entre as folhas de papel

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Ele disse que me ama.

"Você é o amor da minha vida!"

"Eu te amo!"

Suas palavras me desnorteiam.

Eu não consigo me desvencilhar dele.

E eu não tenho forças para lutar contra o seu amor.

Sua boca procura incansavelmente a minha.

Estou aprisionada entre seus braços.

Como uma presa que se rende, que se entrega, que não luta pela vida. Eu me permito! Me rendo ao desejo que exala através dos meus poros, que arranca todos os meus sentidos e pensamentos racionais.

Sou tomada por suas mãos.

- Alexandre, por favor, não fala isso... - Digo entre suspiros.

Ele para e segura meu rosto, me olhando nos olhos.

- Giovanna, deixa eu te amar! Permita-se ser amada... Eu quero te amar, eu só preciso amar você Giovanna...

Ainda estou escorada na mesa do escritório. Ele me levanta para que eu me sente sobre ela.

- Ale...

- Eu senti tanto a sua falta Giovanna! - Ele se deita sobre mim enquanto afasta todos os papéis que estão sobre a mesa.

Folhas, lápis, desenhos, estão caindo no chão.

- Meus desenhos! - Digo olhando ao redor.

- Não se preocupe Minha Deusa. Eu faço outros, quantos você quiser. Eu não preciso olhar para eles quando eu posso ter a obra de arte original que me inspira... diante dos meus olhos, bem a minha frente, perto de mim, ao meu lado. E o melhor de tudo: poder amá-la. - Ele acaricia meu rosto. - Não me deixa nunca mais. Fica comigo!

Meu peito dói.

A culpa me oprime.

A tristeza me angustia.

- Eu vou te amar para sempre Alexandre, independente do que possa acontecer. - Coloco uma mão em sua nuca, puxando-o para encostar minha testa na dele. - Eu nunca estive longe de você, eu nunca te deixei. Eu estava aqui mesmo sem estar fisicamente, meu coração estava aqui, minha alma procurava pela sua. Porque meu coração pertence a você. E nada poderá mudar isso... Eu te amo! Entendeu? Eu preciso que você acredite em mim...

- Eu acredito...

Ele se inclina e me beija, sinto seu gosto, sinto sua língua invadindo minha boca, percorrendo-me de maneira infindável.

Não queremos nos soltar, não queremos parar aquele beijo.

Sinto suas mãos acariciando minhas coxas, me puxando para que eu me encaixe em sua cintura.

Nos soltamos em busca de ar.

- Eu senti tanta saudade do seu beijo... - Ele diz.

Sinto seus lábios descendo para o meu pescoço. Ele inala o cheiro da minha pele.

- Eu senti tanta saudade do seu cheiro...

Fecho os olhos sentindo sua língua lamber meu pescoço.

Ele passa a mão sobre pingente que está pendurado pela corrente que ele me deu.

- Eu senti tanta falta da sua luz...

Entre nossas respirações ofegantes me levanto um pouco para tirar o casaco e a camisa que estou vestindo. Ele me auxilia.

Quando consigo me livrar da parte de cima das roupas, sinto seus lábios entre os meus seios.

- Eu senti tanta saudade do seu calor Giovanna...

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