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S/N acordou com a voz suave de Bella chamando seu nome, a menina estava parada na porta do quarto, abraçando o próprio ursinho.

— S/N... acho que minha mãe tá me chamando lá fora.

Ainda sonolenta, ela sentou-se na cama, piscando devagar. Alice já se mexia no berço ao lado, balbuciando algo incompreensível com os olhinhos atentos. S/N sorriu, levantando-se com cuidado.

— Espera só um pouquinho, Bella. Deixa eu lavar o rosto.

Rapidamente, ela foi até o banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e voltou, pegando Alice no colo. Desceu com as duas até a porta. Quando abriu, encontrou a mãe de Bella, com os olhos aflitos.

— Você viu minha filha? Eu... eu voltei e ela não estava mais em casa.

— Vi sim. Ela estava na rua, sozinha... — disse S/N, séria. — Achei perigoso deixar uma criança lá fora, e a trouxe pra cá. Ela dormiu aqui.

A mulher abaixou a cabeça, envergonhada.

— Você tem toda razão. Eu fui irresponsável... só não tinha com quem deixar. Me perdoa por isso.

— Tá tudo bem agora. Mas da próxima vez, me chama. Eu fico com ela com o maior prazer. Não deixa uma criança sozinha desse jeito.

— Você é mãe? Parece tão nova...

S/N sorriu com doçura, olhando para Alice em seus braços.

— Sim. Eu sou. Essa é minha filha, Alice. Tenho 17 anos... e acredite, ser jovem não me impede de amar e cuidar.

— Ela é linda... vocês duas são. Muito obrigada.

S/N sorriu, e depois de um breve abraço entre Bella e sua mãe, as duas foram embora.

— Agora somos só nós duas de novo, princesa... — disse baixinho para Alice, enquanto se sentava no sofá para amamentá-la.

Nesse momento, ouviu batidas na porta. Franziu o cenho, cobrindo-se rapidamente com um lenço, e foi atender. Quando abriu, viu Sam e Amy de braços cruzados.

— Oi... — disse sem muita empolgação. — O que foi?

— Nosso carro quebrou. Pode chamar o Tom? Ele pode ajudar — disse Amy, impaciente.

— Tom tá descansando. Ele vai viajar hoje.

— Mas ele entende de carro. Vai chamar ele. — Sam insistiu, num tom autoritário.

S/N estreitou os olhos.

— Olha aqui, querida. Se eu não tivesse com a minha filha no colo, eu já teria te mandado embora com menos paciência. Vai chamar um mecânico. Ele não é funcionário de vocês.

Fechou a porta com firmeza. Ao se virar, viu Tom no corredor, de braços cruzados, tendo escutado tudo.

— Bom dia, amor — ela disse tentando disfarçar. — Quer café?

— Quero sim, princesa.

Ela seguiu para a cozinha, preparando tudo. Tom a observava em silêncio.

— O que aconteceu?

— As duas vieram pedir ajuda com o carro. Falei que você estava descansando.

— Vou só dar uma olhada então. Se for algo simples, aviso um mecânico pra elas.

Ela travou por um segundo. Sentiu o coração se apertar. Mas não disse nada. Apenas assentiu e voltou sua atenção para Alice.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora