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Cinco meses se passaram.

A barriga de S/N agora tomava forma sob os lençóis enquanto ela dormia serena, a luz da manhã dançando pelas cortinas do quarto. O relógio já marcava 11h.

Tom, com os cabelos soltos e um sorriso preguiçoso no rosto, se aproximou, sentando-se ao lado dela na cama.

— Amor... — ele sussurrou, com a voz rouca de sono, beijando suavemente o pescoço dela. — Acorda, temos consulta hoje.

— Só mais cinco minutos... — murmurou ela, aconchegando-se no travesseiro.

Tom riu baixinho, deslizando os lábios pela curva de sua pele.

— Eu sei que tá cansada, meu amor... mas a nossa menininha quer ir ver a médica.

S/N riu baixinho e se espreguiçou, os olhos ainda semicerrados.

— Tá bom, bebê... eu já vou pro banho. — disse, sonolenta, levantando-se.

Ela entrou no banheiro e, aos poucos, a água morna do chuveiro despertou seus sentidos. Quando saiu enrolada na toalha, viu Tom sentado na cama. Seu olhar se iluminou ao notar os movimentos sutis sob a barriga dela.

— Amor... — ela disse, colocando as mãos sobre a barriga. — Ela tá chutando.

Tom se aproximou imediatamente, ajoelhando-se à frente dela. Colocou as mãos grandes com carinho sobre a pele esticada.

— Ei, minha princesinha... papai tá aqui. — murmurou ele, beijando a barriga com ternura. — Tá quase na hora, né? Falta tão pouco pra te ter nos braços.

Ela sorriu, emocionada. Tom a ajudou a se vestir, deslizando o vestido sobre seu corpo com cuidado.

— Você tá linda, meu amor. — disse ele, admirando-a como se fosse a primeira vez.

— Obrigada, você também tá lindo demais... e muito meu.

Eles riram juntos e, com a bolsa em mãos, seguiram para o carro.

O consultório era tranquilo. A recepcionista os chamou com um sorriso caloroso.

— Oi, gente! Como estão?

— Animados... — disse Tom, entrelaçando os dedos com os de S/N.

— E você, S/N? Tem dormido bem? Comido direitinho?

— Com dificuldade, mas estou me cuidando sim — respondeu ela, sentando-se para o exame.

A médica passou o gel em sua barriga e os dois observaram atentos o monitor. O som do coração da bebê preencheu a sala como uma melodia.

— Está tudo ótimo. Vocês estão cuidando muito bem dela. Mais um pouquinho e ela estará nos braços de vocês.

Eles saíram do consultório abraçados. No carro, S/N olhou para Tom com um brilho maroto nos olhos.

— Vamos passar numa lanchonete? Tô com desejo de milkshake com batata frita...

— Tudo que a princesa quiser.

Durante o caminho, Tom acariciava a coxa dela com carinho. O silêncio entre os dois era confortável, até que ele o quebrou.

— Amor... posso te falar uma coisa?

— Claro.

— Eu tô sentindo falta... de você. De nós dois. De te tocar de verdade.

Ela olhou para ele com carinho e compreensão.

— Eu também sinto, Tom... muito. Mas você sabe que a gente pode, né?

— Eu sei, mas fico com medo. Medo de machucar você... ou ela. Não é só sexo. Eu quero você por completo. Quero te pegar de jeito. Como antes.

🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora