Depois que descemos do terraço, Giovanna foi dormir mais um pouco e eu fui terminar o projeto pendente.
Era difícil se concentrar com todas aquelas emoções que insistiam em vagar pela minha mente:
Giovanna.
Minha Mãe.
Giovanna.
Meu Pai.
Giovanna.
Briga.
Giovanna.
Pesadelo.
Giovanna.
Não sabia o que estava acontecendo.
Me lembrava da cena de ontem.
A bunda da Giovanna enorme, ela nua no meu quarto.
No meu quarto. Ela nua.
Ela estava no meu quarto.
Com aquela calcinha preta rendada, que despertou todos os meus sentidos.
Ainda bem que ela demorou se arrumar e eu consegui me recompor.
Queria ela. Meu corpo clamava para que eu a tivesse.
Mas eu não podia.
Giovanna era uma casa rodeada de arames farpados. Zona proibida.
Em outros tempos eu já teria agarrado aquela mulher e transado com ela por todo aquele apartamento.
Será que o Rodrigo estava certo? Será que eu estava broxando?
Podia ser a idade, talvez.
Mas eu nunca tive problemas com isso.
Nunca mesmo.
Ao mesmo tempo pensava que com ela as coisas eram diferentes, tudo era incomum.
Nós havíamos construído algo que eu não queria perder.
E se depois de transar com ela eu simplesmente a deixasse? Esse era meu mecanismo de defesa.
Eu não sabia me relacionar.
Ela iria sofrer.
Eu não a teria mais.
Iríamos nos afastar.
Além disso, tinha a questão do beijo.
Eu não beijava mulheres, essa era a minha regra.
O beijo envolvia emoções, sentimentos, entrega, carinho e definitivamente era tudo isso que eu queria ter com Giovanna.
Não queria só mais uma noite de sexo, eu queria beijá-la.
Eu sentia mais ânsia por beijá-la do que por qualquer outra coisa.
E eu não era assim.
Minha mente entrava em devaneios e questionamentos. Tudo parecia tão confuso na minha cabeça.
Mas de uma coisa eu tinha certeza: não machucaria a Giovanna, não a afastaria de perto de mim.
A queria perto de mim.
Eu precisava dela.
Ela era minha calmaria depois da tempestade.
Me lembrei de quando estávamos no terraço.
- Porra! Foi quase! - Caminhava de um lado para o outro, desistindo do projeto.
[...]
Às 8h00 da manhã enquanto me arrumava, ouço um toque insuportável de chamada no meu celular. Ao olhar o visor vi que era a Karen me ligando, atendi a chamada contrariado.
"- Espero que seja importante Karen, porque são 08h00 da manhã e preciso sair para o escritório. Você sabe disso. - Atendi a chamada impaciente."
"- Queria saber como você está, tô com saudades. - Karen dizia, provavelmente estava fazendo aquilo para atazanar a minha vida. Como sempre."
"- Não é possível! Porra! O que eu fiz pra você em? - Perguntava em forma de súplica."
"- Aaah Alexandre, vai dizer que também não sente saudades? Saudades de quando acordávamos juntos. - Karen sabia como me deixar sem paciência."
"- Não sinto! - Desliguei a chamada jogando o celular na mesa."
Lembrou que Giovanna ainda estava dormindo e que tinha que chamá-la para ir à padaria, como havia prometido para ela.
Respirou sabendo que a encontraria dormindo, em sua cama, com sua camisa, com aquela calcinha...
Começou novamente a ficar ensandecido pelas cenas da noite passada.
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soulmate | GN
FanfictionQuando um simples desafio entre amigas muda completamente a vida de Giovanna.
