Capítulo 6

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As emoções fluem entre eles, uma troca não verbal de sentimentos que transcende as palavras. A pele de Kong sob seus dedos é uma experiência tátil e emocional, enquanto para ela, o contato com a pele do grande rei evoca uma sensação de segurança e calor. O encontro de suas almas em meio a um mundo cheio de desafios é uma demonstração de humanidade e empatia, uma conexão que transcende barreiras físicas e diferenças monumentais.

Ambos sentem a intensidade dessa interação, uma compreensão mútua que está começando a florescer. Nesse momento, Jennifer e Kong percebem que a amizade entre eles é uma possibilidade real, uma ligação que poderia percorrer caminhos inexplorados e enriquecedores.

Passaram-se seis anos, e em um rincão distante da ilha, Nova York se erguia como um cenário vibrante. Homens e mulheres se apressavam pelas ruas lotadas, onde o ritmo pulsante da cidade era acompanhado pelo ruído dos carros e o burburinho das conversas. Nesse turbilhão, um homem seguia lentamente seu caminho, seus passos cadenciados cortando o frenesi ao seu redor.

Seus olhos captaram um bar em uma esquina, e ele decidiu adentrar. Dentro, a atmosfera era densa, repleta de homens imersos em conversas, alguns sérios sobre o trabalho, outros em um estado de embriaguez que eliminava qualquer filtro social. O homem continuou sua jornada pelo recinto, desconsiderando a cacofonia ao seu redor. Seus passos o conduziram até uma mesa onde dois outros homens aguardavam, olhando para ele com uma expectativa palpável.

Enquanto ele se aproximava, um dos homens sentados ergueu o olhar, o sorriso de vitória desenhando-se em seus lábios. A expressão vitoriosa no rosto dele revelava um encontro há muito aguardado.

-Finalmente você respondeu ao meu chamado, Carter. É um prazer revê-lo - diz Henry, um sorriso sincero enfeitando seus lábios. Ele se levanta da cadeira, estendendo sua mão em saudação na direção de Carter.

-Estou feliz em te ver novamente, Henry. - indaga Carter, sua expressão mantendo a calma.

Após os cumprimentos, ambos retomam seus assentos, embora Carter não possa deixar de notar a presença do terceiro homem na sala, observando silenciosamente. Ele decide trazer o assunto à tona.

-Quem é o homem misterioso? - questiona, seu olhar fixo e sério.

-Hum, então esse é o Aric Duskwood, um amigo - responde Henry, seu semblante não revelando nada fora do comum.

Por um breve instante, um silêncio se instaura enquanto Carter aguarda por uma explicação do porquê um "amigo" estaria compartilhando a mesa com eles. No entanto, nenhum esclarecimento é oferecido, deixando-o sem escolha a não ser abordar o assunto diretamente.

-E agora, por favor, explique qual é o propósito desta reunião - Carter indaga, sua expressão endurecendo à medida que se aprofunda na conversa.

Depois de pronunciada a pergunta, Aric coloca com cuidado um mapa antigo sobre a mesa, exibindo o que parecia ser a parte superior de uma ilha. Carter ajusta sua posição na mesa, inclinando-se para uma melhor visão do mapa, seus olhos examinando os detalhes com ceticismo.

-O que isso representa? - indaga, o tom de sua voz carregando dúvida e incerteza.

Henry responde com um sorriso amplo e um toque de excitação na voz, evidenciando um segredo empolgante.

-Isso, meu caro Carter, é a chave para um tesouro imenso.

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