Epílogo - em nome da felicidade

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Quando saio do banheiro deixando Simone para trás, seu cheiro segue comigo junto do desejo profundo de tê-la muito mais que alguns minutos na cabine de um banheiro

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Quando saio do banheiro deixando Simone para trás, seu cheiro segue comigo junto do desejo profundo de tê-la muito mais que alguns minutos na cabine de um banheiro.

Todos os nossos toques, carícias, um olhar mínimo que seja, só me trazem ainda mais a necessidade de querer viver uma vida inteira com ela.

Não sou um cara que acredita muito na religião que as pessoas pregam, mas se fosse para acreditar em algo e em uma verdade, pediria baixinho que a pudesse encontrar antes em uma outra vida. Nós dois sem um passado, sem casamentos, sem mágoas e com um amor que pudesse viver tudo o que quiséssemos. Queria ser o primeiro a amar e teria a honra de ver o desejo florescer. Queria a levar ao altar, casar com ela com direito a flores, grinalda e uma lua de mel que se seguiria por todos os anos de nossa vida. Queria filhos, pequenos meninos correndo pela casa com os meus olhos mas com o seu furinho no queixo, com os cabelos escuros e que pedissem sempre para que nós dois os colocassem para dormir após contar uma história.

É uma ideia boba, um sonho torpe, mas um desejo real.

Na realidade dos fatos, caminho pelo corredor até o salão com a paletó no braço rumo a minha mesa. No percurso, meus olhos batem imediatamente em Eduardo, o homem vermelho tomate que me encara como se pudesse ter o poder de me fazer deteriorar frente a ele, mas que não me causa nada além de um ódio imenso por ele e o gostinho genuíno de saber que a mulher que ele tanto tenta prender, já não o pertence mais.

Ele pode tentar, pode usar todas as armadilhas possíveis mas os olhos dela me trazem a certeza que ela não é nada além de minha, a minha mulher.

Acabo não controlando o impulso, levando a mão que usei para foder a mulher legalmente ainda dele aos lábios e inalo profundo, o cheiro divino dela enquanto não resisto a piscar para o homem do outro lado do salão.

O corno, digo, o marido dela, fica tão mais vermelho do que é ao ponto de praticamente reluzir.

Do outro lado do salão, vou até o banheiro masculino e mesmo em um lamento, lavo minhas mãos.

No regressar para a mesa, vejo ao longe Simone já ao lado dele, sentada com o rosto rubro e olhos inchados. Eles não se demoram ali, o homem levantando e ela logo em seguida, ele rodeando a cintura dela com o braço e praticamente a arrastando para fora dali.

Naquele instante penso que posso ter feito uma grande merda, já que não sei como ele a ameaçou e acabo temendo por ela. Rapidamente, antes de Tonton estar em meu colo, dígito uma mensagem para o número de Simone e digo para ela me ligar se precisar de mim, junto de um eu te amo que não consigo deixar de enviar.

Pouco tempo depois as pessoas ali começam a ir embora e assim que Antônia pega no sono em meus braços, convido o pessoal para ir para casa também.

No carro, com o silêncio repentino, Clarisse começa a rir e logo Daniel também.

Em Nome do Argumento - Simone e Alessandro - SimolonOnde histórias criam vida. Descubra agora