- Já volto! - Ele beija minha cabeça e pisca para a Dona Lúcia.
- Eeeeii! Eu vi essa piscadinha aí! O que vocês estão aprontando hein?!
Os dois riem em resposta.
Passa-se algumas horas. Dona Lúcia passa o tempo todo me entretendo, conversando, falando sobre o hotel, sobre os filhos, os netos.
O sol está quase se pondo e o Alexandre não voltou ainda.
- Dona Lúcia, acho que eu vou dar uma volta pelo hotel.
- "Não menina! Fica aqui comigo sá!" - Ela se aproxima e fala como se fosse um segredo. - O menino tá fazendo um nigucim procê! Shiuu! Finge que eu não disse nada."
- Eu sabia que vocês estavam aprontando alguma coisa! - Olho para ela fazendo cara de brava.
- "Já, já, de 18:00 horas eu tenho que te levar no quarto de ocês. Mas enquanto não chega a hora, me conta, como cês se conheceram?"
Conto tudo para a Dona Lúcia e finalmente são 18:00 horas. Ela me leva para o quarto.
- "Pronto menina, agora eu volto pra buscar ocê de 19:00 horas."
- E o Alexandre?
- "Fica tranquila Sá! Eu também tô ansiosa com essa noite docês! Se arruma vai!"
- Me arrumar? Pra quê?
- "Entra menina! Entra que cê vai vê!"
Entro no quarto e fecho a porta.
Observo algo diferente em cima da mesa que está posicionada no quarto.
Um buquê.
Me aproximo fascinada com a beleza das flores. Delicadas, singelas e lindas. Havia um cartão entre as pétalas. Rapidamente abro e leio a seguinte mensagem escrita à mão:
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