Capítulo 66

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CAPÍTULO 66

POV MARAISA

-Desgraçado! -foi tudo o que eu disse antes de estapear o seu rosto, e depois disso, não parei mais.

Eu não sabia exatamente o que estava fazendo, apenas distribuía socos e tapas nele enquanto gritava todos os xingamentos possíveis. Não sei da onde tirei força, mas consegui derrubar Arthur no chão e continuei a descontar toda a minha raiva.

A princípio, meu meio irmão ficou assustado e não reagiu, mas depois de um tempo, ele me tirou de perto e me lançou para longe. Porém, isso não me parou e eu voltei a fazer o que fazia antes, com mais ódio e força ainda. Foi aí que senti uma pancada enorme nas costelas, ele havia me dado um soco e doeu como nunca, a ponto de me fazer ter falta de ar. Mas, mais uma vez, eu não parei, só parei quando senti alguém me agarrar por trás.

-O que diabos está acontecendo? -meu pai berrou enquanto ele e César Filho me seguravam.

-Essa louca entrou aqui e começou a me bater! -Arthur gritou se defendendo.

Seu rosto sangrava perto dos lábios e no supercílio.

-Foi ele, pai! -agora, eu estava chorando, chorando de raiva e dor. -Ele provocou o acidente da Marília! Ele sabotou o carro!

-Meu Deus! Você está louca!

-Maraísa, essa é uma acusação muito grave! Por favor, não diga isso! -Marco exclamou.

-Mas é a verdade! -gritei. -Ele queria nos machucar, a Maiara e eu.

-Pai, essa mulher não diz coisa com coisa! Ela precisa ser internada urgentemente! Onde já se viu me acusar e me agredir dessa maneira? Ainda mais no ambiente profissional.

-Eu não tô louca! -tentei avançar nele outra vez, mas César Filho me impediu. -Eu tô dizendo a verdade e sei do que tô falando!

-Maraisa, chega! -Marco gritou de volta. -Isso é uma empresa, não é uma feira!

-Mas, pai... -choraminguei.

Ele não acreditaria em mim.

Confesso que era uma ideia absurda, mas que fazia total sentido, eu sabia que fazia e eu sentia que era a verdade. Porém, infelizmente, eu não tinha provas, não provas concretas que ligassem o Arthur a toda aquela situação.

-Eu não quero ouvir mais nada! -meu pai me interrompeu irritado.

Suspirei frustrada e encolhi os ombros. A adrenalina que antes dominava o meu corpo estava passando e foi aí que senti a dor completa do soco que havia levado.

Arthur me lançou um último olhar e saiu da sala. Comecei a chorar desesperadamente, de dor física e psicológica, o que só piorava a minha falta de ar. Levei uma das mãos até as minhas costelas e me encolhi.

-Ele te bateu? -Marco perguntou.

-Pra que quer saber? Você não acredita em mim. -disse com dificuldade e tentei me afastar.

Meu pai me parou e levantou minha blusa, e pela cara que fez, o estrago havia sido grande.

-Vou te levar para o hospital.

Maiara me apoiava em seu corpo enquanto saíamos do prédio da B&M junto com o Marco. Eu estava torcendo para chegar logo ao hospital, pois as minhas costelas queimavam de dor, cheguei até a pensar que poderiam estar quebradas.

O carro do meu pai já estava na rua, pois ele havia pedido para o manobrista deixar tudo preparado para irmos o mais rápido possível. Antes de entrar no veículo, vi o Noah correndo na nossa direção.

Macarons - MalilaOnde histórias criam vida. Descubra agora