse dizer que tava grávida. Claro que vou. Fica deitadinha, já volto.

Enquanto ele saía, fui até Mayla. Encontrei-a no quarto de hóspedes.

— Mayla, escuta bem. Eu não quero briga. Mas se você continuar nessa, vai perder mais do que Tom. Vai perder qualquer chance de convivência aqui dentro.

Ela me olhou, cansada. Pela primeira vez, parecia sincera.

— Me desculpa, S/N. De verdade. Eu estava com raiva... mas não quero ser essa pessoa. Quero tentar conviver em paz com você.

— Então vamos tentar. Mas não me teste de novo.

Nos abraçamos. E, estranhamente, aquele abraço pareceu... verdadeiro.

— Que tal uma noite do pijama? Chamar os meninos, fazer brigadeiro?

— Feito. Eu mando as mensagens.

Tarde da noite, entre filmes, travesseiros e risadas, algo havia mudado.

Talvez... só talvez... ela não fosse uma inimiga. Mas uma irmã improvável.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora