Capítulo 23

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CAPÍTULO 23

POV MARAISA

Vi Marília e Marco andarem em direção a cafeteria. O que tinha acontecido dessa vez? Pensando bem, minha paz vinha durando até que bastante.

Eles entraram e se sentaram nos bancos próximos ao balcão.

-Trouxe o seu pai pra me ajudar com isso.

-Isso o que?

-Você sabe que semana que vem é meu aniversário, né? -Marco perguntou.

-Sei. -assenti.

-Vou fazer um jantar lá em casa pra comemorar. Vai ser só família e poucos amigos próximos.

-E como eu sei que você é uma cabeça dura, trouxe seu pai aqui pra te convidar. -Marília explicou.

-Você vai né, filha?

-Espera aí! -fiz uma pausa, analisando a situação. -Vocês querem que eu vá a um jantar na sua casa? Com a sua mulher e seus filhos? Vocês estão delirando!

-Eu disse que ela não ia querer. -Marco falou.

-Pai, você mesmo vivia me dizendo que era perigoso estar perto deles.

-Mas, Maraisa, é uma ocasião importante. Vou fazer 60 anos e quero estar com as pessoas da minha vida. Inclusive queria que a Maiara fosse também.

-Ela jamais faria isso!

-Eu sei. -ele disse. -Mas você vai, né?

-Por favor! Não acredito que você vai dizer não até pro seu pai! -a loira exclamou.

-E pra isso você trouxe ele, Marília? Pra me convencer? -arqueei a sobrancelha.

-Foi. -sorriu como uma criança travessa.

-Pensa com carinho, filha. Eu te quero lá.

-E qual justificativa vamos dar pra eu aparecer no seu aniversário?

-Ué, você é minha namorada, eu quero que você esteja onde eu estou.

-É... -concordei. -Vou pensar, tá bom?

-Tá bom. -Marília sorriu animada.

-Bem, eu preciso ir. -Marco disse. -Bom trabalho, filha. -beijou minha testa antes de se retirar.

-Pensei que vocês não eram amigos. -observei a loira assim que ele saiu.

-E não somos, não normalmente. Mas pra te convencer das coisas, somos bem próximos.

-Você é tão boba! -sorri. -Acha mesmo que devo ir nesse jantar?

-Tenho certeza. Você e o Marco estão se dando bem. Ninguém mais vai saber de nada, então não tem como dar errado.

-E sobre eu me sentir mal por estar "enganando" aquelas pessoas?

-Esquece isso, pelo menos por um dia. Não é justo você viver com esse sentimento.

-É, pode ser... -sorri amarelo.

-Me dá um sorriso, um sorriso lindo! -pediu de um jeito carinhoso.

Fiz o que ela pediu e sorri. A loira caminhou até atrás do balcão e me abraçou, me enchendo de beijos em seguida.

Infelizmente, naquele dia, Marília não tinha razão: as coisas tinham sim como dar errado.

Havia contado para Maiara e Bruno sobre o jantar de aniversário do Marco e disse também que ele adoraria que a Maiara fosse, mas ela obviamente negou. Me arrumei por volta das seis da tarde, e sete horas Marília já estava lá para me buscar.

Macarons - MalilaOnde histórias criam vida. Descubra agora