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24 de Dezembro

O sol da manhã iluminava suavemente o quarto quando S/N abriu os olhos. Espreguiçou-se devagar e sorriu ao ver Tom ainda dormindo ao seu lado, com o rosto sereno e os cabelos levemente bagunçados. Ela se aproximou e deixou um beijo calmo em sua testa.

Mas antes que pudesse se afastar, os braços de Tom a envolveram, puxando-a com força e carinho.

— Achou que ia fugir assim? — ele murmurou com voz rouca, os olhos entreabertos e um sorriso preguiçoso.

Ela riu, ficando sobre ele e sentando-se em seu colo.

— Eu só ia olhar você dormindo mais um pouquinho. — S/N o encarou, passando os dedos por seus traços. — Às vezes penso em como minha vida mudou... e como eu amo isso. Acordar com você, com a nossa filha... é uma felicidade que eu nem sei explicar.

— Ter um marido maravilhoso como eu faz parte dessa felicidade, né? — ele provocou com um sorriso debochado.

— Com certeza. De todas as mulheres do mundo, você me escolheu.

— Porque nenhuma delas me olhava como você olha. Nenhuma delas me fez acreditar no amor... até você.

O beijo veio intenso, e as mãos de Tom percorreram seu corpo com desejo crescente. Ela desceu beijos lentos por seu abdômen até chegar em sua intimidade. Os gemidos baixos de Tom preenchiam o quarto. Ele segurava seus cabelos, guiando os movimentos, até que, no limite, a puxou para cima e a deitou com delicadeza, assumindo o controle.

O desejo aumentava, as estocadas tornavam-se mais profundas e intensas. Os gemidos abafados misturavam-se com sorrisos maliciosos e olhares que diziam mais que mil palavras. Quando chegaram ao ápice, exaustos e suados, Tom sorriu:

— Você fica mais gostosa a cada dia, amor.

— E você me faz querer mais... a cada segundo.

Se beijaram novamente, com ternura e cumplicidade, e depois seguiram juntos para o banho. A água quente era relaxante, mas o carinho entre os dois seguia intenso mesmo nos gestos simples.

Ao descerem, encontraram Alice assistindo desenho. Ao notar os pais, ela correu e pulou nos braços de Tom.

— Bom dia, princesa. Já tomou café?

— Ainda não, papai...

— Então o papai vai fazer algo especial pra você!

Tom a entregou nos braços de S/N, que a encheu de beijos.

— Hoje é sua apresentação, né meu amor?

— É sim, mamãe! Vocês vão, né?

— É claro que sim. Não perderíamos por nada.

Durante o café, Alice lembrou da decoração natalina.

— A gente vai enfeitar a casa hoje?

— Depois da sua apresentação, vamos comprar tudo, meu amor.

Alice comemorou e correu para se arrumar. S/N e Tom subiram logo depois, escolheram roupas elegantes mas simples. Quando estavam prontos, encontraram Alice descendo com um vestido fofo e laços nos cabelos. Tiraram fotos, sorriram e foram para o carro.

Na escolinha, Alice apresentou os pais aos amiguinhos. Tom ficou visivelmente incomodado ao ver o pequeno Alex beijar a bochecha da filha.

— Relaxa, amor. Eles são crianças — sussurrou S/N com um sorriso contido.

— Mas ele beijou ela... — resmungou Tom, claramente enciumado.

Durante a apresentação, Alice cantou com doçura e confiança. Tom filmava tudo, os olhos marejados de orgulho. Bill foi o primeiro a aplaudir de pé.

— Você foi maravilhosa, minha princesa! — disse Bill, pegando-a no colo.

Em seguida, Alex apareceu e deu uma rosa para Alice. Tom bufou.

— Ah, claro... agora presente? O que é isso?

— Tom, são crianças. Aliás... pensando bem, você nunca me deu uma rosa. — S/N ergueu a sobrancelha com um leve sorriso.

— Jura? Eu... não sabia que você gostava.

— Eu ficava olhando as flores por quê, então?

Bill riu:

— Três anos de casamento, e o cara nunca percebeu.

— Amor... me desculpa. Eu vou melhorar, prometo.

— Tudo que vem de você, a mamãe ama, papai — completou Alice.

Mais tarde, o grupo foi às compras. Alice escolheu uma árvore enorme, enfeites coloridos, e implorou para colocar a estrela no topo. Com a ajuda de Tom, ela conseguiu e comemorou com os olhos brilhando.

— Ficou perfeito — disse S/N, observando a sala decorada.

— Óbvio que ficou. Eu que organizei tudo — brincou Tom.

— E eu, papai! A gente que arrumou! — Alice corrigiu com um sorriso.

Enquanto todos se divertiam, S/N correu para o banheiro com náuseas. Alice, preocupada, foi atrás dela, segurando seu cabelo com cuidado.

— Papai! A mamãe está passando mal!

— É por causa do irmãozinho, meu amor. Isso acontece.

Alice entrou no quarto, preparou a banheira, os sabonetes preferidos da mãe, colocou a toalha com carinho e esperou. Quando S/N entrou no banheiro, sorriu emocionada.

— Você é muito especial, meu amor.

— Você também é, mamãe. Obrigada por cuidar sempre de mim.

Alice penteou os cabelos da mãe, separou a roupa e, orgulhosa, disse:

— Sua barriguinha tá crescendo. Quero que ele nasça logo!

Depois de seu próprio banho, perfumada e feliz, Alice foi até o pai:

— Papai, eu quero cuidar sempre da mamãe e do meu irmãozinho.

Tom se abaixou, emocionado, e a abraçou.

— Você já é a melhor irmã do mundo.

Mais tarde, com a casa cheia e todos reunidos, S/N foi levar doces para as crianças e foi abordada por um homem:

— Que mulher linda... deve ser ainda mais gostosa sem essa roupa.

S/N o empurrou imediatamente, com nojo, e correu até Tom, que logo a envolveu.

— O que foi?

— O pai do Alex... ele tentou me agarrar.

Tom ficou furioso, mas respeitou o pedido de S/N. Foi até o homem e o expulsou com firmeza. Alice viu a saída do amigo e correu até os pais.

— Por que ele foi embora?

— Porque o pai dele desrespeitou a mamãe. E o papai não vai deixar isso acontecer.

Alice segurou o rosto da mãe, preocupada.

— Você tá bem, mamãe?

— Tô sim, meu amor. E seu irmãozinho também.

A noite seguiu com música, risadas, vinho (com Bill ficando um pouco bêbado), e uma sensação intensa de união. Ao final, Tom levou Alice para a cama, deu-lhe um beijo na testa e voltou para o quarto, onde encontrou S/N dormindo, exausta.

Ele sorriu, vestiu o pijama e deitou ao lado dela, abraçando-a com carinho.

— Boa noite, meu amor... — sussurrou ele, antes de se entregar ao sono.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora