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Lua 🌙

Já era quinta-feira e estava uma correria no morro. Ultimamente o Gabriel não está nem parando em casa.

Por conta que ele tem que resolver alguns assuntos da boca e da segurança, até porque o morro vai ficar "sozinho" por quatro dias. Então é arriscado deixar totalmente sem segurança alguma.

Eu estava super enjoada atualmente, Gabriel está colocando na minha cabeça que é gravidez e eu já estou suspeitando também. Só que me recuso a fazer o teste, não sei se eu iria gostar do resultado.

Eu hoje iria na Rocinha, depois de anos sem pisar o pé lá. Não queria, só que vai ser necessário.

Bryan proibiu a saída da Maria do morro, falou que não quer a filha dele correndo perigo perto do Gabriel. Tudo isso pro conta do soco, coisa que ele mesmo caçou.

Eu sabia que iria acontecer algo a mais ainda, Bryan não deixaria o Gabriel sair por cima disso. Pode ter certeza que ele está planejando algo e não vai demorar para descobrirmos.

Meleca: quer que eu vou contigo? - parou do meu lado me encarando e eu dei de ombros.

Lua: não.

Meleca: é perigoso tu ir sozinha, ainda mais com um filho meu na barriga. - encarei ele.

Lua: eu não estou grávida. - dei de ombros penteando meu cabelo. - e não é perigoso, Bryan não é doido de relar o dedo dele em mim.

Meleca: claro que ele não relaria. - olhei pra ele franzindo a testa.

Lua: às 13:40 dá o leite da Maya e coloca ela para dormir. - falei e ele me olhou.

Meleca: vai demorar muito? - neguei. - tu tá indo muito bonita, né mano. - falou me encarando do pé a cabeça e eu fiquei com vergonha.

Lua: não vai inventar de ter crise de ciúmes agora né? - ele negou. - então é isso, qualquer coisa que acontecer com a Maya você me liga.

Meleca: percebi que tu só se importa com a gordinha, comigo nada, mas é isso pô. - fez jóia com o dedo. - a confiança é uma mulher ingrata, que te beija e te abraça, te rouba e te mata.

Lua: se é super dramático.

Depois de muitas conversinhas bobas do Gabriel eu saí de casa e ele me acompanhou, no final de tudo queria ir comigo até a rocinha e obviamente eu não deixei até porque eu sabia que se ele fosse não iria dar nada bom.

Então depois de muita insistência da minha parte ele ficou, só que mandou um dos vapores dele comigo. Eu nem discuti sobre, porque eu sabia que eu não teria chance de argumentos.

Vt: tudo pronto dona Luana? - concordei me aconchegando no banco do carona e ele deu partida no carro, saindo do morro.

Nem parecia que o Gabriel tinha ameaçado ele de tudo, caso acontecesse algo comigo.

Lua: não precisa dessa formalidade pra falar comigo, Vitor. - encarei ele que não me retribuiu o olhar.

Vt: desculpa aí pô, mas é que tu é advogada, mó doutora foda. - eu sorri.

No alto da Rocinha (2° temporada)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora