Horas depois...
S/N despertou lentamente, piscando algumas vezes até perceber que Tom não estava mais deitado ao seu lado. O quarto estava silencioso. O coração dela acelerou levemente — sempre que ele não estava por perto, surgia aquela pontinha de inquietação.
Ela se levantou com cuidado, sentindo ainda um leve incômodo nas costelas, vestiu uma roupa confortável e desceu devagar. Ao chegar na sala, seus olhos encontraram uma cena que a fez parar no meio do caminho: Tom e Bill estavam conversando... com uma garota. Ela era bonita, confiante e sorria como se já conhecesse Tom há anos.
S/N se aproximou, sentando-se silenciosamente no sofá.
Tom virou-se e sorriu.
— Já acordou, meu amor? — ele perguntou, se levantando um pouco.
— Já sim. — respondeu S/N com um tom contido. — Você me deixou sozinha lá em cima...
— Me desculpa, vida. É que a Rosa chegou e... eu não quis te acordar.
A tal garota olhou para S/N com um sorriso forçado, quase provocativo.
— Oi, tudo bem? Sou a Rosa. Amiga de infância do Tom.
S/N ergueu uma sobrancelha.
— Entendi. E como você descobriu meu endereço?
Rosa riu baixo, como se a pergunta fosse irrelevante.
— Ah, sua casa não é mais segredo. Fãs comentam, redes sociais... você sabe.
O clima ficou tenso. O ciúmes de S/N era evidente — e ninguém ali ousava fingir que não havia notado. Bill limpou a garganta, tentando mudar o foco.
— Como você está se sentindo, S/N?
— Ótima. — ela respondeu seca, levantando-se e indo direto para a cozinha.
Bill olhou para Tom, murmurando:
— Vai atrás dela, irmão. Agora.
Tom não hesitou. Entrou na cozinha logo atrás de S/N, que mexia nas coisas, fingindo estar calma.
— Amor, fala comigo. Tá tudo bem?
— Claro que tá — disse ela, de costas. — Tá tudo ótimo. Do nada aparece uma "amiga de infância" que eu nunca ouvi falar, que sabe onde eu moro, sentada com você sorrindo como se tivesse direito a isso tudo... Mas sim, tô ótima.
— Eu entendo que você ficou desconfortável, mas...
— Tom, não é só desconforto. Amiga de infância não surge do chão depois de anos. Você sabe disso. Se fosse o contrário, e um cara "amigo de infância" aparecesse aqui me abraçando enquanto você dorme, como você reagiria?
Tom ficou em silêncio. Sabia que ela estava certa.
Antes que pudesse responder, Rosa entrou na cozinha.
— Ai, gente. Não quero causar briga, mas Tom, você aceita dar uma volta comigo? Quero conhecer melhor a cidade.
S/N fechou os olhos. Aquilo era demais.
Tom cruzou os braços.
— Rosa... se eu for, S/N vem junto.
— Eu te chamei, Tom. Não ela.
— E eu te disse que ela é minha namorada. Não vou a lugar nenhum sem ela.
Rosa bufou, irritada.
— Você tá diferente, Tom.
— Por amor, a gente muda.
— Preferia o Tom de antes. O que ficava comigo. Que perdeu a virgindade comigo.
S/N cerrou os punhos com tanta força que suas unhas cravaram na palma. Tom riu e balançou a cabeça.
— Eu sei que todas me querem, Rosa. Mas só uma me tem. E ela tá aqui.
Ele olhou diretamente para S/N, que finalmente sorriu.
— Eu posso ter perdido minha virgindade com você, mas se tivesse conhecido a S/N antes, teria sido com ela. Porque é com ela que quero estar — disse Tom, com voz firme.
— E se ela te trair? — Rosa insistiu, ácida.
— Ela não vai. A gente tem confiança. A gente se ama de verdade.
Ele se virou para S/N, com carinho no olhar.
— Amor, vamos ver a casa?
S/N assentiu, ainda encarando Rosa.
— Claro, Tom. Vamos sim. A casa que eu comprei pra gente.
Rosa arregalou os olhos.
— Espera... você comprou uma casa pra ele?
— Isso mesmo — S/N respondeu firme. — Algum problema?
— Problema não, mas... você acha que o Tom merece só isso?
— Você tem dinheiro pra dar coisa melhor pra ele?
Rosa ficou em silêncio.
— Então pronto. Não chega nem perto do que eu dou. Nem emocionalmente, nem materialmente.
— Você deve tá vendendo droga — murmurou Rosa.
— Não preciso disso. Tenho minha carreira de modelo.
— Modelo? Querida, olha seu corpo agora. Todo machucado, cheio de cicatriz. Quem vai querer você?
Aquilo doeu.
S/N já estava insegura com seu corpo — e Rosa soube exatamente onde atingir.
Tom se levantou, furioso.
— Chega! Você veio aqui pra ferir a mulher que eu amo? Vai pra puta que pariu, Rosa. Some da minha frente.
— Tomzinho... a gente se conhece há anos...
— Não me chama assim. Quem pode me chamar assim é a minha mulher. E eu prefiro mil vezes ela do que você. Vai embora.
S/N mal conseguiu esconder o sorriso quando ouviu "minha mulher".
— Vamos ver a casa, amor?
— Vamos. — disse ela, firme.
Eles saíram e Rosa foi junto — insistente. Mas o desprezo de Tom era nítido.
Ao chegarem na casa, Rosa soltou uma gargalhada.
— É essa a "casa dos sonhos"?
— Foi sim. Algum problema?
— É uma piada. O Tom merece mais.
— Então compra pra ele, querida.
Rosa ficou sem reação.
— Quer saber? Nenhuma modelo vai querer você depois desse acidente. Seu corpo tá estragado.
S/N respirou fundo, lutando contra as lágrimas.
Tom explodiu.
— Já deu, Rosa! Se você veio aqui pra fazer a S/N se sentir um lixo, parabéns, mas agora some. Eu amo ela do jeito que ela é. Cicatriz, machucado, toda quebrada — ela é minha. E nada muda isso.
Rosa saiu, humilhada.
Tom virou-se para S/N.
— Teu corpo é perfeito. Você é perfeita. E eu vou te amar pra sempre. Agora vem... vamos planejar nossa casa. Cada detalhe. Cada canto.
S/N sorriu, aliviada, emocionada.
— Você me chama de sua mulher sempre?
— Todo dia. Até o fim da vida.
Eles entraram na casa e começaram a planejar tudo. O quarto, o estúdio, a piscina, o futuro.
E mesmo com as dores, S/N sentiu que estava vivendo o começo da melhor fase da sua vida.
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🎸 Entre Acordes e Destino- Tom kaulitz
FanfictionS/N, uma garota de 16 anos apaixonada por música, leva uma vida simples, mas cheia de sonhos. Fã incondicional da banda Tokio Hotel, ela se inspira no som, na atitude e principalmente no guitarrista Tom Kaulitz, por quem nutre um amor platônico prof...
