giovaca

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O anel continua estendido em sua direção.

Ela não o pega.

Após um momento, que para mim duraram horas, ela se move.
A observo respirar fundo e se desvencilhar das cobertas. Retira o violão das minhas mãos, encostando-o no fundo do barco.

Vem em minha direção e senta-se no meu colo.

E me beija.

Intensamente.

Sua língua procurando a minha de forma calma, como se estivesse saboreando aquele momento.

Correspondo. Beijando o seu queixo, sua bochecha, seu pescoço. Sinto o gosto de sal, pelas lágrimas que deixaram um rastro molhado em seu rosto.

Nossos corpos colam-se e começamos a nos beijar com ainda mais intensidade, mais desejo, mais paixão, mais amor, mais emoção.

Todas as palavras, os toques, os sorrisos, os olhares, os abraços, vívidos, ditos, sentidos, misturando-se dentro desse beijo.

Um beijo que percorria um caminho sinuoso entre nossas línguas na expectativa do desencadear daquele momento, em busca de um desfecho que certamente atingiria o prazer no encaixe perfeito dos nossos corpos.

Nossos desejos buscando selar aquele momento de forma nua, crua, carnal, luxuriosa.

Nos soltamos em busca de ar.

- Eu espero que isso tenha sido um sim... - Digo ofegante.

Ela beija minha boca.
Seguro a mão dela colocando o anel em seu dedo.

Procuro os seus olhos que agora estão vagando distantes em direção ao lago que reflete a luz da lua.

- Gio, me responde... - Chamo sua atenção.

Ela volta a me dar pequenos beijos, distribuindo-os pelo meu rosto.

- Não fala nada. - Ela encosta a boca na minha. - Só me beija!

Sinto suas mãos de volta na minha nuca, em busca de contato, me puxando mais para ela.

Seus lábios molhados beijam meu pescoço, sua língua percorre toda a extensão da minha pele até o lóbulo da minha orelha.

- Giovanna!

- Eu não tô usando nada por baixo desse vestido. - Ela diz com a voz em sussurro no meu ouvido.

- Esquece! - Digo mordendo seu queixo. - Você é uma diaba sabia?!

Minhas mãos automaticamente descem para a barra do seu vestido. Sentindo o calor da sua pele.

- Vamos pra o quarto, vamos?! Vamos amor... - Ela diz com os olhos fechados quando sente minhas mãos subirem para os seus seios.

- Para o quarto? Tá muito longe Minha Deusa. Vai demorar!

Ela se distancia para me olhar, cerrando os olhos em minha direção.

- Nós precisamos resolver esse problema agora! - Minhas mãos que estavam em sua bunda a puxam, pressionando-a contra o volume que se formava dentro das minhas calças.

Ela solta um gemido.

- Alee... – Sinto sua voz sair com rouquidão enquanto beijo o seu pescoço. - Você só pode tá maluco sô!

- Não tô não! - Digo deitando-a sobre as cobertas que estavam jogadas no fundo do barco.

- E se alguém ver?

- Ninguém vai ver! - Beijo seu colo nu em direção aos seios, enquanto desabotoou a minha calça.

Me encaixo no meio das suas pernas e sinto ela contorce-se em busca de contato. 

soulmate | GNOnde histórias criam vida. Descubra agora