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Meleca🧙

Ligação on 📲

Charles: fala meu fi. - falou quando eu atendi. - te liguei mais cedo, só que foi tua de fé que atendeu..

Meleca: e ai padrinho, suave? - ele soltou uma risadinha do outro lado da linha e eu fui pra minha sala. - Luana me passou o papo, fiquei esperando sua ligação.

Charles: como anda a vida? tua criança nasceu?

Meleca: minha vida tá do mermo jeito, enricando cada dia mais. - fiz uma pausa. - minha filha já está com 10 meses já, tá firme forte no mundão.

Charles: Quero conhecer minha neta.

Meleca: qualquer dia brota aqui no morro, fazer aquela bagunça que nós gosta. - ele riu.

Charles: mas não era esse papo que eu queria trocar contigo. - ele respirou fundo. - o assunto é sério.

Meleca: pode mandar o papo, tamo aqui pra isso.

Charles: fiquei sabendo que rolou invasão aí no teu morro, que tu levou um tiro e quase foi parar nos braços do senhorzinho de lá de cima. Queria saber se essa ideia procede.

Meleca: procede. - abri uma latinha de cerveja e dei um gole. - Levei três tiro no ombro, só que já tá suave.

Charles: Sabe quem foi? e o por que desse bagulho?

Meleca: Foi o Paulo. - ele resmungou do outro lado. - ta ligado aquele mano das antigas?

Charles: o que te levou pro mundo do crime? Conheço muito bem esse comédia aí.

Meleca: ele invadiu e meteu mo ideia torta e eu meti bala na cara daquele vacilão. Tava cansado da rivalidade que ele criou entre nós.

Charles: não fez mais que sua obrigação! se tu não matasse aquele comédia do caralho, eu que ia fazer isso. Mas ainda não cheguei no assunto que eu tô querendo trocar.

Meleca: já falei, manda o papo de uma vez. Fica jogando pela metade não.

Charles: amanhã marquei uma reunião de facção, quero que tu e teus moleque chegue mais cedo. - dei o último gole na minha cerveja.

Meleca: oloko, assim em cima da hora?mas pdp, conta comigo e com aqueles pau no cu. - ele soltou uma risadinha do outro lado.

Charles: precisamos trocar um papo sobre o tal roubo e algumas fofoquinhas que está surgindo aí. Ah e outro bagulho, pode falar pro Vk brotar junto, já tem 2 reunião que ele mete o louco e inventa desculpa.

Meleca: jae.

Charles: fé aí filhão.

Meleca: fé aí paizão.

Ligação off. 📲

Charles era como um pai pra mim, e ele me considerava como um filho também. Ele vivia falando que eu lembrava um filho dele que morreu, mas nunca brisei nisso não.

Joguei minha latinha de cerveja no lixo e fiquei vendo uns papel da boca.

E fazendo umas ligações pra alguns dos meus fornecedores de droga, arma e esses bagulho.

Depois de conferir tudo, fui ate o cofre conferi se meu dinheiro tava todo ali.

Sorri vendo que o bagulho tava sem espaço pra mais, já peguei um envelope e coloquei dois bolos só com nota de 100.

Ia dar aquilo pra Luana, como forma de agradecimento. Não sei se ela lembrou, mais hoje a gente fazia 7 anos juntos.

Eu amo aquela doidinha.

Peguei o envelope e sai da salinha, trancando a mesma.

Os pau no cu ainda tava ali sentados, fumando, bebendo e dizendo eles, estavam jogando.

Meleca: amanhã tem reunião de facção e eu não quero atrasos! padrinho falou para nós chegar mais cedo que ele quer trocar um papo só com nós. - eles me olharam.

V1: amanhã eu estou de folga e vou ir ver minha gatinha. - falou e eu lancei um olhar assassino pra ele que riu negando.

V2: tu está de folga dos plantão, não das reunião. Então acho melhor tu assumir teus b.o - falou apagando o cigarro de maconha.

Vk: ainda bem que eu tô suavinho.

Meleca: tu que pensa. Ele falou que é pra tu ir, e aí de mim se chegar sem você lá. - ele me olhou dando de ombros.

Meleca: e tu fica de olho aberto também. - falei com o v1. - depois quero trocar uma ideia sobre esse bagulho da Maria com tu.

Vk: deixa ele aparecer amanhã lá no morro querendo ver a Maria, que o Perigo enche a cara dele de bala. - deu risada.

V1: vocês são chatos pra caralho.

Fiz o toque com eles e comecei a subir o morro, indo em direção pra casa.

Parei no meio do caminho pra comprar aquele pastelzinho pra minha mulher, nunca é demais querer fazer um agrado.

O tio Chico disse que era por conta da casa, mas eu fiz questão de pagar. Até porque eu sabia separar as coisas e não ia ficar me aproveitando da bondade dos outros não.

Não demorou muito e eu já tinha chegado em casa, Luana tava com a Maria assistindo desenho.

Meleca: trouxe pra tu. - falei entregando o pastel pra ela que me olhou sorrindo.

Lua: como tu adivinhou que eu queria? - me puxou pra um selinho.

Meleca: conexão pô. - ela sorriu e a Maria me estendeu os bracinhos, querendo meu colo.

Lua: que envelope é esse?

Meleca: abre aí, presente pra tu.

Lua: presente pra mim? - concordei.

Meleca: 7 anos de casados, esqueceu? - ela sorriu negando

Lua: pô amor, não deu tempo pra comprar nada pra você. - falou me entregando a Maria e começou a abrir o envelope. - MENTIRAA. - gritou.

Meleca: faz o que tu quiser com esse dinheiro ai. - ela me puxou pra um beijo, toda felizinha.

Aquilo com certeza era o que eu mais gostava no mundo, ver a minha mulher feliz. Daria de tudo pra ver ela assim, toda vez.

Ficamos ali nós três, até que a Maria dormiu e a Lua foi colocar ela no berço.

Depois fui tomar meu banho e por fim, nós fez aquele sexo gostosinho que tínhamos começado mais cedo.

No alto da Rocinha (2° temporada)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora