Dentre as quatros paredes prestes a desabar de um casamento já em ruínas, Simone escuta atenta a confissão do marido sobre a quebra de uma única promessa feita entre os dois.
Diferente da imagem pacífica que a sociedade tem sobre ela, o sangue da m...
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Durante a semana, depois que saio do Apartamento de Simone na segunda feira, nós nos falamos pouco, ambos atolados em projetos do trabalho. Na quarta feira ela me manda uma mensagem dizendo que conseguiu a sexta feira realmente livre, sem preocupações e que para evitar menos transtornos, avisou as filhas que estaria comigo e fora de Brasília. Na quinta a noite, estou já em Bento, com tudo pronto para a chegada dela em meu casulo.
Pegando meu celular depois do banho, me sento na rede da varanda e vejo que há uma mensagem de Simone. A imagem é de uma mala aberta na cama, algumas roupas dentro e outras ao lado.
Não respondo sua mensagem, ao invés disso ligo para ela, que atende a chamada ao segundo toque.
—Oi lindo, boa noite.
Que delícia sua voz.
—Oi minha linda panterinha, tudo bem?
—Tudo, e você?
—Tudo bem, somente estou ansioso para ver você aqui, sabia?
—É mesmo? Eu também estou, muito curiosa para conhecer Bento.
—Ele também está ansioso para te conhecer.
—E como você sabe? Ele te contou?
—Ele me conta tudo, é como um filho pra mim, sabia?
—Então a relação entre vocês é ótima, pois minhas filhas já não me contam mais nada. —Ela diz com uma risadinha e eu me estico na rede, segurando o celular mais firme ao ouvido.
—Ah, mas isso vem com a idade e é normal, não é?
—Bem, eu também não contava para os meus pais tudo o que fazia com a idade delas, então acho que é normal sim.
—E eu aposto que você era terrível com essa idade... —digo com uma risadinha.
—Eu? Jamais. Sempre fui uma menina comportada.
—Hm, duvido muito.
E a risada dela ecoa na chamada, logo eu ouvindo seus passos pelo apartamento.
—Mas me diga, que horas você vai chegar? —pergunto me preparando, anotando em minha cabeça todos os detalhes do amanhã.
—Devo chegar às cinco, vou acordar de madrugada para ir ver você. —ela diz em ronronar.
—Me sinto ainda mais honrado que você há de perder horas de sono pra poder me ver.
—Pois se sinta mesmo, mas vou cobrar isso de você.
—Ah, você vai?
—Sim.
—Como?
Ela solta uma risadinha, ouço sons do outro lado da linha e sua respiração na chamada logo depois.