CAP.4

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~ Thalia Finkler ~

                             ~ Thalia Finkler ~

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— Acorda bela adormecida. - a voz de minha mãe ecoou pelo quarto. — Posso saber onde você e a Katherine estavam onde a noite que só chegaram em casa ao amanhecer? - ela se sentou ao meu lado na cama.

— Estávamos em uma premiação. - a respondi.

— Disso eu sei, tô perguntando oque foram fazer depois.

— Fomos a uma discoteca que ficava próxima da onde ocorreu o evento. - as palavras saem emboladas da minha boca. — Cadê a Kat?

— Ela foi na farmácia comprar remédio de dor de cabeça para você, pelo vistos beberam bastante, não é? - me mantive quieta. — Odeio saber que você começou a beber, tudo culpa daquele garoto. - ela se referiu ao meu ex. — O Luke estava lá?

— Não mãe, ele não estava. Da para me deixar dormir?

— Já são 16h da tarde, você vai é virar uma planta se continuar nesse quarto. - ela se levanta da cama. — Estou indo resolver algumas coisas, mais tarde eu volto. - a mesma saiu do meu quarto me deixando sozinho novamente.

Minha mãe quase nunca para em casa, ela vive viajando a negócios e na maioria das vezes fica só eu e Katherine na minha casa, já que nossas mães nem se falam mais. Nunca questionei minha mãe sobre esse afastamento da mãe da Kat, acho que nunca passei mais de 30 minutos conversando com a minha mãe. Ela foi bem presente na minha infância, mas tem trabalhado de mais ultimamente para esquecer meu pai que a traiu em uma boate qualquer. Nunca vou perdoa-lo por isso.

Viramos a noite na discoteca ontem e agora eu tô com uma ressaca do caralho, minha cabeça dói e eu queria continuar dormindo, mas minha garganta estava seca e eu precisava de água, levantei da cama e fui cambaleando até a cozinha. Peguei uma garrafa de água na geladeira e tomei ela inteira em um gole só.

— Porra que dor de cabeça. - penso alto.

— Ninguém mandou beber até desmaiar, tive que te carregar até o carro. - as palavras de Kat invadiram a cozinha. — Comprei seu remédio. - ela da uma pausa. — Toma, aqui está. - a mesma me entregou a caixinha rosa com as pílulas dentro. — Encontrei o Bill na farmácia, lembra dele?

— O emo?

— Sim, ele também estava comprando remédio, pelo visto o Tom está na mesma situação que você. - gargalhou ela. — Passei por sua mãe antes de entrar em casa, ela estava em uma ligação, nem consegui falar com ela direito.

— Ela disse que precisava resolver algumas coisas. - dou outro gole da garrafa de água. — E como está sua mãe?

— Bem, tem passado bastante tempo em casa cuidando da mais nova. - a loira revirou os olhos.

A mãe de Katherine casou com um homem que já tinha uma filha e tem passado mais tempo com ela do que com a filha de sangue, sei que Kat sente ciúmes.

— Não vou poder ficar com você hoje, combinei de ir com a minha mãe a casa do meu padrasto, te vejo amanhã? - assenti a sua pergunta. — Te amo. - a loira beijou minha bochecha e saiu de minha casa.

Abri o caixinha rosa e tomei um remédio, voltei para o quarto e me deitei novamente. Essa ressaca não vai me permitir fazer nada nesse resto de dia e a dor de cabeça não vai me deixar dormir. Rolei de uma lado para o outro na cama, mas o remédio pareceu não fazer efeito.

Me peguei pensando em Luke novamente, que caralhos esse garoto tem pra não sair da minha cabeça? Porra.

Todas as lembranças vieram à tona, senti algumas lágrimas descerem pelo meu rosto e eu não estava conseguindo segurar. Por que ele tem que ser tão ruim comigo? Por que? Faz um pouco mais de 1 semana que não o vejo e aquilo era como um castigo para mim, minha mão coça ao ver meu celular do meu lado, eu preciso ligar, preciso saber por onde ele anda. Disquei o número de Luke no celular e fiquei encarando o mesmo antes de ligar, talvez não fosse uma boa ideia, mas apertei o botão e o celular começou a tocar.

— Lia? - ele atendeu, soltei um suspiro de alívio por ouvir sua voz dizendo o meu nome novamente.

— Oi. - engoli em seco.

— Me ligou por que? - as palavras saíram apressadas, talvez ele estivesse com alguém.

— Onde você está?

— Com uns amigos, por que me ligou Lia?

— Posso te ver? - pergunto com receio, mas realmente queria vê-lo.

— Melhor não, não estou afim agora. - ele cuspiu as palavras.

— Viu a entrevista que dei recentemente?

— Não, nada relacionado a você me importa mais, não me ligue novamente. - o mesmo desligou, não tive nem tempo de falar mais nada.

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Daqui a pouco posto outro🫶🏻

𝑳𝑶𝑽𝑬  𝑫𝑹𝑼𝑮 | 𝑻𝒐𝒎 𝑲𝒂𝒖𝒍𝒊𝒕𝒛Onde histórias criam vida. Descubra agora